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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Govinda fala ao 41°

Hoje acordei de muitos sonhos,
na orla do meu pensamento
a realidade colidiu feito mar tempestivo,
o que é concreto me fere e
é a base dos meus pés.

Disse um milhão de coisas:
Outras mil quis só pra mim.

Eu estou sempre dizendo muitas coisas.
Bem, tudo que precisa saber é isso:

enquanto tudo acontece,
guerras civis, resistencia armada
ao poder na periferia do mundo.
Enquanto o gado cospe o o futuro,
enquanto o homem miseravelmente
vive como um animal
e seu guia se farta
como um porco de farda.

Eu gostaria agora de escrever um poema de amor,
como todos os outros poemas de amor.
Mas a poesia não quer, minha vida não deixa.

Cabelos de criança cosmica,
teu sorriso me desequilibra feito radiação.
O brilho dourado de sua pele,
ondas de calor me perfurando os sonhos.
Seu perfume me angustia
como armas quimicas em Damasco.

Eu gostaria agora, poder escrever um poema de amor.
Eu gostaria agora, conseguir:
um poema de amor, um apenas
que não pareça politico!

Na assembleia trianual da organização mundial de suspiradores,
ao ler a defesa da minha corrente, pensei comigo enquanto dizia essas palavras:

A classe operaria tambem suspira.

Mulher
&
Homem.

Camarada Zé


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