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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Dragão

O dragão percorre o céu
do nosso continente,

estirada em uma pedra
no precipicio cinza e sonoro,
repousa a ninfa lunar.

Lá adiante as nuvens flutuam,
se desenrolando em formas e desenhos,
escondendo a lua
ainda mais distante.

Todo o resto é paisagem,
gira o mundo e aquilo é o centro.
Musa solar,

sereia de maré no olhar,
seus truques, meu riso...

Agora olho um pouco mais,
tambem buscando sua imagem
em minha memoria.

Fazia sol.
Tem feito sol.

Não sei tua flor predileta,
tua cor ou musicas,
pouco sei:

Fazia sol.
Tem feito sol...

O dragão percorre urbes e orbes,
quase encosta na costa,
se desfaz em desertos,
momentos de silencio,
beleza que parece paz.

É tudo paisagem,
de fato importa:

aqueles olhos verdes
como o mar do caribe em agosto.

Recolham minhas velas,

naufragarei todo o resto,
todo o resto naufragarei.

Estendida na pedra cinza, no precipicio cinza:
sua pele lunar, olhos oceanicos,
calor estelar.

Diante disso,
como diante de um filme,
uma epopeia,
uma ode.

Diante disso,
como diante
do todo em
                      si.
Nunca quis,
agora quero tanto

como se por acaso
ao caso,
numa tarde de sorte:

tudo fizesse sentido
em tudo houvesse agora
um norte.

Nó górdio,
sequer o mais forte.
Apenas sorte
Apenas sorte.

Diante disso,
como diante
do todo em
                      si.
Fazia sol,
                                                      ela passou por mim
Tem feito sol.

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