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sábado, 9 de março de 2013

O jardineiro

Quando olho pro céu, vendo as estrelas, penso nas diversas formas de como D'us criou o todo.
De criança, acreditava que após a criação do estado de existência, ao falar o verbo El' espirrara e assim nasceram as estrelas, mas foi só na adolescencia e já conhecedor de Big Bang e outras teorias científicas, que comecei a pensar que D'us é o nome do jardineiro que plantou diversos tipos de plantas em seu jardim e cada uma é uma galáxia, os sistemas solares são as flores ou frutos. Mas o mais interessante é que distantes uma planta da outra e uma flor ou fruto do outro, os vemos como no início, feito uma semente, capazes de se iluminar e encantar, talvez em algum lugar nos vejam assim,  como no inicio, talvez hajam lugares e seres, que ao olhar o céu de onde estão, enxergam apenas um luminar, resquício da explosão primordial, anos luz de distancia no espaço e no tempo, como fossemos o piscar de olhos de uma outra coisa ainda maior ou desconhecida.
A vida é o jardim de D'us e a existência se baseia em preparar-se para a safra. Quando estamos maduros ou florescemos, é a hora de enfeitarmos a mesa de quem nos plantou.
As vezes olho o céu e suponho, outros lugares e outras formas de vida, uma explosão primordial, ecoando ainda a onda criativa, tornando iluminado e sonoro o vácuo escuro e surdo, do que ainda não há, com o que logo haverá. Fico imaginando amores, tragedias e dramas possíveis, fico pensando na musica, no ballet e nas possíveis formas de comunicação entre os possíveis ''eles'', em algum lugar da existência outra rosa floresce, florescendo ignora qualquer fato que vá alem ao ato de florescer, distante, bem distante quem a observa, de tão longe ainda observa a semente a ser plantada, desconhecendo que talvez tenha sido ate mesmo colhida e descartada.
Fala-se em ultrapassar a velocidade da luz, pessoas que nunca correram a 100 km por hora numa pista aberta, sequer giraram feito loucos, a barreira do som, a ténue linha entre a sobriedade e o êxtase. Sabe é tudo muito distante, essa vontade de descobrir, esse extinto e a busca mítica pela contemplação da vida em outro aspecto. Eu olho as pessoas e não as procuro as vezes, tenho medo delas, da aproximação, as vezes dói, fico pensando se lá na borda da explosão quem tenha a tecnologia para nos contactar, também tenha essa dor, ainda não tenham inventado a aspirina capaz de anular o medo e a dor do que é novo, o novo nos assombra.
As vezes olho para o céu, evito olhar demais, as ideias não me deixam dormir e a beleza me seduz pela sabedoria que ela pode me trazer. As vezes olho  céu e penso: o abismo é essa atmosfera que nos deixa pregado ao chão, por medo do que é novo ou possa vir a ser.
Anseio pelo dia que nos colherão, com a humildade de supor, que um batalhão de seulos ainda virão, antes da esperada primavera.

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