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sexta-feira, 8 de março de 2013

Canção da Vespera

Meu corpo inquieto e febril,
vê chegar com solidão
as cores e olhares de abril...

Meu delirio é uma cisão com a realidade,
nas marcas, lembranças e feridas,
as dores dos passos
dados e por dar em vida.

Seus olhos claros,
profundos feito um sonho
sonhado por mim, meu sonho inacabado
como fosse a arquitetura do mundo
um sem pra que,
por que ser sem sentir...

Meus dedos soltos, magros e sem vida
soletram sua ausencia,
ainda respiro e suspeito
te supor em tudo, mesmo no meu medo...

Mas olha só,
não há coisa maior que a sombra da ilusão,
o doce habito de aos poucos se envenenar
a vida sequer merece uma canção

Meu corpo inquieto,
diz seu nome ao deitar,
diz por mim
aquilo que insisto em calar,
de um outro tempo
ou esperança
capazes de me fazer cantar.






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