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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Vale a pena ler até o final

Eu sou de um lugar gelado, as vezes faz sol em mim,
tem sempre festa a noite, as vezes sou meu único convidado.
Não sei o que isso faz de mim, o que seria?

2000 anos coberto por outras ruas,
repleto de panfletos, folhetins e poesia.

Não quer ser a pequena.
Sou isso, isso quer dizer?

E onde moro quando o sol se deita,
ainda há uma tocha cupida
pelas chaminés da fabrica.

Enquanto um rio percorre a Europa,
por nações traça as fronteiras.

Sei,
estou em voga, talvez no Volga
sou papo corrente reprisando
e por você represado.

Não te quero minha,
como um Mar Negro
onde se esquece de ser rio.

Não te quero minha,
quero ser o céu
e que a chuva nos una.

Um cravo atado ao peito,
fardão imperial e outras excentricidades.

Numa boa eu queria ser teu
e em todo canto você fosse apenas você,
quanto a mim: aquele que é teu.

Sou de um lugar antigo,
as vezes me acho parecido com o meu passado.
Quando sai o sol, as nuvens parecem travesseiros,
o céu azul cama recheada de sonhos.

As vezes me pareço com a alegria. Não tenho riso fácil.
Com uma canção que você gostou, atado o nó
ao sul. Sem qualquer distração, tudo pode ser fantástico!

Uma sala e o chá, a varanda e o jardim...
Uma poesia, um exercício.

Quero passar contigo em revista
as fileiras da poesia.

E quando o tempo e o espaço nos tiverem arranjado
de homem e homem marcharem juntos,
sem classes, sem opressão ou fronteiras

Quero contigo passar em revista a fileira da poesia,
dos versos que agitarão o futuro.
 O futuro ainda mais belo, sequer o verso é capaz de cantar,
quero contigo a poesia disso tudo.

Quero contigo a vez da liberdade,
caso não chegue tão logo.
Quero ao teu lado lutar.

Pense no poema-barricada,
na poesia-munição
disparar com minucia projetos de revolução
ou apenas lutar, plantar ou resistir.

Olha só moça, não moro muito longe, queria mesmo te ver mais, gosto do seu papo, sua voz forte e suas explosões.

A geografia da minha métrica
precisa da sensatez de seus métodos
te quero como a rima quer o verso,

você e eu 
( musica)

Venho de um lugar tão perto, as vezes pareço distante
outras vezes só estou recordando:
seu perfume e o cheiro do seu cabelo.

E quando cai a noite no meu bairro
é como se todo o espaço viesse em bofetadas
me dizer do tempo.

Em um letreiro de tragédia e quartzo verde
Meus dedos soletram cegos o anuncio:

''Assalto politico: São Petersburgo''
Novo Cinema Russo

Nunca será minha pequena!

A razão é bem simples:
quero ser teu.

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