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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Ensaio (textos e ideias de dialogo para uma possivel peça)

Eu vou seguindo, cada passo no meio da massa, como se por outros passando, por entre nós, eu quase me sentia capaz. E são bandeiras ufanistas, verde e amarelo e o caralho, silencio, moralismo, silencio, madames, silencio, silencio e eis a alienação... Adiante amigos de classe, professores, amigos e alcolatras, entre alguns aqui e acolá uma variedade diputavel em dois niveis: loucos ou cinicos, as vezes os dois, incendiando corações, oratoria, povo, canções, poemas, poemas, alcool, poemas, povo, corações, vermelhos, vermelhas... Bandeiras soltas, vermelhas, não tremulam, cantam firme o paraiso terrestre, o fim do estado, das classes, guerras, e o amor já não será uma mentira, o amor será poesia e o amor não é a paz, mas o amor.
Meu coração feito soldado de plantão, fazia meus olhos se esgueirarem por tão diversos pontos, no meio da massa eu queria te achar...
Me dá a mão, vem cá comigo, sei lá se diria poema decorado, se lembraria todas aquelas falas que ensaiei dizer todas as noites desde a ultima vez que a vi... Sua voz foi desaparecendo, mas ainda te ouço cantar, queria te dizer como essa:
Escuta outro dia sonhei com uma outra moça, mas passei o dia a sentir sua falta, me colocava a pensar, se as vezes comigo voce sonha, se ainda sabe minha voz, se a tua pequenina ainda sabe lembra o meu nome. Dai quando deu minha hora, sol se pondo e eu no mundo, tomei trem, metro e onibus, vim aqui ver a nossa cidade. nossa avenida, aqui e ali, uma marcha passando por lugares onde nos beijamos, subi da Augusta quase agora, estou com a voz estranha? Desculpa, foi uma vodka pra tomar coragem, e esperava te ver por aqui, pois é... Mas eu espero te encontrar em qualquer lugar.

Eu vou seguindo, não te vejo, não posso ser visto, policiais sorriem, pessoas vaiam, expulsam e reprimem, no lugar do policialesco, o moralismo. Me vejo entre outras pessoas, diversas, pessoas que não vão na minha festa, não bebem no meu bar, não sabem gozar, não sabem gozar, não sabem, não sabem, não sabem gozar. Gente branca, reprimida, violenta, hipocrita e machista, catolica, protestante, conservadora, monarquista, mãonarquista, zé bigode e bucho, carro, careca, careta, lentes varilux, varilux, fiat lux, KKK, WP, Anti-Pec 37...
Eu não acredito no amor, e as vezes acho que o amor e não a paz, o amor é a revolução, eu não acredito no amor, mas me recuso a dançar na micareta da paulista, feito paulistano, daslu, opus dei e suplementos alimentares.
Vem ca, deixa eu dizer do bem causado pelo mal que me fez. Pois é eu ainda te amo...
Meu coração feito moleque ou bebado rodeia o mundo, feito a vida fosse praça, onde posso te encontrar, sei lá, vai ver a vida tenha sempre razão, minha alegria ao te perder, consiste em te buscar.

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