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segunda-feira, 18 de março de 2013

Lentilhas

Meu coração desesperou-se quando ouvi o apito tocar,
sonhei com sinos toda a noite,
minha lagrima estendeu-se ate a cabeceira da sua cama
tateando seu corpo que tantas vezes toquei...

Manhã fria, minha tosse não vai nos deixar,
choro calado circulando pelo centro,
taxis, uísque e prostitutas tristes,
a cidade insiste em me fazer correr até aqui.

Meu verso como um soco assalta meu figado.
Alamedas onde as mãos se completaram ao sorrir,
sim você sabe de mim, de alguma forma você procura saber.
Fica o recado: meu coração desesperou-se ao ouvir sinos

essa noite, sonhei com você a noite inteira.
No sonho meus pés cansados de calçadas,
te encontravam na fila da conta em algum bar.
Meus olhos passam o dia a te procurar.

Mas é quando o sono vem e o sono chega enfim,
enfim te encontro no lugar onde você não quer estar.
Dentro de mim e ao meu redor, feito uma praia,
feito uma onda que foge mas é parte do mar.

Minhas botas folk, minha barba por fazer,
terno chinês preto, calças justas e camisa gola de padre.
Meu coração se desespera para não se desfazer,
em mim só há uma vontade, todo o resto transpira você.

Antigamente um muro havia, como se houvesse o que me impedisse,
agora o que há alem desse anseio? Só essa vontade inquieta,
de te amputar sem medo dos meus sonhos, planos e desejo.
Eu desço a Augusta e o neon me cega junto ao vapor do meu cigarro...

Já não é minha, nunca te quis minha, senão como minha companheira,
agora parece que o sonho acabou. O que restou senão esse sonho aqui?
Recolho os morangos silvestres pelo campo através do universo,
imagino tudo e quer saber? Não troco a vida pelos sonhos que ousamos ter.

O herói da classe operaria, a morsa, o coletor de sonhos...
(Eu não sou mais o sonhador. Ainda sou o sonhador. O sonho acabou)
Acenda a luz, tranque a porta, cheque as janelas, isso é: se algum dia voltar.
essa manhã enquanto repassava os dias saltei ao passado, o sonhou acabou?

Ontem eu acreditava em coisas pelas quais hoje eu vivo.
Não sei entender, não sei entender um terço da sua reza,
seu nome mesmo distante feito vela que não se pode soprar,
ainda é aquela quadra e meia ate o lugar onde sonhei nós três.

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