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segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Janelinha moura

Tarde fria, manhã passada eu te procurei,
folhas secas na calçada, pela janela as pessoas na rua são vistas.
Desliguei a TV, acendi um cigarro, acho que não era isso,
pensei comigo e tentei sair, já era tarde, lá fora os postes...

Dentro de tudo a avenida cortando minhas arterias,
um disco qualquer, quatro rapazes operarios...

Sou meu, somos nossos, quem vai entender?
Sem jogos agora...
Tarde fria de agosto, teu nome esconde o som do passado,
não estou tão só, em meu canto canta comigo a solidão.

Um cartaz sorri, promocional demais,
feliz demais, colorido ao gosto do fregues,
enquanto isso o sol, parece ter partido,
acima do ceu, nuvens feito um silencio
nos entregam e vem dizer:

Dentro de um livro qualquer estou,
não há tempo para o amor,
atravessarei a rua, não direi nada

estilhaço de vidro e lembranças.

Sem sol e ao sul,
no continente esquecido,
monitorados por qualquer agencia de inteligencia estrangeira,

do para-peito suspeito e olho,
vejo gente branca, preta e humana,
o mundo em movimento e a vida assim
seguindo a brincadeira.

Sem tempo para o medo
acho que agora é com a gente

desde o inicio a rua dizia,
mas insistiamos em ver na solidão alguma poesia,

Acho que a agora a multidão deixou claro,
não há amor sem povo ou revolução,

todo o resto é invenção,
pois então cantarei:

Meu partido é a imaginação.

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