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sábado, 23 de março de 2013

Cruzamento

Vou começar, quem sabe, mais só seja um pouco,
meu coração bombeando sangue, irrigando artérias,
dissipando comandos que o cérebro põe em marcha.

Acenda a luz, ria das alamedas e conjuntos habitacionais,
cercados de som, a ânsia pelo silencio me espreita agora.

Eu nem vi, mas agora sei, que boa parte do tempo se passou,
as cortinas, a varanda, o jogo, os gatos pela casa.
Vai chover? Acho que por todo um ano,
mas e dai? Acho que o plano não era esse, agora é.

Eu volto para casa, olho as ruas enquanto sai o sol.
Você não estará la, um fato que me corta
com o vil metal da solidão.

Meus olhos semeiam o mar na orla iluminada de cada manhã,
inútil entoar meu canto, aos seus ouvidos já sou antiga canção.

Mas ainda cantarei esse bocado que me resta,
para compor tardes cinzas, manhãs frias e outonos sépia

Acampei na tenda das lembranças, lá olhei o céu escurecer choroso.
Amanheci tardio, repleto do que um dia já fui.

Tudo bem, voce já não me vê, mas sei que ainda pergunta por mim.
Aqui dentro é tão igual, nada mudou e esse talvez seja o problema.

Semearei a eternidade dentro de cada silaba do seu nome,
enquanto a noite cega corrige as cores da fumaça,
apenas dedilho o sol que passeava junto de nós,
isso é quero crer que era assim, nos dias que fui ai te ver.

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