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sábado, 2 de março de 2013

Todos somos amputados

O tempo não apaga nada, o que apaga é borracha, mesmo assim ficam os vestígios do grafite do lápis, isso é quando não danifica a folha. O que o tempo faz, é amenizar, ameniza... Leva algum tempo, as vezes uma semana, as vezes uma década, quem sabe nem isso ou até mais... Pode ser que nem passe, apenas amenize, apenas isso ou nem isso.
Vai lá pergunta pra alguem com uma perna amputada, pergunta se ela ainda sente a perna as vezes, se quem algum dia já enxergou, ainda sonha enxergando? Sim ainda sentem ainda sonham.
As coisas não passam, elas ficam em algum canto guardadas, a moça do jornal na TV, aquela bartender que deixou o telefone num guardanapo, um bilhão e meio de coisas certos dias ainda vão lembrar, o perfume de alguem, o tom de voz e o jeito de andar ou mexer no cabelo. Essas coisas, detalhes, nunca perderão o significado magico que é a passagem de alguem por nossas vidas, apenas nos acostumamos com a ausência delas, aprendemos a ver com algum humor, aquilo que até um tempo nos cegaria de dor.
Nunca tive uma boa relação pós-relacionamentos, acho mesmo que amor de verdade, quando acaba tem que virar barraco, pois se o amor é o sumo da concórdia, o fim dele é no minimo uma bela  peça de circo mambembe. Mesmo assim sinto falta de cada uma da minhas ex's, sempre sentindo muito mais falta da atual. Talvez seja o cheiro mais recente, a voz ainda gravada na cabeça em um volume maior que as anteriores. A verdade é que amei e ainda amo cada uma das mulheres com quem estive, não importa muito se duraram uma semana, dois anos, um fim de semana ou 30 minutos, amei e seguirei amando, desejando e sofrendo por cada uma. Mas como disse: o tempo ameniza.
Amarei mais a ultima, essa graduação que sempre faz qualquer um encarar o amargo da aguardente, as ruas úmidas das madrugadas de neon e tabaco. Faz parte e até nos deixa mais atraentes. Aquele tropeço quando andamos, aquele medo de tentar e dar errado, aquele sentimento da última chance nos torna mais atraentes, afinal somos estradas moldadas pelos pés que seguiram juntos ao nosso caminho.
Todos temos uma amputação, o tempo... O tempo, ameniza, isso é normalmente ameniza, mas apagar, squeça, isso nada ou ninguem será capaz...

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