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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Dos problemas em criar Pedro

Um dos meus problemas com o fato de estar escrevendo uma peça de teatro é justamente estar a escreve-la e disso flui toda a problematica.

Primeiro:
A minha experiencia com o teatro é realmente uma relação onde ocupo o lugar de publico/plateia. Me acho uma farsa a cada fala escrita.
Quer dizer, um dia estou escrevendo idilios, sonetos,  e acrosticos, estudando a rima e a poesia encontrada em cada ação cotidiana e no outro estou escrevendo uma peça.
Desculpem, ainda não digeri isso.

Segundo:
Como é dificil reconstituir dialogos vividos ou escutados, como é dificil escutar os outros, observa-los, sem a pretensão hipocrita de entende-los. Mascara-los muta-los em outra coisa e então dizer o que eles disseram.
Criar é um exercicio fascinante e cansativo, cansativo muito mais do que fascinante. Ir costurando esses retalhos do dia a dia, esses detalhes no casal observado outro dia, naquela fotografia com uma antiga namorada onde quase consigo me imaginar com outra garota. Não é facil, não é facil mesmo...

Terceiro:
Constituir cada personagem,  as falas, peculiaridades e identidade. E ai assim um belo dia, voce esbarra com uma nova historia ou um detalhe que escapou sobre esse ou aquela personagem.

Quarto:
Terei que conviver com atrizes?
Ok, com atores tambem, mas e as atrizes? Sou um tipo timido, falastrão mas muito timido, aquelas mulheres todas tempestivas ou solares, aqueles sorrisos grandes, aqueles passos descalços pelo camarim. Dentro disso tambem vale dizer que tambem reside o terceiro motivo já exposto, terei e estou tendo que escrever falas no feminino, tudo o que sei sobre mulheres é que elas me encantam e confundem.

Quinto:
E se não der certo e for um fiasco de publico e critica?

Sabe, todos esses motivos cabem em um só:
Estou escrevendo uma carta de amor, de uma maneira diferente e para um tipo diferente de amor, desses que não se usa mais amar por ai. Como se fosse o meu aceno aos seculos, como se ao futuro eu pudesse dizer algo, diria sobre isso e com direito a toda a poesia, hiperbole, metaforas e cores.
E se no final não escutar um eu te amo, talvez fosse cliche demais dizer assim o que já ficou bem entendido.

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