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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Bilhete V

''All my little plans and schemes,
Lost like some forgotten dreams.
Seems that all I really was doing
Was waiting for you.

Just like little girls and boys
Playing with their little toys,
Seems like all they really were doing
Was waiting for love.''
Lennon



Santo André 18 de Abril de 2013


Sei que faz pouco tempo te escrevi, olha eu aqui novamente levando uma fé que te escrever é feito conversarmos, chama a pequena ai, chamou? Diz assim: Oi aqui é o Igor, você deve lembrar bem pouquinho, mas eu não esqueço o seu sorriso e gostaria de estar ai do seu lado te vendo crescer, gostei de te por para dormir, brincar aquela tarde no parque e te ensinar a desenhar, falar bobagem e fazer careta. Agora tire a pequenina da frente, tirou? Ok, espero um pouco, vai lá põe ela para dormir(...)
Voltou? então estou te escrevendo pois, ontem tive um sonho engraçado, uma epifania, sabe esses sonhos, sensações de pré-morte ou no meu caso morte mesmo, sonhei que havia morrido e visitava algumas pessoas queridas, você estava entre essas pessoas. Vi muita gente triste, revi alguns amigos, engraçado como a nossa mente nos prega essas peças, meu subconsciente no mesmo suco colocou te visitar e alguns amigos que faz tempo não vejo, mas você parecia feliz, estava em um parque arborizado e ao me encostar próximo reparei que ouvia Falso Brilhante da Elis Regina e na sequência escutava Beatles, nem preciso dizer que pensei comigo dentro do sonho: ela ainda não sabe que estou partindo. 
Percebemos coisas sonhando, o que ignoramos enquanto estamos acordados, por isso prefiro os sonhos, eles são aquilo que a realidade deveria ser se vida não fosse uma instituição tão burocratizada. Ali eu percebi, faz tempo não te vejo, mais tempo ainda faz que não vejo alguns amigos, andar sozinho é bacana, ter essa liberdade de sair, beber sozinho, notar a etiqueta falsa das pessoas nos lugares públicos, reparar em como falam ou se vestem, como se portam, viver afinal não é pescar em um aquário, lembra você me disse isso e ainda repito esse pensamento hora ou outra. 
Não te escrevo somente por uma saudade ou por causa de um coração que eu nego, mas ainda quer você aqui perto, na verdade te escrevo pois deve existir nisso alguma utilidade, essa confissão da minha carência, fraqueza e ate delicadeza, te escrevo pois queria conversar dia desses com você, não sobre seu namorado novo, sua mãe ou por que não demos certo, tudo isso são detalhes, artigos que em um papo serviriam apenas como pontos de ligação para algo maior, saber como você esta, o que tem feito, quais seus planos, se mudou e o quanto mudou, olhar o seu sorriso solar, único atributo solar que ainda me é tão caro e consigo ver beleza, seus olhos iluminados aumentando diante de algo que te interessa ou não conhece ainda. no fundo te escrevo pois queria conversar contigo todas as tardes.
Sabe pequena, ando lendo jornais, tenho pensado e ir embora para algum outro lugar, beber em outros bares, ler outros livros, escrever o meu livro, terminar aquela peça, sim ainda não terminei, estava a um passo essa semana, no entanto, tive que parar e reavaliar o que estava escrevendo, uma das personagens parece muito com você, outros personagens parecem também e ainda alguns parecem um pouco comigo. 
Tem feito muito frio, outro dia o aquecedor quase me mata, sim quase morro por causa de um aquecedor, calma lá estou exagerando, mas o trocinho estourou e pegou fogo, se fosse no meio da madrugada enquanto durmo provavelmente não estaria aqui e sim como na epifania, visitando você e outros amigos. Hoje almocei lá no Acrópole, aquele restaurante grego no Bom Retiro, tomei uma vodca grega, não lembro o nome, nem sei se chamam de vodca grega, mas eu chamo assim pois tem gosto de vodca e cheira como vodca ecomo disse o Sr. armênio que estava sentado na mesa ao lado bodcaa, sozinho eu vou, adoro culinária, cozinhar e comer, já fui parar no Pari outro dia para comer por R$ 12,oo o quando eu puder, comida Arabe e com aquele pitakh quentinho e feito na hora... Conversando com velhinhos árabes, sorrindo e brincando com crianças de colo, olhando vitrines e rindo das coisas da vida, não faço ideia de por onde você anda, já pensei em dia desses aparecer onde suponho trabalhe, mas foi apenas um delírio de uísque depois de meia garrafa...
Pequena queria te escrever algo bonito e profundo agora, não sei o que te escrever queria te dizer algo que ainda não foi dito, algo maravilhoso, mas nada me vem a cabeça, contudo é isso, qualquer coisa me mande e-mail ou responda aqui mesmo.
Se dia desses acontecer de nos esbarrarmos não me ignore por favor, pode ter certeza não direi muita coisa alem de um olá ou tudo bem, o restante do tempo vou te fotografar com o meu olhar, tenho evitado pensar tanto em você, por medo de sei lá a imagem que guardo de você, se gastar por muito uso, feito fotografia que deteriora se vem a luz toda a hora.

Sem mais,
um beijo do seu escritor

PS: Quando tomo cachaça, o primeiro brinde é sempre em sua memoria, se alguem fala de amor, penso que é esse o seu nome no idioma que o restante do mundo sabe falar.

Beijos

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