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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Um monte de palavras

A gente sempre pensa que o adeus será amanhã (ou que foi ontem). Mas isso já aconteceu em algum ponto do mês ou do ano passado. Mas fique bem tranquilo, dia desses daqui um ano ou dois, dentro daquele casaco que você nem lembrava, um papel dobrado no bolso oculto. Um desejo, anotação qualquer ou um recibo do cinema.
Buenos Aires sempre estará lá, os postais que sempre se convertem em marca-pagina também, todos exceto aqueles... Esses vão aparecendo ao longo do tempo, dentro livros, para fazer lembrar muito mais que qualquer fotografia de casal.
E a magica disso não está na alegria que vivemos ao lado de alguém, a magica disso tudo é exatamente a capacidade gananciosa de errarmos, só porque é um exercício saboroso reaprender tudo novamente.

As vezes penso nisso...
No final acho que sou só a mão acenando, só percebo muito depois, que estava lá e nunca vou saber quando tudo aconteceu. Do pouco que entendi, do muito que estou certo me foi ensinado, bem pouco ensinei e acho que tudo isso é sobre recuar ou seguir.
Enquanto eu recuo, a vida segue. Sempre haverão tardes de sol, laguinho e passeios. Em algum momento estávamos lá. Só hoje percebi, eu sempre estive sozinho.

Não vai adiantar muito confessar o quanto fui machista e possessivo com algumas, até torna-las objetos, até me tornar apenas um proprietário, usuário e manipulador mental. Não vai adiantar confessar que com outras fui o devasso, beberrão e gênio incompreendido, até me tornar uma especie de Lennon paranoico ou Maiakovski sem sentido algum. Não vai adiantar, já passou, passei por isso e deixei essas partes em algum lugar no caminho.

Liberdade, tudo que precisava entender, saber que isso significa amor. Agora os sonhos de familia, mais tarde todo o futuro planejado, podem remover as manchas, guardem o lençol, desfaçam o enxoval!
Doem as pratas, os dedos já estão carbonizados pela rotina!

Todos os dias acordo e chicoteio essa coisa de ser homem em uma sociedade baseada nisso.

Guardo comigo uma serie de coisas, costumo chama-las de historia, tem quem diga que são apenas lembranças.
Guardo comigo o adeus, não sei se algum dia serei capaz de dizer, sem tempo para o medo, nos resta a dor, só dá tempo de viver uma vez.

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