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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Confesso que comprei a revista Veja hoje ( azar o meu, ok?)


Coloquei meu terno azul marinho, me barbeei e coloquei o meu óculos de acetato, fui para uma reunião de uma organização católica de ultra-direita chamada Montfort, ali me diverti por três horas e meia bancando o conservador. Ao sair do trabalho senti que faltava algo na minha fantasia de jovem ultra-direitista conservador, sim claro por que não comprar uma revista notadamente de direita e dizer que a mesma não passa de um panfleto esquerdista de Washington...
Fui na banca mais próxima que encontrei ainda aberta pleno domingo não é fácil encontrar bancas de jornais abertas após o almoço, mas com algum esforço encontrei e pasmem segundo o jornaleiro não havia vendido uma revista Veja até aquela hora, ele me recomendou a Carta Capital com as seguintes palavras: essa é uma revista séria. Comprei a revista ajeitei o meu terno, treinei a cara de nojo e a atmosfera de superioridade e aquele trejeito corporal de quem recusa abraço, com gestos apequenados e contidos, com algum traço de panico social, 1hora e meia de metrô depois lá estava de frente aquele prédio estilo anos 40, perguntei ao porteiro se ela ali mesmo que eles se reuniam no que ele disse que sim e deixou escapar que o Sr (...) sempre aparece por lá apos o almoço, no que indicando alguma intimidade perguntou se eu conhecia o Sr (...), disse que sim, mas era amigo mesmo do Sr (...) que é amigo dele 9 logicamente inventei um nome e disse que após uma lona estadia na Europa, queria fazer uma visita surpresa, ele me deixou passar, indicou o numero e o andar onde os mesmos se reuniam e pediu desculpas pelo fato do elevador social estar quebrado e os empregados usarem o mesmo que os locatários, visitantes e etc...
Lá entrei, cumprimentei a todos, fui até o Sr (...), fingi uma intimidade com o mesmo e perguntei pelo Professor Fulano e se ele ainda tinha contato com o Padre X, ambos extraídos de uma breve pesquisa que fiz enquanto seguia para tal reunião e sei serem bem próximos do Sr (...), notei diversos senhores de meia idade alguns jovens, sentei próximo do SR (...) e até fiz ma intervenção criticando o artigo da Veja, a heterofobia e como a mídia brasileira é repleta de esquerdistas travestidos de jornalistas. 
Recolhi diversos cartões após a reunião, de contatos que vão de promotor publico, ex-! militares da reserva, uspianos que não transam até dois acessores parlamentares.
Voltando para casa, parei no bar antes tomei duas doses, desabotoei a camisa, ri alto e por pelo menos uns 10 minutos sem parar.
Por um instante lembrei de um rapaz que estudou comigo que fala de maneira difícil e se diz leitor de Marx e de um guru marxiano de direita, entre esse rapaz espinhento e os conservadores de direita não notei diferença alguma, inclusive um dos uspianos que não transam usava os mesmos termos que esse rapaz.
PS: também pensei que foi muito fácil adentrar aquele lugar, cuidado com a segurança galerinha do outro lado

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