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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Camarada Nº 027 pensando na Camarada Nº 018

Igual a pelo menos dez milhões de outros caras,
terno chines de algodão ruim.

Arroz, arroz e frango e o livro vermelho.
Legumes, reforma agraria e cerco a cidades.

Uma foto ao lado da cama,
torna pesado o criado mudo.

Em algum ponto há divergencia?

Posso recitar um verso
para sua elucidação,
 mas ja adianto
são versos sobre revolução.

Mas os camponeses tambem amam
e tambem a classe operaria,

que o futuro seja pleno e humano
e alguem posso ser o que quiser,

até mesmo um ponto
ou ninguem.

Ele recolhe a saudade enquanto toma café e lê,
até o campo de reeducação,
pensa consigo;

misterios humanos bem menores,
já não questiona, apenas chega
deita e sonha,
acorda.

Um cara como pelo menos 23, 230.000 outros caras
cabelo cortado e barba por fazer.

As vezes sobe no pé enquanto almoça,
na ala feminina uma voz chama atenção.

Muita gente por ai e aquela voz
o fez subir na ponta dos pés,

Não a viu,
tanto naquele instante,

quanto por aquele instante
ter lhe custado a visão.

Recolhido por um guarda até a sala umida e estridente
com lupa e sol o cegaram.

Agora consigo repete:

''Tua luz me resgatou da umidade estridente,
da tua voz até tua visão um pulo.

nenhuma cerca, 
apenas o sol,
e alguns oficias do exercito do povo,
para melhor me orientar.

Até tua voz, eu olhava as coisas
e nelas havia apenas panfleto ou dor,

os camaradas oficias me mostraram voce bem de perto,
te ver valeu ser minha ultima visão.''

Ele anda, passos calmos e controlados,
cabelo cortado, escovado e sorriso padrão.

Enquanto supõe tudo isso,
deitado em sua cama modesta
pensa como é ser um divergente.

Mas ele é a estrela vermelha
no coração de alguma ilha caribenha.

Em seu peito arde uma constelação
de certezas.

Seu grande guia
e o livro vermelho na cabeceira.

Um retrato torna pesado
o criado
que agora é mudo.

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