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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Bilhete VI

Santo André, 
24 de Abril de 2013

Hoje esbarrei com uma foto nossa, das poucas que tiramos juntos, filha única a resistir as intempéries do meu alvoroço. Fiquei lá olhando... Olhando... Estamos nós dois apenas, eu de olhos fechados mordendo a sua maçã do rosto, você olhos solares abertos a injetar luz em quem possa olhar tal imagem, eu olhos fechados, não si muito a razão, mas quando estou feliz quase sempre o meu sorriso fecha os meus olhos.
Faz um tempo, não muito, ainda sequer te apaguei da cabeça e quando saio com alguma garota, voce ainda é o meu referencial. Então digo que não, mas manteno a minha atitude passivo-agressiva, como o discurso de desculpa de quem não sabe direito o que errou, mas vê na desculpa uma maneira de ao menos se auto-aceitar.
Eu olhei a nossa foto, fiquei bobo olhando a nossa foto, acho mesmo que voce não deve ter nenhuma foto nossa, sei que sou o tipo fragil, o tipo sensivel, aquele cara que insiste em e tratar de uma ferida tão rasa, que possivelmente o tratamnto demasiado seja a razão de não ter ainda cicatrizado:
''O amor é um filme de baixo orçamento, o que se espera é que os atores convençam. O meu papel eu cumpro, ate as estrelas faço chorar, aqui abaixo desse céu austral, me ponho a pensar que o seu papel é o mais difícil. O seu núcleo afinal é a ausência, a sua falta dialoga com a minha solidão. Enquanto isso em algum ponto distante meu olhar te procura como se para te encontrar fosse necessário tecer vasto monólogo sobre estrelas, frio e inverno. Todas as noites saio em busca de paz, mas acabo mesmo e procurando por você. Amor é o nome de quem ainda não te conheceu... Quando a câmera recuar e subirem as fichas técnicas, lá estará impresso, teu nome e tua feição, teus olhos de sol e tua boca de calor. 
Eu pouco sei, na verdade coincidiu do personagem que interpreto ser a doença da qual padeço.''
Te imagino sorrindo por ai, te suponho forte e radiante feito o sol. Alias manhãs de sol ainda me fazem lembrar de você, feito um filme ou comercial de TV, cujas falas não saem da cabeça com facilidade. Não sou o tipo que termina a historia com garotas como voce, chego a pensar no meu futuro e vej um filme alternando entre mocinhas, livros, viagens e bebedeiras. Penso que algum dia quem sabe uma bisneta sua, me estudará na universidade e dirá com orgulho, ele escreveu alguns textos para minha bisavó... Não tenho a segurança que possui alguem com o visual de quem acaba de sair de uma churrascaria rodizio em um domingo, só posso te oferecer, a fumaça do meu cigarro e a nevoa da minha poesia, o pão confeccionado nas orlas de cada manhã em que desejei voce aqui. Afora isso nada posso te oferecer, apenas a eterniade do meu canto ecoando em eras vindouras com a mesma impaciencia e desespero apaixonado.
Te escrevi hoje, pois não sei muito bem, tenho sonhado contigo, te supondo em tantos lugares, capaz que já nem saia mais sozinha, confesso eu tambem já tnho alguem, não se trata de uma pessoa, trata-se de uma ideia ou sentimento.
Lembra disso? Vai, esforça um pouco e lembra ai vai...
Te estendi a mão, atravessei a avenida e te estendi a mão, apenas estendi a mão e olhei para você, naquele instante voce veio  me beijou, não sei ao certo se tropeçou no meio do caminho se me olhou desconfiada no meio do beijo mas voce me atendeu, atravessou a avenida, segurou minha mão se envolveu no mu braço e me beijou.
Hoje esbarrei com uma foto nossa, não representa nada para voce, estou escrevendo e possivelmente não lerá, mas estou escrevendo. Pensei em dar a essa foto o mesmo destino das outras, mas resolvi guardar, algum dia pode ser que isso me torne feliz, por enquanto só vai me ensinar a ser forte.


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