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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Cachimbo

Abri a porta, olhei por todos os cantos,
quando voltei, era como se não houvesse vivido ali,
pouco, quase nada havia de mim,
quando voltei.

Abri a porta e não haviam os discos,
as escadas todas já não existiam,
a dor nos meus joelhos era de outras coisas,
talvez já sem mim.

Quando voltei, havia a mala pronta,
suspenso um intervalo
entre quando a fiz

para partir
para voltar.

Acho que o trovão partiu o teto,
da cozinha dá pra ver na mesa.
O que escorre da TV até o sofá

Agora mais um prato
e a pergunta é:

E durante tudo
quantos outros houveram?

Quando voltei, pouco importa agora
mas recordo que o sorriso veio estendido
a boca da tarde nos engolia dentro do abraço,
a ternura feito uma criança cantava aos nossos ouvidos
algo que agora sei, tornou-se a canção que perdi.
Quando voltei, o instante floriu beijos e no enredo
 das horas quis ser poesia, dor ou só choro,
acho que lembro pouco daquela tarde,
bem pouco, arrisco dizer. Afinal
dentro de um par de olhos,
meus olhos se fecharam
e só queria dizer:
respira.

                    Como se nunca 
            agora sei
                        A vida
girassol no quintal, cravo vermelho no paletó de Camarada Mao
agora o intervalo é maior, pois entre voce e o que virá, o que virá
                                                                                                                                                  será a vida.
O tempo é uma equação
com mais espaço a cuca explode
e recria algo capaz de explicar

Quando voltei, achei teus braços
custou um pouco
mas percebi que não era ali que iria me encontrar

razão reinou,
a paixão foi pro exilio,
restou a poesia que naufragou na saudade
.
Eu fiquei aqui,
existe muito de mim em tudo
e bem pouco onde está voce.






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