Aos comentaristas


Devido uma avalanche de comentarios torpes e não identificados, decidimos que só aceitaremos comentarios devidamente identificados e que não contenham mensagens ofensivas, alias se comentar e se identificar, serão permitidas as ofensas. Quem quer debater, tem que ter coragem de se mostrar para que o debate ou critica seja fdemocratico! Okay cara palida?

sábado, 13 de julho de 2013

Sala de estudos

Estou voltado para a lua agora,
diamante solar, sorriso de cristal dizendo adeus.

Agora o horizonte faz como o oceano e
se estende e recolhe, se estende e recolhe.

Até o dia nascer, dentro de livros,
nos comodos vazios, pelo quintal e até a rua deserta...
Estou inquieto agora, lá fora não sei,
talvez te espere, contudo não sei,
eu olho os dias e me deito com o destino todas as noites.

Voce promete vir as vezes?
E a liberdade sorriu com agonia,

a vida já não vai saber,
todo o resto é poesia.

Por isso as vezes, olho o mundo e as estrelas,
o céu em um geral e no final da equação, quer saber?

Não sei.

Estou olhando o céu agora,
dentro da noite, por suas horas rodeado,
exausto do dia, pelo dia exausto,

não houve calma ou lembrança,
só os motivos mais dourados, lindos e tristes
todos em marcha e cantando:

Não há razão para a esperança.

Essa noite fria e silenciosa,
canta meu nome com a canção de sua alma,
no alto do céu gira e diz em voz de amor quando acorda:

Vem comigo, vem...
Acho que é essa a nossa hora.


II

Eu que me recolho, qual pinceis e cores,
entre paletas e estojos,

o vento é o estilhete que me retalha,
as noites frias são arquinimigas da solidão.

Eu faço meu vapor, me deito, relaxo e penso,
as nuvens paridas em meu pulmão

fazem do teto de meu quarto, um painel
onde descrevem suas virtudes.

Pouco importa agora,
quero dizer:

Pouco importa, mas e se eu me importar?

Atravesse a rua, pegue minha mão,
pode vir, sem pressa, essa não é uma canção,
simpatica, necessaria, romantica e hipocrita!
Eu me recolho aos olhos de todos,

recriando outro espaço, lá eu canto e danço
com voce, enquanto olho o céu.


III

Um espelho dentro do tempo,
a imagem refletindo ao redor do que seriamos...

E se o tempo fosse só mais uma mentira
e a vida em nada orbita ou vive,

ao redor do espaço,
ao centro de onde tudo ocorreu.

O amor parece com isso?
Essa não era a minha ideia de felicidade,

hora de retornar ao nada,
debruçado entre poemas voltarei pra casa.

O amor é uma vitoria fria,
o coração com isso pouco tem,

feito lobby da nicotina
ou as trombetas do apocalipse.

Estou olhando o céu dessa noite,
em noites como essa te amei,

meu corpo salgado, peludo e repleto de cicatrizes,
estirado junto ao teu, tambem já exausto
de nossos jogos e rituais.

Em noites como essa, te amei
e não houve em mim sequer por um instante
a vaga ideia de propriedade,

Em noites como essa recordo voce
e como me ensinou a liberdade.


IV

Acho que estou bem, não se preocupe,
inutil dizer, voce sabe tão bem...

Crianças brincam e cantam no parque,
meu peito apenas pulsa e gira,

a roda do destino me deixou tão enjoado,
me abrace novamente, eu só queria sorrir novamente.

Em algum teatro, dentro da minha vida,
te imagino ao centro,

sorriso de alegria e vida,
eu só queria ser seu por mais um dia.

Nenhum comentário: