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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Só Gagarin poderia me entender (Canção Tropical com o pensamento em Olga Benario e Janis Joplin)

Acordo cedo e nunca faço a barba,
 acho que não dá tempo e fico assim.

Olhos de cão insone, sorriso de quem sonha e vive.

Teus olhos são sorrisos, sorriem como se tilintassem fogo,
chama espectral que torna o cigarro em fumaça apenas.
Tambem acorda cedo, nem mesmo a ressaca me faz odiar o sol,

te acho parecida com a noite, teus segredos parecem umidos e delicados,
confesso te suponho sempre, ideia que cogito enquanto as horas marcham.

No final é isso:
Um verso sobre nós dois,
nosso destino é a solidão, mortalha leve e florida
que tecemos e costuramos durante a vida.

Enquanto coço minha barba e mastigo limão e cebola juntos,
sinto descortinar no refeitorio junto a minha classe,
a sirene que anuncia: meu coração arquivo,
resolveu consultar o quanto pode inspira-lo.

Teu nome é bandeira e tua cor vermelha,
a revolução so pode ser uma mulher.

Te olho dentro de uma recordação,
só quero ser o teu igual.
Todo o resto, acho que posso entender
todo o resto faz sentido, pois voce cabe exatinho.

Enquanto a NSA, monitora conversas e perfis,
 sms, e-mail e pesquisas.

Eu olho o céu laranja de gases e chamas
e cantarolo marchinhas e cordões.
fumava meu cigarro, olhava pela janela:

Nosso erro:
Somos vistos como marginais.
Nossa virtude:
Somos de fato, marginais.

Eu passo do seu lado, percebo antes,
estamos no mesmo bar. Enceno a surpresa que ensaiei.

Mulher, voce não sabe o quanto me custa te chamar:
os nervos, neuronios e transpiração.
Tambem o figado é bem verdade, sonhos e planos tambem.

Eu gosto de me gastar,
estrago é pouco, voce pede celebração
tal qual fosse um bacante operaria.

Voce não sabe, se sente pouco musa, agora direi:

Voce é linda como um filhote de onça, iluminada como a calçada
de uma cidade operaria ao final de um turno, vila operaria...
Meus sonhos e ideias querem encontrar nos teus um dornitorio.

Repouso dos lugares que ainda verei ou sentirei.
Fique aqui, tua loucura é boa,
quero fazer do teu riso o emblema do meu partido,
que a minha classe saiba que conversei com eles atraves de teu amor.

A substancia ferruginosa dessa epoca denuncia uma queda eminente,
que a ruptura seja no minimo lembrada em meus versos

acho que somos sós, quase certeza.

Então é isso: uma inquietação,
quando te vejo é como se meu peito e sentimentos
brincassem de agitprop.

meu pensamento se tinge de lugares escuros,
subverter a moral, entreter o inferno inventando luxuria.

Isso é sobre nós dois e o fato:
morreremos sós.

Por isso o verso, gostaria de ser lembrado.
Voce é a musa do proletariado.

Um dia mesmo com os nossos telefones sendo grampeados,
vou te ligar para combinarmos algo.

Um comentário:

Amanda disse...

Foi a coisa mais bonita que eu li nos últimos anos.