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quarta-feira, 3 de abril de 2013

Et un jour, j'ai cessé d'aimer

No meu quintal não há ninguem, só esse sorriso usado,
descartado e junto ao tempo que diante da solidão
orquestra uma antiga melodia:

De tanto tentar, o choro até secou, deixa estar,
vem cá comigo, me dá a mão, vem cá dançar...

O vento caminha dentro do céu, quase que cai,
o seu suspiro até parece brisa.

Minha vida, tem sido assim pequena,
senta aqui escuta mais e saiba:
Voce não é o meu problema.

Eu tomo o meu metrô.
Eu olho os outros.
Eu leio o meu jornal,
eu leio o meu jornal e lá só há o outo.

Alma viva não há, no meu quintal alma viva não há,
só a ausencia e a falta sentida, me faz lembrar,
nesse quintal como na minha vida, já houve alma viva.

Eu aparei as arvores, podei minha barba,
quando chove estendo o olhar ate a janela,
não digo uma palavra.

Pelas ruas e entre os bares, contas e mesas,
pernas, peitos, pêlos e outras formas da beleza

Mas se quer mesmo saber:
Et un jour, j'ai cessé d' aimer.

Em frente ao piano uma canção,
por tras dos olhos, sim ali ainda reside a emoção

Mas um dia eu me calo em definitivo,
assim em silencio me acostumo e
mesmo a vida insistindo, vou calar a canção.

Amor pode ir se acostumando com a minha vida,
se não deseja a despedida, ao menos entenda:
um dia o amor parou de fazer sentido,
tanto que fez ferida.

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