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terça-feira, 3 de setembro de 2013

Relato do que consegui ler (coisas que constavam na primeira pagina de um jornal)

E certa tarde dormi. Em sonho tive uma visão, os fatos aqui narrados foram apenas visões e posteriores analises do que vi, não possuem uma proporção de analise mistica, junguiana ou freudiana. Sou tão somente um poeta e um jornalista, dentro do mesmo corpo moreno e franzino, me desculpem:

Lembro que era uma tarde quente e o sol brilhava, todo o dia até ali, figurava como um passado próximo, o delírio em si, parecia real pois por parecer ocorrer em clima e lugar igual ao qual adormecer naquela tarde, conferia a toda a sequencia alguma realidade.

Segue o relato:

Ao recobrar, uma forte luz ofusca meu olhar. Uma voz como emergindo da luz se estende e diz tais palavras, ao decorrer delas, vejo a criatura e é como uma criança latina, meio criança e meio beija-flor:

Olhe bem, tudo o que verá agora, diante de você, todas as cenas de bem adiante, não caberá a voce dize-las  se próximas ou distantes. Cruzará a rua e junto a meu anuncio verá, portanto levanta-te e seque!

Ao levantar e seguir, tomei o rumo de um caminho de tijolos, cheguei junto a um portão e ao cruza-lo ouvi uma voz igual.
Ela apenas dizia isso e todo o resto ocorreu assim:

Agora te será revelado o que tua ansiedade poderá causar, não apenas a tua, como a de todos os ansiosos.

A criança ascendeu ao céu e tudo ocorreu assim em minha visão.

Segui a rua até o momento em que a rua tornou-se porto. Embarquei junto de uma canoa e foi exatamente assim que eu vi:

A praia onde minha embarcação amanheceu, era de solida e clara areia, como se fosse possível que um tempo ou espaço, paisagem  se tornassem com minha visão ainda mais claros. Agora eu sei, eram apenas visões noturnas.

Da praia o sol eram teus olhos, da mesma cor, calor e luz, tão solar quanto noturno, teu olho é brilho, luz e calor e cores claras, caras as vezes ao sol. Então segui até a calçada, estrada, rua até a esquina. Seu cheiro não era o perfume, mas a vontade de sentir teu cheiro...

Até a primeira paralela segui, depois disso, olhem só.
 Havia um bar, ali bebi, comprei o jornal e pronunciarei o texto que li em uma manchete, como se eu houvesse repousado até aquele instante.

Uma boa parte de nós havia morrido, outra parte queriam matar, no futuro e até onde for fora do alcance quem sabe onde será. alguns poucos de nós, dentre eles eu, te verei e então...
Sabe moça, eu fui covarde, mas é que agora eu decidi ser o herói, no ultimo tempo te guardar, não de outros, mas de você mesma. Ao seu lado não sei, acho que sou um pouco você.

Ao ler essas paginas no jornal não sabia, se estava louco ou se apenas lia por conveniência.
Já era um fato você fazia parte do meu sonho, no exato instante que minha mente decidiu que deveria ser um delírio.
Nas paginas seguintes todos os detalhes. Como por exemplo eu me precipitei ao atingir aquele sacerdote catolico com um machado, por exemplo matar aquele lider espirita e escritor de auto-ajuda no lugar de apenas ter escrito uma canção de amor, peças de teatros.
Pois é eu sei meu sonho é sobre acreditar que um dia serei Mao Tse Tung...
Navalhas, laminas, guerras e longas marchas, carceres úmidos e jornais pouco importantes noticiando o que acontecerá comigo. De lá eu digo, como foi, mas direi em versos, todo o resto pouco importa, a grade, a janela ou a porta, gradeada, cercada, emparedada não importa a porta, pouco importa, os muros, ruas, cercas e cercados.

Sou tolo, me percebo tolo ao ler nos próximos parágrafos.
A primeira vez que fui avistado, estava junto a outros hominídeos, resistindo dentro de um prédio, lá fora fardas e consciências corrompidas nos aguardavam com ódio e fúria. Em minhas mãos haviam facas, uma minha e a outra para cravar no peito da farda mais próxima.
O futuro se anunciava no´céu, me dizendo:

Seja bravo e torne-se imortal, cante canções, seja o bardo.
Com minhas mãos, ódio e loucura, peguei em armas, facas, telefones, cadeiras e garrafas. Lutei contra tudo, rosto coberto, barba, riso e voz diferente. Eu sou poeta.
Pera um pouco!
Acho que não sou!

Quero dizer é que depois de você, moça. Depois de você não sei direito, mas todo o resto me parece sonho. Acho que é isso.
Depois de tudo, você é tão real que até parece profecia ou poesia!
Seus olhos começam a chorar, meus olhos querem ficar ali e durante todo o percurso depois se perderão ao recordarem daquele instante. Não tenho medo do que virá, apenas acho lindo meu passado. Sou saudade.

No final escrevi tudo isso, para dizer, escuta só isso, você é um delírio, fico a tua espera a cada instante.

Escuta 07 de Setembro tem mais, acho que eles não querem o meu sonho.Não deixarei que haja golpe ou coisa assim. 

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