Aos comentaristas


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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Se olhando

Bilhões de sei lá,
chovendo essa noite
aqui no planeta Talvez,

Quem Sabe são dois continentes,
assentados em placas dissidentes.

Nações como a Quitanda empoeirada,
Canil ao Sul e Casa de Repouso Militar...

Em nenhuma dessas chove,
dentro da noite reflexos de uma vida
são gotejados pelas aguas,
chove sobre minha cidade,

em meu quarto escuto,
penso comigo e escuto...

Aqui nesse exato momento,
outras sombras, luzes e possibilidades,

acho que deveria vestir minha capa e sair la fora,
mas é que as pessoas me parecem despreparadas,
talvez pensem que para alem da chuva
tambem serve para cegar transeuntes.

Trilhões de duvidas me assaltam os olhos,
meu passo reticente e o meu queixo devidamente barbeado,

sei lá,
talvez...

Quero seus olhos e os meus
de uma maneira que caiba no texto:

a gente se olhou sem parar.

Poesia

A minha poesia, cansou de cantar o partido, quer tornar-se partido, quer discutir politica. Brinco de conspirar, para rir de consipirações, nada de golpe, mas se houver, minha poesia quer estender o dedo combativo, contra quem o golpe desfere. Minha poesia quer dar uma volta, quer ler o jornal, participar de comicios, entender as ruas, ser parte das ruas, barricadas e marchas, fogo, vala ou ocupação.
A minha poesia, quer se encontrar com o poema, no mesmo instante que a musa me beijar novamente.


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Olhar felino

D'us me livre dela, sim. D'us me livre, pois se com ela estive, assim que seja um só instante, minutos apenas e dela tirei algum proveito, minha virtude teria conquistado, a razão maior de meu vicio. Agora estaria condenado da mesma pena que vitima quem da ambrosia toma pela primeira vez.
D'us me livre dela, pois se com ela estive e não me lembro ao primeiro toque saberei, se com ela tornar a estar e por algum metodo ou por tambem querer, se com ela, não posso pensar nisso!
Mas se com ela tornar a ter, e entender ali algum silencio, olhar profundo, seus olhos felinos, claros feito o primeiro sonho.
 Não posso com isso, não posso pois não poderei, sei que não poderia, afinal depois desses olhos, loucura e voz, quem seria capaz de tornar a ter paz, quando alcançou o instante do seu olhar.
D'us me livre dela, pois não sei se seria capaz de uma paixão assim, tudo é perecivel a luz, calor e ao sol, suspeito que não conseguiria seguir sem seus olhos de sorriso felino e solar.
Desculpe moça, mas não posso te amar, pois já estou totalmente perdido na ausencia de outro abraça, sei que o seu me encantaria ainda mais. Contudo, insisto, não recue se for para ser, mesmo que não seja para sempre, que ao menos seja humano.
Mais uma vez desculpe, espero tenha sido engano, comigo sei la, acho que foi coisa séria.
Beijos ou melhor abraços
Youssef Igor

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Debate do dia

Sentada ao lado da pia,
enquanto preparo lavo os pratos,
ela havia preparado o nosso jantar.

Lentilhas, omelete e arroz integral,
sorrisos, beijos, musica, brincadeira, sofá, parque e sorvete.

" Se assim de repente eu te pedisse em namoro"
" Depois de tudo achei que nunca ouviria isso"

Pois é, a tarde caia na zona leste,
conversavamos sobre politica, projetos,
te olhava 
solar, matriarcal
e
hoje?
Vai saber,
quer dizer,
sabemos bem
e afinal sempre haverão planos de fuga,
quando houver qualquer encontro,
o meu segredo é a multidão,
meu partido a poesia,
sei lá, sei bem
sumir na massa,
bandeira vermelha,
meu nome é povo.
agora faz sentido,
todo o plano.

Queria ter te conhecido antes,
ter te resgatado do lago,
ter combatido os monstros,

te ajudar a achar a trilha distante do descaminho,
meu desencanto com o tempo é não conseguir viaja-lo,

Estamos juntos, sim estamos em algum lugar,
a possibilidade intocada pela solidão,

aonde eu sempre estive lá.

E agora, jasmineiro que arvoreia todas as ruas da cidade,
quando de todos os lugares percebo seu perfume,
quase sei de imediato,
esteve ali algum momento
fisica ou mentalmente.

Eu sou manchester,
talvez liverpool,

voce manhãs de sol.

Em noites frias de inverno,
penso comigo:

(relembrando coisas que disse)

minhas mãos quentes,
querendo segurar as suas...

11:11

Estou ao pé da sua janela,
são 03hrs da manhã,
de uma quarta qualquer,
outra quarta como outras tantas,
entre as muitas a baixo da linha do equador.

Chove e aqui fora,
eu olho esse coletivo de predios,
essa chuva, minha camisa amarela molhada,
meu terno, sapatos e as flores.

Já é tarde, inutil grita-la,
melhor chamar um taxi.

Era apenas um sonho, acordo e percebo.



Sobre o perigo golpista

Sim minha gente esse movimento que a classe media tornou em algo parecido com comercial de carro, que a globo adora é a fantasia masturbatoria do Jabor nos ultimos tempos, tem muito haver com uma serie de coisas. movimentos guiados pela cia e aparatos neonazis internacionais, direcionando o povo a ações anti-partido, tudo isso tem muita ligação não acham?
Só lembrando das ultimas eleições presidenciais e o tumulto que uma certa ave, aquela que voa baixo e caga mole sabem? Pois é, o canditado conseguiu aliar de monarquistas, membros a opus dei a ate grupos de extrama-direita cyber-ativistas. Agora novamente vemos algo parecido, proliferam-se cartazes e hashtags com a legenda changebrazil e um vieo vinculado nesse mesmo sitio e assinado por tal organização fabula entre os mais acessados, cooincidencia ou não o video é em ingles, detalhe nós brasileiros falamos portugues, caso alguem tenha esquecido, nesse video questionamentos quanto a copa e numeros de extravagante mentira aparecem e são citados. Não seja tolo, o grupo marinho e o grupo civita, já apoiaram um golpe civil-militar antes, na Venezuela a tentativa de golpe contra o presidente Chavez foi municiada pelas empresas de comunicação e a CIA. Não conseguiram, o povo pobre e os militares foram as ruas e impediram o golpe, contudo chavez morreu anos depois de que mesmo?
Pois é a nossa presidente da Republica já foi vitimada pelo cancer uma vez, no periodo proximo de sua campanha, não me admira caso ela seja reeleita, ocorra novamente um cancer.
Cuidado ocm o que a midia diz e propaga, voce ai que reprime partido politico, lembre-se a Globo e a Veja ja tomaram partido e inclusive vão apoia-lo nas eleições de 2014

Poder Popular

Me carreguem adiante,
por favor me deixe em casa.

Sorrisos de neon e noite,
minha religião tem seu nome,

um rio de janeiro, uma são paulo,
deixando tudo como se nada fosse real.

Dentro de um quarto, enquanto olha a lua,
as estrelas, o céu em si e tenta ver o céu nos outros,
uma janela, guarda o seu olhar,
luas de alegria encobertas pela solidão.

Recuem agora, esperem um pouco,
agora como um velho, como um louco,

como um velho louco, me recolherei.

Nada é perfeito, serei o cinico,
sei que deveria ser o heroi,
mas quem salvaria o heroi no final?

Não quero ser o heroi,
ninguem me agradeceria no final.

Sonhos de noite, cavalos e luar,
noite escura, luz bem clara,

eu tenho medo, quero saber aonde pode estar?

Meu dia, meu destino e hora,
enquanto isso:

Na mesa repousa um livro,
um copo e os cigarros,

as vezes, só as vezes
um ou outro pensamento
distante, distante...

Sim estou olhando o tempo passar,
abra a janela, deixe o pecado chegar,

a cidade tem o seu perfume,
ainda não aprendi a minha lição
ainda não senti a minha lição

Agora chove dentro da noite,
dentro de um quarto,
alguem na rua pensa em voce,
somos a historia

Estou triste, acho que serei o heroi,
agora como serei salvo no final?

O heroi, não pode ser salvo, eu não queria ser o heroi.

Poder ao povo,
desligue a musica agora.

Não...

terça-feira, 25 de junho de 2013

Yoga

Eu corria pelas ruas, eu hasteava algum sonho,
eu era o menino no meio do caminho,
eu era o partido.

E quando caia o dia, como a cirene do proximo round,
paravamos o mundo ou era esse o plano,
era ser maior, o melhor,

dedos carbonizados
pela oratoria cega de algum alucinado,

Eu quero deitar no ceu azul desse lado do mundo,
meu amor, a minha poesia delira ao supor parar tudo



Chovendo

Ele anda por tantos lugares,
em diversos bares, praças,
faz seu verso, pensa e abraça,
coisas que ao abraçar se tornam ele.

Cala sua voz, olhando as pessoas,
sorrindo e dizendo absurdos,
pantominia aleatoria,
ele sabe, sabe, sabe sim, ele sabe.

Talvez um dia,
sorridente e absurdo,
eles o ressucitarão

e ai, distante de tudo que é agora,
quando hoje for noticia antiga,
coisa de livros, materia de estudo somente,

dourarei então isso,
ele é tão inquieto,
poeta, menino,

E por mais que eu fuja, ao fugir digo tanto.

enquanto ele vive e espera e anda,
desconhece o quanto
de encanto ainda há ao recordar sua voz
saber de cada um de seus cuidados.

Essa noite os seculos lembrarão,

as estrelas, essa noite nos aplaudem,
sorriem e brilham e ao brilhar nos sorriem e aplaudem

Ele acena enquanto atravessa,
lugares sem religião, um palhaço no circo,
sorri e sei la, sei lá

Eu queria falar do meu poeta,
quero falar como musa,

essa noite fria e paulista
beija e abraça todas as ruas...

Outro dia ele vira
e lá estarei nem que seja apenas para
seus versos inspirar.

E quando aqui estiver novamente
sei lá, sei lá...

Mesmo o futuro sendo lindo,
eu sei ainda achara meu olhar

o espetaculo mais lindo do plantea,
repleta de luz, para seus olhos
os meus são estrelas

irradiam e são calor...

gosto de te ouvir falar,
que meu sorriso ofusca o sol









segunda-feira, 24 de junho de 2013

Ensaio (textos e ideias de dialogo para uma possivel peça)

Eu vou seguindo, cada passo no meio da massa, como se por outros passando, por entre nós, eu quase me sentia capaz. E são bandeiras ufanistas, verde e amarelo e o caralho, silencio, moralismo, silencio, madames, silencio, silencio e eis a alienação... Adiante amigos de classe, professores, amigos e alcolatras, entre alguns aqui e acolá uma variedade diputavel em dois niveis: loucos ou cinicos, as vezes os dois, incendiando corações, oratoria, povo, canções, poemas, poemas, alcool, poemas, povo, corações, vermelhos, vermelhas... Bandeiras soltas, vermelhas, não tremulam, cantam firme o paraiso terrestre, o fim do estado, das classes, guerras, e o amor já não será uma mentira, o amor será poesia e o amor não é a paz, mas o amor.
Meu coração feito soldado de plantão, fazia meus olhos se esgueirarem por tão diversos pontos, no meio da massa eu queria te achar...
Me dá a mão, vem cá comigo, sei lá se diria poema decorado, se lembraria todas aquelas falas que ensaiei dizer todas as noites desde a ultima vez que a vi... Sua voz foi desaparecendo, mas ainda te ouço cantar, queria te dizer como essa:
Escuta outro dia sonhei com uma outra moça, mas passei o dia a sentir sua falta, me colocava a pensar, se as vezes comigo voce sonha, se ainda sabe minha voz, se a tua pequenina ainda sabe lembra o meu nome. Dai quando deu minha hora, sol se pondo e eu no mundo, tomei trem, metro e onibus, vim aqui ver a nossa cidade. nossa avenida, aqui e ali, uma marcha passando por lugares onde nos beijamos, subi da Augusta quase agora, estou com a voz estranha? Desculpa, foi uma vodka pra tomar coragem, e esperava te ver por aqui, pois é... Mas eu espero te encontrar em qualquer lugar.

Eu vou seguindo, não te vejo, não posso ser visto, policiais sorriem, pessoas vaiam, expulsam e reprimem, no lugar do policialesco, o moralismo. Me vejo entre outras pessoas, diversas, pessoas que não vão na minha festa, não bebem no meu bar, não sabem gozar, não sabem gozar, não sabem, não sabem, não sabem gozar. Gente branca, reprimida, violenta, hipocrita e machista, catolica, protestante, conservadora, monarquista, mãonarquista, zé bigode e bucho, carro, careca, careta, lentes varilux, varilux, fiat lux, KKK, WP, Anti-Pec 37...
Eu não acredito no amor, e as vezes acho que o amor e não a paz, o amor é a revolução, eu não acredito no amor, mas me recuso a dançar na micareta da paulista, feito paulistano, daslu, opus dei e suplementos alimentares.
Vem ca, deixa eu dizer do bem causado pelo mal que me fez. Pois é eu ainda te amo...
Meu coração feito moleque ou bebado rodeia o mundo, feito a vida fosse praça, onde posso te encontrar, sei lá, vai ver a vida tenha sempre razão, minha alegria ao te perder, consiste em te buscar.

sábado, 22 de junho de 2013

Sobre os protestos

São Paulo, 21 de junho de 2013

''And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure and the privilege is mine''
Morrissey


Pois é pequena... Não sei nem por onde começar, mas vamos lá as coisas estão muito fora do lugar, não acha? Cara, como assim aquele ato ontem na Av Paulista? Uns coroas dos jardins, puxando palavras de ordem machistas contra o governo, uma turma leitora da Veja e que tem delirios masturbatorios com a voz do Nelson Mota... Tudo isso junto de uma histeria anti-esquerda encorajada por nacionalistas e direitistas afins...
Sei lá viu, cada dia sei menos, impressão que a gente cresce e vai ficando burro ou tudo faz mais sentido depois de um tempo, sei lá as vezes quero explodir, desinbestar, correr, correr, correr e sei lá pensar depois, queria me centrar na velocidade, na intensidade, no absurdo que é viver, quero viver!
Olha Jacque, as vezes é melhor ser o perturbador das ruas que o cidadão de bem, se faz necessario correr na chuva, sair de casa no frio, dançar na chuva, fumar mais um cigarro esperando o ultimo onibus passar, dar risada quando a vida demorar enquanto o mundo segue existindo. 
Eu quero ser o provocador que começa uma conversa qualquer no ponto do onibus! Sabe daqueles que começam conversas em um tom conservador e no meio da conversa dissipa verdades incomodas ao denunciar a hipocrisia, não quero ser o cara em cima do muro. Não quero ser da turma do deixa disso, vai com calma e espera um pouco, nunca conheci ou tomei conhecimento de bares em cima do muro, o bom da vida é a loucura, o bom da classe operaria é que sabe lutar, mas tambem sabe beber, eu quero ir ao bar, quero falar de mudar o mundo, mas tambem quero as ruas, tambem quero a luta. 
Estranho isso que dá na gente as vezes? As vezes era apenas o alcool ou a saudade que sinto não de voce, mas da gente junto, eu gosto de gostar da gente, gosto de entender que meu cheiro fica melhor junto do seu, meu passo é solitario pelo caminho, como se em cada degrau uma sombra refletisse um pouco como seria ali se houvesse voce...
Estou apaixonado por uma garota chamada revolução, entre ela e eu, apenas isso e ao nosso redor o povo, quando dela me aproximo, peito aberto, sorriso solar, quase sinto o seu abraço quente e esperado, seus olhos profundos são o lago onde outros olhares que amei me chamam, ela é linda, parece você, se pessoas pudessem ser canções, a sua voz cantaria sobre o amor, povo e pão. Capaz de um tempo feito fosse o paraiso, parir o futuro como o sol ou um sorriso.
Meu coração desesperado chama por ela: 
Revolução!
Revolução!
Em minhas arterias a luta de classes, o salario de fome, moradores de rua, negros, pobres, sem-teto, sem-terra, bolivianos, africanos, ilegais, maconheiros, prostitutas, cracolandia, sempre velho, centro velho, hospitais e violencia policial...
Jacque, desculpa estou te alugando com todo esse papo, mas é pra dizer que agora as coisas, pessoas e ideias se definem, cada passo dado é feito palavra que o tempo apenas detalhe e nunca apaga, bandeira do Brasil, comercial de carro ou coca-cola, queria te dizer que adoraria te encontrar dia desses ao nosso lado, junto com os trabalhadores e filhos da classe trabalhadora, vem gritar conosco, vem hastear tua bandeira, erguer tua voz e cantar a internacional, nós somos isso, nós somos voce e todos são voce, quando voce esta conosco, queremos revolução, mas sabemos que a vida é bela, por isso existe a poesia.
Procura o bloco de esquerda, vem pro vermelho, voce é parte do povo, voce é atriz, mãe e meu amor, seus olhos são as duas estrelas mais lindas em toda a astronomia...

Um beijo do seu Jacobino

Youssef Igor

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Bilhete sobre os ultimos dias

 Santo André, 16 de Junho

Parece que eles construiram uma cidade para nós, já era madrugada, quando pela ponte passamos, eles dormiam, nós apenas seguiamos. Gritavam, ouvia-se gritos, nenhuma palavra de ordem por vezes, o silencio letargico incomodando. Uma cidade inteira para nossos pés, um caminho onde outros caminham, no meio da multidão te chamei, sem mascara corri e te chamei, por tres vezes, sim como se cada silaba fosse uma seta. Eu vi, sei voce tambem percebeu, entre milhares de pessoas meu olhar te achou, não havia bala de borracha, tropa de choque ou policia pacificada, sequer multidão calada, ponte ou que horas da madrugada,  te chamei, sei voce me ouviu, não haveria como confundir minha voz, o som e as palavras com ela proferidas.
Jacqueline!
Jacqueline!
Jacqueline!
Eu! Te amo...
E ai eu que dentro da multidão não era engolido, por um abraço fui ocultado, não é seguro, retorne...  Ouvi e apos uma cegueira momentanea, reapareci após segundos e em outro ponto, distante o bastante para te perder da visão.
Eu queria te falar de tanta coisa, novidades, poemas, cartas, atos, atos como esse, coisas como essas de agora, o que leio e dou risada, o que me assusta, espanta e aterroriza... Voltar no tempo e pedir, para ler a sua mão, leia a minha tambem, o preço que for, eu vou pagar, para te ver novo, quem sabe o preço, a hora e a razão, parece que tudo e ate o que deu errado, fez desse mundo a roda e nos pos a girar, na dança louca de por onde vai ou vem, parece mesmo que tenho dito oi onde ate quase agora voce disse ate mais.
Está tão engraçado, o mundo esta mudando acho, as vezes sinto isso, as vezes não, quando vejo a redução da passagem em Sp e Rj, penso que representa um avanço a esquerda, um avanço de uma bandira defendida desde o principio pela esquerda, esquerda essa que nos ultimos atos tem sido hostilizada pela turminha verde-amerelo, orgulho amor, cara-pintada, bandeira e hino, alauso a policia e vai pra esquerda e seus partidos, movimentos e organizações. A classe media tá transformando esse movimento, essa massa famelica e indignada, para uma especie de flashback daquela marcha puxada pela tfp, alias não me admira que o padre gato ( como ele chama mesmo?) um dia desses entre hoje ou amanhã, semana que vem quem sabe, faça uma fala sobre a indignação e diga que esse é um momento de reflexão na sociedade brasileira, artistas, jornais, televisão, maquiando o confronto até parecer um grande comercial da coca-cola, afinal vem pra rua porque a rua é a maior arquibancada do brasil, aproveita e ve o jogo antes, já sai de casa devidamente uniformizado feito o mais ufanista torcedor da seleção brasileira, um brahmeiro de plantão ou um a devassa na sua vida. 
Grite classe media, palavras desconexas, isso mesmo treinando para os comicios do Aecio Neves, a melhor saida para quem quer comprar uns dolares ou trocar os seus. Sabe Jacque, tenho escutado Bob Dylan, pensado no the weather underground, Baader-Meinhof e os panteras negras, em uma sociedade mantida por guerras, a classe media talvez vote um escravo das oligarquias inclusive a das drogas em algum sentido, o buonvivant, trançando as pernas e adiando um pouco o golpe eminente da esquerda não é mesmo? 
 A liberdade religiosa, afinal os evangelicos pobres emersos das classes C e D representam um conservadorismo muito bicho papão, a classe média não é pro-teocracia, afinal teocracia fede a tapete persa, amigos do chavismo e outras cercanias.
Sabe Jacque, eu queria ir contigo assistir faroeste caboclo, te ouvir cantar na rua, olhar seus olhos claros, profundos lagos de luminosidade onde o universo se prostra, onde as estrelas bebem o brilho, segurar sua mão, sorrir, jantar, sorrir, comer arroz com lentilha olhando no olho, dar beijo enquanto prepara outra coisa, tarde ensolarada assistindo tv na sala, indo ao parque ou arrumando a casa.
Então Jacque, enquanto a gente não se reencontra, EUA e Russia negociam o futuro da Siria, como se fosse deles o destino daquele povo.
Era segunda-feira, a cidade tava linda, as luzes, o povo e a ponte, te chamei, disse que te amava, fui engolido pela turba passiva, digo passifica, não sei se me percebeu, talvez não fosse voce. Pois é, só escrevi tudo isso, pois queria saber se era voce, se me ouviu...

Um beijo do cara que acha bonito o nome do lugar onde voce mora
Acho que seu bairro parece nome de samba do Noel Rosa

PS: Arnaldo Jabor como porta-voz do Aecio, me faz pensar em uma versão conservaodra e cinica de Cheech and Chong, pronto falei!

Beijos

sábado, 15 de junho de 2013

Sentido

Estou repleto de ruas,
a cidade em mim

repleta de gente,
vozes, cores e cheiros,
no barraco de madeira
no edificio mais alto,

igrejas, repartições e puteiros,
com algum centavo
ou sem nenhum dinheiro

tudo na cidade agora sou eu,
nada em mim entende como vivi

ou fez sentido até aqui,
viver sem liberdade

feito um peito partido.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Por amor as ruas!

Hoje eu disse:
eu te amo.

Dentro da cidade,
pelo centro podia se ouvir,

vielas e becos,
sorrisos e lembranças...

Agora o entusiasmo
em alguns momentos o medo,
eles não entenderiam isso

Bala de borracha e tropa de choque,
seriam capazes de barrar
ou censurar.

Eu te amo,
theatro municipal,
mercadão ou praça da sé,
patio do colegio,
seja o que for,
quando quiser,
dê no que der...

Minha palavra de ordem quer chamar teu nome,
o coro que puxo, quer alcançar e cativar sua voz,

vinagre e bandana, boina e casaca,
diante de fardas e gas,

deitado no asfalto,
só repetiria uma palavra:

Seu nome,
estrela de vapor,
cor e passeata.!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Minha opinião sobre a policia


Ei voce cujo papai é GCM, pois é... Seu pai não passa de um capitão do mato, um capataz mestiço e fudido, caçando outros negros ou mestiços fudidos... O que é a instituiçao policial senão uma matilha de cães de guarda, ladrando contra os vira-latas? Pois é rapazinho, sou vira-lata, filho da classe operaria, desde bem cedo aprendi a odiar a policia, odiar tudo relacionado a policia, sabe porque? A classse trabalhadora é amante da liberdade e a mãe do futuro, seu pai é apenas um capataz caçando negros fujões, o tempo passará e nos venceremos, voces sucumbirão, nos avançaremos. Sabe a razão? As mãos da classe operaria são feitas daquela substancia que cria, avança e vive. A repressão é feito voce, acordes ruins, letras cliches e um pai canalha fardado para resguardar. Seu pai é feito da mesma materia que aqueles que decapitaram Lambião, esquartejaram Tiradentes, assassinaram Ganga Zumba, seu pai é do Harem do figueiredo e resquicio podre de 1964.
Voce é negro e jovem, seu pai é treinado para bater em pobre e encarar como suspeito qualquer negro jovem, ele é podre como é podre o estado de coisas que ele defende usando de violencia. 
Seu pai é como o guarda britanico bebado que naquela tarde em liverpool, atropelou Julia, feito os açougueiros do carandiru, seu pai usa farda, mas todo policial deveria usar uma força, bem apertada no pescoço.
Mas o futuro nos reserva outras bastilhas e guilhotinas, nas ruas!
Abaixo a repressão policial
Abaixo os racistas otarios!
Viva a classe trabalhadora e seus filhos,
o futuro pertence aos proletas e poetas!

Na sala

Lagos de recordação,
porto marcado pelo adeus,

maré de luz,
onda de som,

praia solar,
noite bem clara,

ama, beija, ama
desama, desanda
e separa

Oceano de sonhos,
sonhos, sonhos, sonhos

Parece besteira
e até pode ser

mas ainda sonho com você

Canção sonhada

Um dia ele chegou, olhou, cabeça baixa,
olhar inquieto e triste, feito bicho acuado,

velhas cartas, sala e eram tantos cuidados,
cuidadosa entrega, nega agora que reinventei

o esboço de agora, eu mesmo desenhei,
céu entardecendo meus vestidos jogados,
sapatos, sutiãs e outros aparatos

preparados para se tirar,
um dia ele chegou,

céu azul, chove e chora,
esqueça esse agora,
a hora que quiser faça isso parar,
a vida corre feito corrente e
ele parecia o mar...

E mesmo sendo só mulher,
ele apenas homem

então um assunto qualquer,
sei lá...

Um dia eu parti,
recordo sempre,
ele cotumava sorrir

começou a chorar, se apagou tanto
e seu canto ao se apagar,
deixo de ser mar,

quis ser sonho,
tornou-se sei lá

vai ver eu seja aquele sorriso,
seu jeito e modos eram um canto de perigo.

Noite dessas sonhei te-lo visto,
no sonho ele cantava comigo.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Liberdade ou um bairro oriental

Essa manhã acordei com halito novo do inverno,
peito aberto no espaço, sem laços, solto e revolto,

deitei na varanda,
ninguem me ouviu sair
então poderia haver
quem poderia me ver?

Você espera me ver,
não quero aparecer...

Me aguarde em seu delirio
não quero parecer visivel,

lembrará de mim pela manhã?

Te amarei em seus sonhos,
feito você que em meus sonhos
vem me amar...

Feche os olhos, se distraia,
deixe que o seu lirismo
a minha poesia traga...

Essa manhã cem bilhões de estrelas,
feito feridas de um anjo vieram refrescar

a leve brisa do meu espirito,
com a essencia onirica do seu sorriso.

Qualquer carro, casa, igreja ou tigre,
alfazema colhida, colheita, trizteza, rima
ou qualquer coisa que nos faça lembrar,

pois a vida agora é rua, bar e lua,
bruxaria, alquimia, biologia, farda

video ou carta, carta, carta,
arma e frutas,
vida e rua
São jorge,
lua e rua,
nua
nua
nua

a vida é crua meu amor,
por isso te encontrarei a noite
no lugar onde o sonho te levou.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Resta um

Cara, voce esta bem?
Atravesse a rua e desate o céu,

uma duzia de sonhos,
pendurados no varal das ruas,

o vento de outras cbeças, enchem de ideias
o pensamento que nos varre...

Cara, voce vai para onde?
Onde se pode chegar,
a voz por tras do lugar

o lugar guiando
o universo e as cores

Cara, voce esta certinho?

Ok, apareça lá,
pode crer estamos juntos
no adeus que nos partiu

afinal quem fica,
ao sobrar
lhe restar contar.

Constelando o Mar

Não detenha o passo,
não demore, o tempo é pouco
e a vida cheia de acidentes.

Para que deixar a cargo do acaso,
aquilo que um sincero convite
pode resolver,

venha noite dessas me ver,
escutar o que quero dizer.

Tenho um texto ensaiado,
falando sobre você.

A saudade é um tear,
onde se pode desfiar,
a corda da esperança,

torna-la em forca,
reverte-la em resgate,

a vida é um poema
triste, nada até voce me convence
que haja nó que desate

tão atado estou ao porto,
que meu verso ao se projetar noturno e oceanico,
cavou na tua encosta, cardume de fantasias,

arquipelago do meu desejo,
sal de luz, calor que acalma,

em mim coube recriar o universo,
para nele tecer,

constelações até você...


Sri Lanka ou a canção que compus delirando

A poeira enfileirada nas palavras,
sons cinzas ao traduzir uma recordação.

A montanha quer dizer um segredo,
pedras e estações, luares e conversas,
dentro de tudo há algo ausente,
distante horas e horas...

Querendo entender,
o céu que canta a poesia da lua
e o sorriso do sol

Ela quer entender tudo,
mas eu não como explicar

tem tanta estrela no céu,
alguns brilhos são apenas explosão

outras sequer alguma coisa ainda são.

Por qualquer trocado fui trocado,
na forca dos poetas, é meu destino
pela boemia ser enforcado...

Ela faz sentido

Enquanto o tempo passava,
ela sonhava o que ele poderia ser

conseguirá, obterá o que deseja...

O frio de junho feito uma verdade
secará os galhos, os deixando desnudos
de folhas ou frutos...

Ela é como uma historia,
que se quer esperar até uma continuação,
suas noites de bar em bar,
terão esse nome

pois essa garota chegou feito o inverno,
outono de sentimentos, maquinario destinado
a trilhar o descaminho.

Souberam dia desses,
numa dessas ela te procurou,
entre pessoas em comum.
Quis saber de você...

Desculpe, sei que não estava lá,
pediu a todos para avisarem,

mas sei que calaria, ficaria de canto,
ela parece uma canção dos Beatles,
você se veste como um Bob Dylan.

Ela ainda procura, olha e sonha,
tudo o que poederiam ser e então,
a fumaça do cigarro deseja qualquer letra
e o detalhe do vento levando
traz alguma lembrança qualquer.

Desculpe, mas quando vier,
saiba que esperou,
pela hora que agora se avizinha,

dentro da solidão
faltava um par de passos,

a sombra da saudade deixou tudo suspenso,
vazio e vaporoso a vida não parece poesia,
mas quando a esperança é uma opção,
de todas é a cria a mais inquieta canção.

Ela é uma canção do Lennon,
uma tragedia possivel para Cash,
Dylan te vislumbraria
qual Pancho ao ver nos olhos da morte
a resposta ao seu sonho de liberdade.

Ela é linda de um jeito que não sei,
mas suspeito que sinto.

Ela é a espiã dos meus sentidos,
ela faz sentido sem que consiga explicar.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Sistema solar

Laminas de agua iluminam meu olhar,
a noite é fria e as luzes se movimentam melancolicas.

Um passaro não cantará essa manhã,
e quando acordar, não haverá almoço a minha espera.

Uma canção me espera a noite
como uma estação que espera o segredo,

trocado por alguns trocados,
em cada calçada ainda posso escutar,
uma voz que é como a manhã da minha vida

dizendo coisas mais lindas que a poesia


Sobre Sinos e sinais ou um recado anunciado sempre que sinos tilintarem

Andei pelas ruas e pensei,
tomei onibus e olhei pela janela,
pavilhão de inverno,

meus pés querem que a andança acalme meus nervos.

Meu pecado mais doce,
acho que é amor.

Sorriso de sol,
voz de poesia,

sua canção cantada,
me faz seguir cego agora,

dentro do dia as luzes,
em cada hora anuncia o dia.
Atravesso a rua, gola levantada,

mãos nos bolsos, minha poesia
é feito a lata que o ultimo bebado chuta.
Pavilhão de inverno,
e eu te conheci em agosto...

Ele deve te amar, não é mesmo?
Espero que esteja feliz.

Pavilhão de inverno, sou o agosto amargo,
quieto no bar, onde sempre há uma cadeira vazia,
feito estar lá, fosse não estar,
envolto naquela hora, você não quis ler minha mão,

Noel Rosa, ela prefere Adoniran,
Edith Piaf, Paris e Elis Regina,
eu chamo por Amy e você atende se quiser,

ainda a amo
e é você que ando perseguindo em cada mulher.

Mãos dadas e coração no passado,
a lembrança de um outro tempo,

seu calor, sua força,
todas as manhãs de sol me lembram voce,
céu aberto ainda sou o mar a te refletir...

Na terra da liberdade, prendem um jovem,
chamam de traição, democratizar informação,

te escrevo bilhetes,
peças e poemas,
recados de como estou,

como vai você?

terça-feira, 4 de junho de 2013

Iluminação

Cachos de sol e sorriso de luz,
seu nome é um mantra,
palavra sonora que em mim ecoa

universo claro e caloroso,
sinto sua pele feito uma onda
circulando em minha mente,
ocupando meus dias...

Estou repetindo um verso antigo,
canção soprando dentro do meu peito

meu sonho essa manhã se escondeu
da chuva que minha alma tirou para dançar

Impossivel dizer todas as palavras,
por isso repito seu nome enquanto durmo.
Toque-me vento da alvorada,
me leve sol do entardecer...

Voz dourada que a chuva não expulsou,

poema que é como o verão,
poderia dizer um nome qualquer agora,
mas seria sua voz que esperaria responder.

Rua que atravessa muros,
horizonte que com o dia segue...

Mantra solar, canção predileta do universo,
poderia dizer seu nome agora,

mas é apenas um poema
e sua voz...

Bem sua voz é como a voz profunda de um lago iluminado...

Convite

Santo André
Segunda Feira, 03 de Junho de 2013

Moça, me escuta agora...
Não sou Dante, Maiakovski, Neruda ou Lennon, mas espera ai! Caindo a ficha agora, você tambem não é Beatriz, Lila Brik, Matilda ou Yoko, agora você vai me escutar, melhor dizendo, alias melhor escrevendo, agora voce vai ler o que tenho a te escrever! 
Na Turquia essa semana eclodiu um conflito sangrento entre a juventude, filha da classe trabalhadora e o conservadorismo turco, não é uma rebelião contra uma ditadura, mas um passo da juventude para se avançar na democracia e no aprofundamento da discussão politica a cerca da politica economica a que a Turquia terá que se ajustar, como membro da União Europeia, o primeiro ministro, valha-me deus! Parece uma mistura de Sarkozy com Conde Dracula, o nome dele é super estranho, dizem que é estranho tambem pro povo turco, ele se chama: Recep Tayyip Edorgan. Parece nome de remedio, daqueles amargos e ruins, que faz a gente se arrepender de pisar descalço e tomar friagem. 
E as razões dessa confusão toda voce consegue entender? Dizem que tudo começou por conta de umas tantas arvores, mas quer meu palpite? Acredito que seja a corda da crise economica apertando o pescoço! Especulação imobiliaria, perda de direitos trabalhistas, desemprego na juventude e lá vem conservadorismo religioso, contato com um mundo externo, repleto de propaganda consumista, tá pensando o que?  Pensa que é facil, meninada de Stambul, assistir video do youtube, cnn, bbc, mtv... E na rua de casa só conseguir assistir desemprego, especulação imobiliaria, fundamentalismo religioso, conservadorismo politico, crise economica, crise de valores, choque de civilizações, declinio,declinio e declinio... Feito um pesadelo onde a queda já nos faz gritar antes de tropeçar diante do abismo.
Pois é moça, não tá facil para ninguem, outro dia vi a Mayara Constantino na Augusta, ela tomou do meu copo, criticou o meu cigarro, sorriu e partiu, não foi nessa ordem, faltam detalhes, mas foi mais ou menos assim.
Ontem fiz lentilha ensopada com arroz integral, mas não tem o mesmo gosto. Lentilha tem que ser feita te olhando nos olhos, roubando beijo, cantando juntos e falando de poesia, politica ou musica...
Desculpa moça, não tenho tempo para ser feliz, passo meus dias e noites, escrevendo projetos, teatro, planos, colunas, poemas e artigos, lendo jornais, assistindo cinema europeu, ouvindo Beatles, cuidando e me descuidando, sentindo saudades de você. Moça, em tudo isso, sei que na verdade o que estou tentando é escrever um bilhete, em um idioma que se você tropeçar os olhos, será capaz de entender, roteiro de curta-metragem, peça de teatro, sarau, coluna de politica e economia, no final estou apenas querendo te rever, me ocupando de tudo um pouco, para que o tempo passe e eu não sinta passar. Moça, sinto sua falta, te espero dia desses, se der apareça lá no Sarau (vou deixar o cartaz com o endereço logo depois do texto viu?). 

Um beijo do seu mocinho ocupado demais
Youssef Igor

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Chama ela pra me ver!

Quero saber qual ou o que,
ocorreu ou deixou de ocorrer,

corre na sala, liga essa tv, chama a menina
e diz qualquer coisa da vida,

pede calma e a enrole,
que vou falar de poesia.

E quando a tv meu nome anunciar,
de video, musica, peça ou sei lá,
diz que é outro com o mesmo nome
e pede pra ela ficar...

Eu vou falar de poesia, noite dessas em cadeia nacional,
quero que a metrica se exploda, que se dane a estetica moderna,

meu verso quer ser canhão de luz midiatico,
pra ela me ver declamar esse verso pra ela.

domingo, 2 de junho de 2013

Mofo

Em alguma lembrança ela sorri,
sem uma esperança ou fé

agora as lagrimas marcam as paginas,
livros esquecidos no vulto ameno do passado,

tempestade onde as sombras não inspiram,
pela janela escuto o silencio medroso da noite.

Acho que não importa muito,
mas quase sempre é a maneira como tudo torna-se piada,
o fato que ainda me faz sorrir e quase sempre sofrer.

Sem um centavo no bolso,
cigarros e tampinhas de garrafa,

ela esta sorrindo em alguma lembrança,
feito foto na praia, copo e cabelo molhado...

Não tem mais jeito paradeiro ou destino,
enquanto eu faço cena, desatino e largo as horas

Tenho comigo um oceano de lembranças,
todo o resto mofa esquecido no sotão
onde encarcerei a esperança