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quinta-feira, 28 de março de 2013

Venha ver a cidade

Anunciados os versos de uma poesia que só quer dançar,
o sonho do poeta é uma especie de profecia.

Ele cantará o que já não há, prédios, avenidas, praças e ruas,
os turnos que com a noite se dissipam no obscuro céu da cidade,
coçará sua barba de maneira copioso e olhará os carros.

A cama no quarto, os olhos passeando pela prateleira
onde os livros quietos, guardam Balzac, Maiakovski e Neruda.

Tarde dessas ele vai sair e ver o sol se pôr,
ate que a noite morda o céu e contamine
o tempo com o seu negrume lindo e frio.

Ela esta tão linda, nos sonhos o tempo não passou,
não se sabe ao certo,o quanto a imaginação pode trair.

Tão certo de algum período, na benção o reencontro,
mas e se o metro atrasar e amanha for feriado?

Sei não viu, aquele rosto bem distante ate parece o seu,
feição que a saudade fez tão familiar,
olhos que os meus supõem em sonhos ainda olhar.
Ela me pergunta: Eu saberei quando acontecer?

A cidade agora exala vapor e transito,
o meu cigarro apagado pela garoa triste

Em um abraço que a noite percorre instintivamente,
os olhos do poeta em vão procuram entre as luzes acesas

vestígios de vida nas salas e varandas no caminho,
sabe se lá se ate sua casa ou bar próximo,

As arvores e suas copas sépia, as cores, os frutos e as folhas,
os dejetos industriais despejados na agua dita potável.

Aquele rosto lá distante, ate parece ser o seu,
o poeta e sua opera bufa, seu miste rio risonho e triste,
no sonho que se se sonhou noite passada,
um batalhão de profetas, adivinhos e psicanalistas

para entender ou desvendar, na duvida apenas consolar,
ao poeta que sonhou, sem saber o sonho e o que pode significar.

O poeta é uma noite de turnos eternos,
sua voz quando se cala é sentida,

feito silencio que fere com ausencia e indiferença,
a poesia é para o poeta como uma crença.

por isso ao olhar o céu penso comigo,
haja ou que houer o nome da criação não sei
explosão é uma posibilidade, poesia é o teu nome.

Agora eu olho o chão incomum do passeio publico,
incerto de como isso possa me ajudar, mas sigo a olhar.

No ceu nenhuma resposta a se responder,
nas salas as luzes acesas e nas ruas cadeiras, crianças e velhas.

Um vida se foi, um mar de possibilidades com ela tambem,
dentro de alguem mora a minha resposta, mas preciso entender a pergunta.

O asfalto me dirá;
Quando for meu tempo
E o que verei?
Se lá, só sei que na hora saberei.

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