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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Garoa

Estou anoitecendo dentro das horas,
seguindo no mesmo sentido,
dentro da mesma estação.

Um dia sentaremos juntos,
janela aberta, lá fora chove

meus olhos se desviarão até seus olhos
desviados para disfarsar o que os entretem

Cores como ruas, ruas como insetos,
seus passos, meus olhos e qualquer coisa
que por nós apareça

que o que interesse,
seja apenas extensão.

feito flores, fotos, fatos e beijos
ou abraços, labios, laços e os medos.

A chuva esta envolvendo os passos,
enquanto isso fumo e bebo ou penso

entõ a vejo deitada, no armario da cozinha
escorada e sorrindo,
cuidando de uma parte sua
que parece tanto com você

na sala vejo o futebol,
encosto nos discos
e ouço Dylan, Cash ou Lennon,
Harrison, Ringo ou Super Grass

Estamos parados, 
em pontos distintos

aflitos, famintos, constantes
e ternos, sensivel qual um sentido
e inquieto como o seu olhar


em mim não consigo me encontrar
talvez o destino do meu corpo convirja com tua alma,
quem sabe minha poesia só busca seu nome

sua voz é doce
ainda não a ouvi,

seu nome é flor e perfume,
a imaginação dá gosto agradavel
para a palavra que ainda não disse

acordei dentro de uma lembrança,
percebi que era sobre te-la visto

almoce comigo qualquer dia desses,
sorria em frente ao meu olhar

não almoçarei mais de tua mesa,
sim eu vi uma pedaço seu 
e queria estar lá,
te ajudar e fazer crescer

mas o amor é um corte frio,
sem direito a esperança ou perdão

oração que circula os dias
apaga os olhos e desfaz os momentos

sabe, eu queria te encontrar,
ver a tarde seguir adiante,
tomar sorvete no seu bairro,
passearmos, voce, eu e a sua pequenina

nossos dias deixaram lembranças,
a saudade as vezes parece poesia.

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