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sábado, 16 de março de 2013

Belas Artes

Talvez não seja real, quem sabe é apenas essa chuva fina,
vou me iludir e caminhar, olhar o céu cinza da noite umida

nesse suburbio operario, onde galpões abandonados
parecem catedrais do abandono e exploração.

Ouvi as primeiras palavras da estação:
já não parecemos com esse lugar, afetado pelo vapor.

Talvez não seja a verdade, pouco importa agora,
mas estavamos distantes, longe demais para correr perigo,
afetados pelo vapor da chama azul que o tempo levou.

Sem sol para cegar o caminho, só o neon dos anunciantes,
o pecado é confortavel e salvador, linha vermelha, eu quero retornar.

Ela me disse:
Voce sabe do que diz, mas não entende como ainda sente?

Fiz do meu pesamento uma crença,
calculei as bases e ensaiei um discurso para dia desses,

nenhuma resposta sera respondida,
mas terei no que me apoiar e me apoiarei nisso dia desses.

Essa manhã, amanheci acordado, antes do sol nascer,
sem a impressão que vim de eras antes...

Chaminés de saudade e calor: vazias.

Um macaco e seu filhote vestem a farda
e assaltam os camponeses (ecos de uma ilusão oficial).

Ao pé da janela de algum amigo: acorde para esse dia!
Aqui fora o mundo até parece um cinzeiro depois do ensaio,
mas se não sairmos por ai, quem sabe oque  perderemos em ver?

Talvez não seja real, mas o que importa agora?
Enquanto ela vestia a roupa, apenas virei para o lado.

Essa manhã acordei antes do sol,
acho mesmo que sequer dormi.

Percebi um ponto de onibus, na frente do seu predio.

A chuva fina vai produzir lembranças, meu corpo peludo,
meu sotaque carregado, olhos vermelhos, traje invernal
e a maneira como eu te contei meu sonho,
enquanto fumavamos o mesmo cigarro.

Não posso responder algumas perguntas,
não quero responer algumas perguntas.
Não quero fazer algumas perguntas,
não gosto da sonoridade das palavras que as compõe.

Ela vestiu minha camisa, desceu até o jardim,
olhou o céu cinza e ficou la parada,

moça da capital, seja bem-vinda ao suburbio operario,
por onde ando largado e com meu cabelo e barba por fazer.

Meus tres seguidores, ah... Somos uma Fab four...
Um cigarro no canto da boca, uma má fama por zelar,
sorrindo com alguma moral na rua, parabens,
voce acaba de me arruinar!

Um macaco e seu filhote batem continencia ao prefeito da provincia.

Enquanto sigo, moto-continuo,  psicotico e afetado, calmo e indiferente,
escuto mentalmente Dylan e soletro um nome que havia esquecido.

Tomei meu chá essa tarde, o céu laranja,
só me lembra da fabrica aqui perto,
me faz querer que tudo exploda, inclusive minha auto-definição.

Talvez não seja real, mas quem se importa?
Se eu tivesse dormido, talvez tivesse sido um sonho

Tanto faz, quer mesmo saber?
Tanto faz, acho que isso serviu ate aqui,
adiante, não sei se vou lembrar.

Meu suburbio operario, vou dar uma volta pelas ruas umidas e escuras,
fumar em algum galpão abandonado e refletir sobre o céu laranja.

Nas alamedas com nome historicos, nenhum deles é o heroi da minha classe,
enquanto voce sonha com um tipo podado e polido, sou apenas isso:

Pulmões fabricando vapor barato e olhos avermelhados,
um coração por dentro, por fora isso, apenas isso.

5 comentários:

Anônimo disse...

gostei bastante , amo ler poemas que de certa forma retratam nosso dia a dia .

se quiser saber quem sou, procure pela garota das estrelas.

Youssef Igor disse...

Procurar onde?

Anônimo disse...

elogios anônimos podem?? ou só ofensas que não podem???

Youssef Igor disse...

Elogios e críticas podem ser anônimos, agora quem quiser ofender que pelo menos tenha a dignidade de se revelar.

Sem mais abraços!

Youssef Igor disse...

Valeu polícia vermelha! Manda um beijo pra minha vida já que vc curte tanto cuidar dela!