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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Carta para o começo da conversa

Querida,

Somos os ultimos exemplares de uma especie estranha de gente. Quando nos olhamos, sei lá. O carnaval é em março esse ano e tenho a ligeira impressão de ter te escrito um samba. Acho que não te conheço ainda.
Nem sei como te chamar, não sei quem você é. Eu olho o céu da noite, quem será essa mulher?
Talvez more bem pertinho, quem sabe se em outra cidade, continente ou planeta?

Somos os ultimos exemplares de uma especie estranha de vida. Enquanto eu tento te encontrar, voce já sabe que te alcançarei. Por isso deve me esperar serena, olhando o mar e já sabendo, todas as perguntas que vou perguntar.

No final
''metade do que digo não tem sentido algum, mas eu digo apenas para toca-la.''

Eu andei como uma criança nos campos de papoula, sorri em resposta as estrelas, eu vejo um céu diferente todos os dias há quase tres anos. Ainda espero a revolução socialista, escuto Beatles enquanto leio Maiakovski. A minha imaginação não faz ideia de como voce será.

Abraço o sol, beijo esverdeado de adeus ao dragão vermelho que até aqui me conduziu, pouco me importo com Dante, Beatriz ou se é divina a comédia. Ainda não posso te ver, tantas vezes te imagine - me ofusca os olhos apenas supor. 

Eu peço mais uma dose, mato uma sinuca e volto para casa, meus olhos ainda não sabem te olhar, preciso acostuma-los com esse fato. Estou bem, quer dizer sei que estarei bem melhor algum dia.

Querida me desculpe, mas talvez nunca nos esbarraremos. Eu fico bem assim, quer dizer nem tanto, todas as outras nunca serão o que você é. Mas sabe, voce nunca esteve realmente aqui. Tudo o que você é, foi apenas invenção da minha preguiça.

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