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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Valsa Brechtiniana

Você vive feliz, por isso eu devo me concentrar na felicidade,
se algum dia nas ruas do centro até o mercado nos encontrarmos,
devo ter isso comigo, sentir essa tua alegria como fosse minha.

Afinal você agora é feliz, da minha amargura ou solidão,
não nascerá o pão que alimentara a classe operaria,
minha triste feição não denota amor ou a ausência do mesmo,
quem com a alegria do outro se ofende, amor não sente.

Por isso quando na multidão em marcha em outro partido te olhar,
você me olhará de sua brigada, eu te olharei da minha e seguiremos,
pois você é mulher, operaria e atriz,
eu o que sou? Poeta e agitador, algum dia quem sabe feliz.

Por isso se na fila do cinema com ele por mim você for vista,
estenderei a mão e desejarei toda a alegria.

Ainda é tempo de se ser humano e justo.
Afinal a paz é a cura do mundo.
Eu que ainda me emociono com cartas.
Eu que coleciono bilhetes e lembranças e cartas

Ainda choro com poemas, com poemas de amor,
poemas e palavras de ordem da classe operaria.

Para minha solidão eu respondo: a esperança ainda insiste.
Outro tempo virá e que os dias marchem
Se algum dia te encontrar, tenha certeza,
te estenderei um sorriso e palavras gentis.

O seu amor me ensinou a grandeza.

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