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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Sobre o que aprendi


Xico Sá fala sobre o macho jurubeba, que é aquele tipo Humphrey Bogart misturado com Luiz Gonzaga, mas que sabe negociar com o lado feminino e não tem na agenda aquela pauta machista e anacronica. Não sei se me enquadro nesse tipo, apesar de muito simpatizar e vir de um lugar do Brasil especialista em produzir jurubebas, com chatuba e tudo mais (risos). 

Tudo isso para dizer que concordo com o Xico Sá, que as desilusões masculinas quando bem refletidas são ate pedagogicas, após cada tabua, encontro desmarcado em cima da hora, duzias e duzias de encontros as escuras com moças bem interessantes e que no final não deram em nada, serviram para mim, não como titulos de conquista ou qualquer artifice que o machismo sutil possa tentar atribuir, me serviram de uma outra maneira, que é sair da zona de conforto da posse, do ciume ou da dor de cotovelo tão incomoda.

Não me acredito como o macho jurubeba ainda, tenho muito que aprender, muita chuva pra tomar esperando pequenas, muito uisque duplo cowboy para amargar no charme solitario que encanta o cinema europeu, já não cheiro rolha de vinho italiano (nunca cometi esse pecado). 

Mas a verdade é dura pois tambem é bem simples: a cada dia tentar me reconciliar com o meu lado feminino, pois se os amiguinhos não sabem, nós homens tambem temos isso e o desafio alem de calar de vez o machismo em nós, tambem é no mesmo grau dar voz e procurar desenvolver essa feminilidade que por seculos, educação, familia e religião nos ensinaram a calar.

No final ser homem deve ser isso, entender ou se esforçar em olhar o mundo de maneira mais humana; feminina.

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