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sábado, 21 de setembro de 2013

Carta endereçada a possivel musa ( breve relato de dionisicas abordagens no jardim dos excessos e prazeres)

Todos os filmes juntos não seriam, o que seriamos. Percebe a dor que carrego? Sempre amarei mais, sempre amarei, nada alem disso e ai, que fazer?
Tivemos manhãs chuvosas essa semana, noites frias, vinho e desculpas, adiar o prazer, deixar o álbum rodar até a ultima faixa. Sabe o que é cruel? Você acabou de entrar, suspeito que encabeçará um top dez, você é o inicio de uma nova lista, dentro do meu mundo de listas, tenho medo, pois suponho, você como a principal.
Não há Jazz ou Blues, Samba ou Rock and Roll, moça você é a turnê que os meus nervos esperavam por muitas temporadas. 
Meu corpo flutua na anti-matéria, no instante entre o brilho e a explosão. Sou quadro antigo, sou musica nova, me sinto Cervantes prestes a encontrar quem o inspirou a criar Dulcineia, teu olhar é macio como a chuva de trezentos tigres doceis, teu olhar é iluminado como uma fabrica. Teu corpo é dourado feito a chama que a chaminé escarra nas noites mais escuras. Enquanto fuma ou aspira a saudade ancestral, meus olhos dançam ao teu redor buscando te ver em todos os ângulos.
Supõe que somos uma canção do Chico Buarque, eu sempre atrasado, desfeito e só, bêbado e quieto, desfilando na ala radical, supõe que tomamos o centro e é o teu nome que eu ouço, quero lutar pelo povo e a revolução parece contigo. 
Eu sinto alguma angustia, quando olho adiante, no horizonte vejo teu nome escrito. Você dança no meio do povo, bebe com os operários, com os bêbados consegue cantar, a praça é tua, margarida de sal, pétala insaciável de minha sede e calor. 
Eu tenho medo de muitos passos. Sabe moça, desculpa mesmo, mas fico aqui comigo e me basto, pode ser que não dure, pode ser que seja só comigo. 
Você se encaixaria na minha vida, nada se encaixa na minha vida. Eu olho o céu, as estrelas e tantas possibilidades e lugares, as vezes dá vontade de fugir com o circo. Alguma coisa me diz, que caso fuja, só me reste ser o palhaço, você seria o que tornaria meu riso mais cênico e menos real. 
A angustia me lança para um abismo chamado futuro, pela senda do destino percorro como quem se exibe, não temendo nada, sorrindo para a sorte e dançando meus tangos. Desculpe mas seria muito, tanto seria que até ali teria vivido para aquilo, acendo meu cigarro, tomo meu derradeiro copo, deixa que essa mesa eu pago, sigo agora o resto enfim, termina aqui, ultima e primeira vez. Sem querer pode ser que eu queria ficar, desabo e me destruo, me destituo de tão grande epopeia, não sou Homero para tanto, meu peito é frágil, delicado coração de poeta operário, gasto por álcool e tabago, repleto de outras paixões. 
Te-la comigo não seria então nada, tudo em mim se resume ao fato de querer ser teu.
Você sabe o que é isso mulher?

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