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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Perpetuo

Olhei ainda uma vez,
lá fora nada me dizia muito
e por pouco não me joguei no futuro,

ela não sabe ainda,
para que desespera-la com a urgencia do meu delirio?

Uma criança temia o amor,
a chuva chorava uma sombra sem compaixão

estou bem agora,
ninguem vai entender.

Segredos e canções,
canções e sonhos,
minha esperança tem seu nome nos labios

Andamos por um jardim,
sorrimos dentro de um jardim,

orações, bençãos e remissão,
te disse em outro idioma,

voce me respondeu com os olhos.

A morte valsa, a vida espera,
os sonhos apenas sonham,

sentado em um bar barato do centro,
os predios, as moças e os outros tantos,
tantos dias dentro disso,
enquanto a vida segue
e eu recordo.

As horas como um encouraçado naufragam em meu copo,
em cada gole tento te engolir e dissolver minha dor,

já não adianta, seus olhos povoam a cidade que construi
aproveitando os retratos que fizemos um do outro.

Abro a porta, o amor é humano demais,
abro a porta, mas o amor quer a janela,

já não faz sentido a rua
se ainda sonho com seu quarto.

E então, agora o que fazer?
Perpetuamente doloroso
e extremaente humano e sensivel

a poeira no mobiliario,
as roupas sujas, as roupas usadas,
os encontros, os beijos,

estou sem ar agora,
a janela
a janela
a janela

Jacqueline ainda não sei,
acho que aprendi a amar
feito fosse o amor
uma desculpa para esperar

abro a janela,
a lua vem,
a noite tambem

queria te dizer só isso:

espero por você.

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