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sexta-feira, 5 de julho de 2013

As barricadas

Ele acordou, manchas no corpo,
marcas na orla de outro dia,

que fazer, quando o ocorrido é uma pequena lembrança?

Somos jovens, somos pequenos agora.
Somos pequenos agora, ainda é tarde.

Meu amor a cidade se levantou?

Um corpo em marcha tambem pode dançar,
a dança que embala as ruas, sufoca as dores,
reinventa a liberdade.

Meu amor me diz:
A cidade parece tão linda,
alta pelos baixos,
grita o grito de quem calou.

E ela estava tão linda, poesia que a historia decorou,
falava de liberdade, como quem declara amor.

Ele acordou, olhou para ela,
a classe operaria cantou uma cantou uma canção,

sufocada por decadas,
por razões espurias e esquecidas,

resta lembrar,
que o peito inflama
e os dentes não deixam aquietar-se,

a vida parou por um instante,
cantou seu nome e me o fez pensar,

apesar da dor,
o amor,
apesar da vida
a poesia.

Eu queria explodir meu verso,
destronar o construtor de fossos,

reinventar o amor,
grudar, gritar,
avermelhar e por a prova o meu pescoço,

se para o tempo o mundo basta,
para a poesia já não é o bastante viver,

agora eu sei,
acho que aprendi.

Na curva ou esquina nos espera,
uma reza, uma palavra de ordem,
capaz que minha voz e sua

por uma noite sejam a rua.

Por isso eu canto o amor, a dor e a revolução,
em tudo isso tem seu nome.

Em mim cada barricada é como uma carta,
declarando toda a minha paixão.


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