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domingo, 5 de maio de 2013

Bilhete VIII (ultimo)



''I don't know why nobody told you
How to unfold your love
I don't know how someone controlled you
They bought and sold you''
George Harrison
Santo André, 04 de maio de 2013

Olá pequena, estou escrevendo o ultimo bilhete, relutei o dia inteiro, revirei na cama, fui a barbearia, não me acostumei com a idéia ainda, mas cansei da ideia anterior, pois é deixou de ser um sentimento e tornou-se uma ideia apenas e ideias eu tenho as duzias, milhares e bilhões! Desculpe, não faz mas tanto sentido sentir isso da maneira como andava sentindo, brigado por ter me despertado uma paixão, por me mostrar que ainda posso me apaixonar, de maneira perdida, adolescente e enlouquecedora, fazia tempo não sentia isso e antes de entrar na minha vida acreditei que nunca mais sentiria isso. Você entrou, sorriu e aqui ficou, me mostrou que eu conseguia, me mostrou que ainda posso sorrir e sofrer, muito obrigado serei eternamente grato.
Já não dava para seguir, seguir com algo que não devia ser um fardo, mas é que algo feito para dois, apenas dois podem manter, minha teimosia me fez insistir até aqui. no fundo eu sei toda a dor de depois, todo o caminho faltando outra sombra, voz e passos, todo o percurso eu mantive  não por esperanças de que um dia voltasse, mas muito mais para lembrar que você me alegrou enquanto estava aqui, como dizia um ditado: lembrar de uma alegria passada, torna-se triste, se no futuro não há horizonte que seja esperança. 
Um antigo ditado e síntese do pensamento budista me ajudou a entender melhor o que vivemos, entender o bastante para saber que foi bom e por ter sido tão bom não vale a pena remoer ao ponto de tornar-se dor ou medo do futuro, afinal se toda a dor vem do desejo de não sentir dor, pouco me importo com a busca agora, serei o meu caminho e destino na exata faixa de tempo em que vivo, com gratidão ao passado, tentando tirar lições e perdoar cada falha minha ou dos outros, sem o peso hipócrita da culpa, sem a pretensão de me tornar maior ou forte, quero apenas seguir como eu e comigo, sou minha estrada e todas as respostas as minhas maiores e menores inquietações.
Sabe te achei o máximo, ainda te citarei em conversas e bem no fundo ainda nutrirei aquela vontade de nos reencontrarmos nessa ou em outras encarnações, ainda emanarei seu nome com o devido respeito que se nutre a mantras e rezas, pois foi santo e me fez evoluir o que vivemos, mas ficou no passado, não cabe mais na minha vida, no futuro talvez caiba, quem sabe o que no futuro o futuro nos reserva, eu não sei e procurarei a cada instante calar a ansiedade pelo futuro, manter a calma nos faz poupar uma grana com cardiologista, não é mesmo? Pois é, você que me disse isso um dia.
Você foi luz, quando eu precisava de luz, seguirá simbolizando luz em um período de trevas, ao menos assim seguirei lembrando de você, mas agora sem o ressentimento pelo final. 
Esse é o ultimo paragrafo que dedico a você aqui, eu estava só e você apareceu assim como veio se foi, parece um sonho, lembrando assim e foi tão bom, por isso permanecerei, alias retornarei ao ponto de onde nos conhecemos, para não gastar essa doce recordação. quando sair por favor apague a luz e feche a porta, cheque antes se não esqueceu nada, a minha parte levarei comigo e guardarei para dias cinzas, seu sorriso seguirá sendo um raio de luz ainda maior que o sol, uma canção antes de ser composta ou cantada, ainda mais linda ao supormos como deveria ser, mas não suporei mais, cansei de supor, suposições gastam o coração e amargam a alma, então querida siga seu caminho e se nos esbarrarmos, caso seja conveniente venha dizer oi, se não disser tudo bem seguirei te admirando, feito foto que guardamos no fundo bau para o olhar não gastar, saiba que sempre serei grato por cada beijo, almoço e tardes juntos, saiba que sorrirei quando disser seu nome ou ouvir algo que me faça lembrar de quando existiu um nós entre eu e você. fique em paz, tenha paz e seja paz, prometo que serei feliz.

Beijos do cara que não sabe dizer adeus

PS: fique tranquila ainda estou escrevendo aquela peça em que as personagens centrais somos você e eu.
PS II: Não perguntarei por você aos garçons dos bares no Baixo Augusta, pergunte se quiser por mim, mas não fique indignada se começar a sair com outras atrizes ou modelos, nunca é por querer e nunca será, é apenas a vida acontecendo e prometo não ir nas suas peças a não ser claro que assunto me interesse muito.

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