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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Nota de Ano Novo

Camaradas;

As vezes me pego reparando nos pés de uma ou outra amiga, moça simpatica que acabei de conhecer ou irmã de algum amigo. E como alguns são lindos...
Joanetes? Não há joanetes... Ufa!
As vezes uma cicatriz de infancia ou coisas do tipo.

Como é lindo o pé calejado da bailarina, como é linda a maneira que aquela moça do oitavo andar segue quando sai do elevador. Eu fico olhando, inventando assunto, puxando conversa. Chamo para jantares, passeios no parque, teatro, cinema... Mas eu quero mesmo é ser todo pisado por cada um desses pares de pés! 
Com alguns pés o meu delirio é tanto que seria capaz de tomar Vodka as margens do Danubio! Imaginem essa cena... Deprimente e brega não acham? Pois eu faria exatamente isso! - Risos.

Os pés são o encanto, a ligação desses seres misteriosos e esse planeta, feito raizes moveis transitando entre os dias, até sei lá esbarrarem comigo. Os pés são a solução, o restante alguns dizem é o problema, acho que o restante é a solução... Mas é quase sempre uma complicação.

É possivel se pensar todo tipo de pornografia relacionada a pés, por exemplo:

pés femininos no rosto com rum gelo e limão
pés femininos em tortas
pés femininos pisando no barro
pés femininos com detalhes comemorativos da copa

E pode ter certeza, se pararmos para pensar, ainda existem umas cem mil maneiras de se perverter e erotizar os pés. 
Mas o que me encanta é exatamente o pé, o que ele consegue dizer sobre aquela ou outra moça, a maneira como anda, como toca o chão, aquela coisinha tambem de passar o pé na perna antes de dormir. 

Poderia enumerar uma lista de musicas sobre pés ou com citação a pés, mas não farei isso, pés femininos sempre me lembrarão tango ou forró, pelas quantas vezes que me atrevi a tentar aprender, no simplorio intuito de vislumbrar um outro pezinho junto aos meus.

Lugares prediletos de um podolatra?
Vejamos; parques, praia e filminho a tarde em casa.

O tarado por pés é um radical, um ultimo, feito aquele japones perdido na 2ª Guerra, mas que só soube 30 anos depois que a guerra havia terminado, ronda casas, bares, algum sarau, sebo ou livraria, tá bem ali do seu lado, o sujeito de humor sadico e olhar confuso. Sou eu e pode ser voce, um padre, seu vizinho ou algum intelectual de esquerda. 

Esse ano fui um bom menino, bom moço jamais, cantei na rua com muitos amigos, acompanhei pessoas até suas casas, bebi com quem queria celebrar e com quem precisava ser ouvido, ouvi muito mais, escrevi muito mais escrevendo menos, me tornei maduro ao libertar minha criança interna. Acampei, não como as milhares de familias sem-terra nas BR's, tristes vitimas do agronegocio, acampei com meu pai, ouvi muito mais minha mãe, aprendi novamente a dar risada das mesmas historias de sempre do meu pai e das soluções pouco realistas para a realidade. 
Acho que fui um bom menino, mostrei o dedo pro Lobão - pelo menos ele tambem mostrou e sem nos conhecermos ambos rimos, cada seguindo para o seu canto. Critiquei o Joaquim Barbosa, ajudei a denunciar o trensalão - anunciando em voz alta a noticia no metro as 5 da manhã de um domingo. Fui para rua em junho, joguei pedra, panfletei, tirei foto, fui um bom menino, quando diziam abaixem as bandeiras, optei pela bandeira vermelha apenas.

Mediante isso,
reinvindico pezinhos mimosos para o ano vindouro!

Valeu a pena ter chegado aqui, desligo por alguns dias o aplauso, retornaremos a qualquer instante ou só em 2014.

Sem mais
Feliz 2014 a todos

PS: e o lava-pés quando é mesmo?

domingo, 22 de dezembro de 2013

Eu posso ser a Morsa?

Oceano de desculpas emergem de vilas e becos,
colorindo o domingo com um céu de missa campal.

Um perdão refletido no espelho do olhar,
fracionado em prismas de saudação e saudade.

E se entre os ultimos, no amor
a festa inteira da vida te faz crer no reverso,
respire mais, beba um bocado.

Escreva um verso.


Bom dia Sol!
Abrace uma arvore
e seja feliz.

Morra tentando,
dragão satisfeito
deitado na virtude
que o trabalho ceifou.

Perolas se deliciando em bocas profanas e suinas,
cachos de sol, cabelos de vento marinho...

A luz que agora vejo
aquela que sei
sempre recordei.

Antes de agora
é como se
outro agora existisse antes.

Um bilhete de risonha canção,
frances inquieto.

Meus bigodes felinos,
terno riso repleto de imoderações
ou cuidados.

Gargalhadas sonoras
como quem pragueja em um barco.

Moça, eu posso ser a morsa?

Eu fui la te olhar,
fazer mimica
e demonstrar segredos
sobre nado borboleta.

Sua vida não é facil,
talvez por isso seja tão
bonito te olhar
quando sorri.




quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Jangadeiro cinza

Enquanto você se move um pouco, na calçada por volta do meio dia, fugindo do sol e da luz. A vida acontece, eu as vezes nem percebia, agora procuro perceber.
Coisas como separar uma parte do seu dia para ler os jornais, ouvir pelo menos um álbum da sua banda predileta, enquanto lê algum livro - essas coisas, que te distraem da solidão, te tornando um pouco mais substancial e contemplativo, no final esses detalhes é que são o diabo, fazem fazer sentido.

Estamos passando por uma crise dos vinte e poucos - tanto melhor.
Assim como em todos os finais de ano, foi prevista uma enorme crise imobiliária, quer dizer isso importa muito mais, mas estou aqui me lamuriando como o segundo álbum de uma banda que surpreendeu publico e critica. Estou em paz, respirando de uma maneira melhor, sendo tolerante com pessoas religiosas e levemente acido com fundamentalistas - também sou humano, porra!
Agora são exatamente 19:10 do dia 19/12 ano da graça de 2013, as luzes de natal já estão obscenas nas varandas das casas,  nos quintais pinheiros e amendoeiras em flor, pelas ruas moças de vestido florais em cores alegres e quentes. Poderíamos falar de 2013 até o final de 2014 e ainda não teríamos dito tudo, basta dizer que foi um ano assim (...) que ainda não terminou.

A TV assistindo nossa solidão, todos anestesiados com a modernidade e o avanço tecnológico. As vezes a vida até parece um filme, mas sabe de uma coisa prefiro a vida parecida com vida mesmo. Nada é mais próximo do realismo fantástico, que todas as possibilidades descortinadas durante o dia. 
Me movo um pouco, recosto o encosto do sofá, recolho o dia todo e me encosto. Diante dos meus olhos como a fumaça do meu cigarro, as recordações do dia se poluem com a minha imaginação. 
Verdadeira batalha entre como foi e como deveria ter sido.

Olho para a pintura descascando na parede, reparo um pouco, reparo também na rachadura do piso. Lembrar como foi engraçado, daquela vez que descobrimos uma infiltração parecida com o papa João XXIII. 
Eu só fumava Carlton, usava uma barba grande, aquele ano eu havia decidido ler apenas Shakespeare e gostava de ouvir uma menina cantar num bar. 

A TV mente, sorri enquanto se entretém com as nossas solidões. Para o deleite dos senhores da informação, nos deitamos cada dia mais frustrados. Aquela voz não é minha, não é sua, aquele rosto é o seu ou o meu ou do cara negro que passou quase agora por aqui, mas isso não importa muito. A realidade fabrica a vida, a TV cuida apenas em tornar tudo frustração e agonia.

As vezes olho para o céu, fico olhando fixamente até sentir vertigem. Sinto o sol, a luz, respiro o ar e de alguma forma me sinto parte do sol, parte do calor. 
Uma voz, calma e melodiosa, desenvolta e parte de uma recordação romanceada. Posso ouvir o vazio nas coisas, consigo sentir nisso valor. Quero me calar, silencio definitivo, após o grito primal.

Eu vejo o amor tomar um rumo diferente, fico no quintal olhando as estrelas:
Será que existe vida em Marte?






quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Beatificação estrelar

A tarde cercada de vazio,
em suas paredes
trazia umas mil estampas.

O ceu azul parecia coberto de infancia e ternura,
era vermelho e azul, violeta e laranja.

Em sua profundidade ecoavam nomes.
Deitado ao som dessas vozes multiplas
em unissono as vezes:

Quase podia escuta-la...

Um enxoval flutua.
Na cabeceira da paroquia
qualquer sonho
é feito nuvem...

Agora o sol se põe,
uma tarde qualquer,
mas é comigo
e então é isso:

a calçada, a janela e a varanda,
o quintal ou a rua,
o parque, o bar ou o futebol.

Eu poderia recitar agora aquele trecho famoso
daquele filme, mas voce e eu sabemos,

trata-se apenas de uma tarde como outras bilhares,
onde as crianças correm malucas pela rua,
ignorando o espetaculo do tempo,
atentas apenas em brincar.

O final do dia é tarde demais,
onde o calor sufoca e parte,
onde a inocencia é inadequada

palavras...
palavra!

Eu percorro a sala,
olho no relogio,
boné ou chapéu,
vou passear

andar junto ao sol
é como deitar do lado dela.

O sino do mosteiro toca,
a hora enfim se mostra
tilitam austrais sete horas...

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Bagagem

Faço uma lista,
risco de imediato
de um traço
a outro,
apenas isso

todo o resto 
vem depois,
planos
plano
truque e risco

Agora eu sei bem menos que antes,
assim destreinado,
no exercicio de muito ver.

Assim apenas
olho, 
apenas assim
toco
posso tocar.

Faço uma lista,
canções:

Ela parece a capa do The Freewheelin' ,
uma canção do Lennon

um domingo a tarde
na preguiça desejavel
de dois corpos.

Faço uma lista:
um poema anotando
tudo até aqui,

o apice da minha saga.

Helena recolha as melenas,
os cachos e cantos
e as uvas e o vinho.

todo e qualquer canto
que possa parecer ninho.

Fechem os portos
e portas, 
quero esse carinho,

pouco importa
se a vida é torta
sorrir é se entortar.

Faço uma lista,
jogo fora a lista,
levo no bolso
cigarros e 
alguma poesia.







segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Dragão

O dragão percorre o céu
do nosso continente,

estirada em uma pedra
no precipicio cinza e sonoro,
repousa a ninfa lunar.

Lá adiante as nuvens flutuam,
se desenrolando em formas e desenhos,
escondendo a lua
ainda mais distante.

Todo o resto é paisagem,
gira o mundo e aquilo é o centro.
Musa solar,

sereia de maré no olhar,
seus truques, meu riso...

Agora olho um pouco mais,
tambem buscando sua imagem
em minha memoria.

Fazia sol.
Tem feito sol.

Não sei tua flor predileta,
tua cor ou musicas,
pouco sei:

Fazia sol.
Tem feito sol...

O dragão percorre urbes e orbes,
quase encosta na costa,
se desfaz em desertos,
momentos de silencio,
beleza que parece paz.

É tudo paisagem,
de fato importa:

aqueles olhos verdes
como o mar do caribe em agosto.

Recolham minhas velas,

naufragarei todo o resto,
todo o resto naufragarei.

Estendida na pedra cinza, no precipicio cinza:
sua pele lunar, olhos oceanicos,
calor estelar.

Diante disso,
como diante de um filme,
uma epopeia,
uma ode.

Diante disso,
como diante
do todo em
                      si.
Nunca quis,
agora quero tanto

como se por acaso
ao caso,
numa tarde de sorte:

tudo fizesse sentido
em tudo houvesse agora
um norte.

Nó górdio,
sequer o mais forte.
Apenas sorte
Apenas sorte.

Diante disso,
como diante
do todo em
                      si.
Fazia sol,
                                                      ela passou por mim
Tem feito sol.

sábado, 14 de dezembro de 2013

E ainda insisto em louvar o sol

Paz calma e rasteira...
Praia de som, maresia nostalgica.

Sou sua parte em mim
Sou minha parte em voce.

Entre as cores, bandeiras
e ruas decoradas.

arvores podadas,
gente polida,
animais castrados.

Toda a vida, curva e parada.
Esquinas, papeis
e adeus.

Lá fora ninguem me espera,

por isso as vezes cuido
em ser zeloso aqui dentro
de
mim.

Salvador

Deixe ser, quando foi?
E se realmente importou,
pois bem, meu amor,
muito alem  da vida,
distante a ilusão e a dor.

Se foi o agora,
a hora despida,
minutos, horas e segundos.
Segundo a cantiga,
rima,
metrica
e apenas linha, linha e linha.

Deixe ser, por favor.
Se toda estação
floresce um fruto
que em mim
por fim
por nós
o amor perceba.

Aconteça o canto,
como ao campo
a primavera acontece.

O frio distante
e só
saudade
é o nos aquece.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Todo o processo ( desde a criação até o criador)

A quieta imagem do homem,
projetada na pedra sonora:
poema.

O poema se arrasta feito a sombra primordial,
no chão e nas paredes das primeiras cavernas
habitadas por homens,

com ele tambem os mitos
que em versos foram contados.

Estrofes, rimas e onomatopeias,
centopeia artesanal.

A poesia nasceu no futuro,
escorregou pelo ralo
junto com a agua morna
que cai de um chuveiro
feito um haicai.
A poesia tomou transporte publico
com integração, ouviu pregação,
avisos de alerta e temporal.
Chegou por fim a margem final,
cruzou os braços e pulou,
acordou no presente,
viveu antes no passado.

O poeta suspeito que é só,
suspeito apenas ainda não houve aproximação.

Ele anda as ruas,
como se pudesse ler com o corpo,
cada pedaço daquilo que percorre,
seu olhar corre e dança e corre novamente,
pesquisa labios, cama, superficie ou fantasias,

O poeta suspeito
é tambem poesia.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

''A gente chega em casa e descobre que o Mandela morreu. Preciso parar de voltar para casa.''

Nelson Mandela não morreu, seu punho estendido e o sorriso pacifico, misterioso como quem sabe e ve todas as coisas. Isso tudo não morre, isso tudo é Nelson Mandela, um homem demasiado humano.
Mandela não morreu, pois tornou-se um pedaço da historia humana.
Meus netos, lembrarão de homens como Mandela, que diante da urgencia das horas não se acovardaram, morreu como nasceu, menino e sonhador, repousa na verdade.

Nelson Mandela vive, pois ainda é um grave delito delito sonhar sonhos como o dele: Sonhos de liberdade, sonhos tão sedutores e possiveis - se voce os sonhasse tambem se disporia a ficar 27 anos preso em uma solitaria.


Terror Vermelho

As ruas precisam retornar ao estado de terror,
que o terror vermelho
combata 
o terror branco
Meu coração agora cruza a rua,
vidro entreaberto, 
descuido é não se deixar notar
- cuido agora em apenas passar.

Bandeira vermelha, rosa no peito
pulsando sangue, medos e aspirações.

A rua precisa seguir,
por elas:
voce e eu.

As ruas precisam retornar ao estado de terror,
que o terror vermelho
combata
o terror branco
Mulher, escuta isso:

Eu desaprendi a amar,
o que não representa perigo.

Leve esse beijo,
um pedaço do meu olhar,
uma duzia de estrofes e esse refrão:

Eu estou apaixonado por uma mulher,
ela se chama;
Revolução.

Deviamos instaurar o terror vermelho,
da Revolução eu quero uma festa
terna e intensa como um beijo.

Para não desaprender.

No mesmo instante que me aconselha: imagine.
Não sabe o quanto peco, pois alem da tua imagem,
suponho em conjunto outros pecados,
cheiros, perfumes e gemidos.

Teu corpo é o jardim de carne, ideias e encanto,
onde repousa uma rosa umida e secreta
que preciso beijar, assim como tua boca,
tua roupa e tua nudez.

Tocar teu corpo, dedilhar uma canção 
enquanto delira, enquanto fecha os olhos em extase, 
beijar tua nuca, sentir tuas costas roçando em meu peito.

No momento em que me disse: imagine.
Pensei teu corpo nu, pensei na sua completa nudez,
eu me despia e inventava contigo, outros pecados...