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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

São Bento

Jacqueline... ( Pedro as vezes pensa em você)
Escreveu um poema, mandou recado, por favor, por favor...

Ele coleciona solidões, canções e poemas
                                                                               Seu nome...
                                                                               Seu nome...

                                                                              Pedro...
                                                                              Pedro...
(Enquanto caminha e recorda: ele espera)

Acorde, liga para Pedro,
ele espera te encontrar ainda,

                                uma canção, outro poema,
mais uma tarde colecionando outro olhar,
                                                 onde ele estará?

Um chá na Liberdade, um beijo desinteressado,
                                já houveram tantas depois de você...

Pedro atravessa o Viaduto Cidade de Osaka,
sorri sem interesse, sem ternura, apenas sorri e
olha o horizonte, o parque e os bares.

Acorde, ligue para ele,
quem bebe com o mesmo, bebe só,

no inferno onde se meteu
(o vazio confortável das noites)

pouco importa quem o observa, 
fala ou recomenda. 
Viver para ele é cruel açoite.

Jacqueline!
Acorde...
Acorde...

Hora de ir ao trabalho,
hora de sorrir delicadamente desesperada,
cumprimentar o motorista, poesia, poesia...

Inútil dizer seu nome,
mas ele ainda repete

feito uma reza,
oração que a cidade escuta em cada bar
suspiro de poeta é oração
que as esquinas costumam escutar...

Por favor, não consegui te escrever,
ele não sabe, ele não sabe,
mais uma vez; ele não sabe...

Por favor,
desculpe, mas não consegui te escrever,
e ainda mais uma vez:

Quando os sinos do mosteiro são Bento toarem,
cada instante passará,
feito foto,

o patio do colégio te abraça,
na brisa leve que lembra uma voz distante:

Jacqueline...
(Pedro ainda pensa em você)

Um comentário:

Fernando Che disse...

Caraca, ótimo, você é o nosso Caio Fernando Abreu cara.