Aos comentaristas


Devido uma avalanche de comentarios torpes e não identificados, decidimos que só aceitaremos comentarios devidamente identificados e que não contenham mensagens ofensivas, alias se comentar e se identificar, serão permitidas as ofensas. Quem quer debater, tem que ter coragem de se mostrar para que o debate ou critica seja fdemocratico! Okay cara palida?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Dica para os leitores paranaenses!


Texto do colaborador extra-oficial André Rosa

O conjunto Cabide de Molambo despontou em Ponta Grossa no ano de 2005. Na cidade onde trens ajudavam, entre outras coisas, a popularizar os acetatos musicais, que vinham fresquinhos de centros maiores (principalmente de Curitiba, São Paulo e Rio) para entrar na freqüência do batuque provinciano-afro-italiano-polaco-caboclo-umbandístico-laceador-de-gado-futebóler-revisor-da-rede, com o sabor da cerveja Original (originalmente produzida na fábrica Adriática, um marco arquitetônico e histórico da cidade, infelizmente demolido), o conjunto ajudou a popularizar novamente o samba na cidade, já na aurora do século atual.
Aquilo que havia sido quase uma brincadeira entre quatro amigos, três músicos e um professor, virou coqueluche na Princesa dos Campos – que há tempos se esquecia de seu samba tradicional, em que o velho apito da maria-fumaça se confundia com o balanço da vassoura no chão do Clube 13 de Maio.
Durante dois anos o Cabide tocou em bares, clubes, rodas de samba, eventos, teatros. Em 2006, o espetáculo “Polêmica”, sobre a obra de Noel Rosa, Wilson Batista e alguns de seus parceiros, foi sucesso absoluto no SESC, no Cine-Teatro Ópera em PG e no Teatro Universitário Curitibano.
Entre 2007 e 2009, o conjunto fez apresentações esparsas, mantendo o espírito do grupo que marcou a cidade e ajudou a trazer de volta o samba para as noites e bares de PG.
Em 2012, pela primeira vez em três anos, o conjunto voltou a se apresentar na cidade, com outro show temático. “A favela vai abaixo”, um espetáculo que homenageia os compositores J. B. da Silva, conhecido como “Sinhô”, e Noel Rosa, foi ovacionado pela lotação máxima do Centro de Cultura. O samba de Sinhô está ligado a uma fase de transição na música brasileira, que culmina com o aparecimento de Noel: naquele tempo, o samba se modernizava, e com o surgimento de melhores recursos técnicos para gravação, foi possível o aparecimento de cantores como Mário Reis, que com sua voz educada, simples, sincopada, longe dos cantores barítonos que celebrizavam o famoso “dó de peito”, simboliza a síntese entre os dois compositores: o samba de Sinhô, ainda influenciado pela forma antiga, tradicional, mas querendo se modernizar, e as composições modernas e os temas urbanos de Noel, um retratista de seu tempo.
O Cabide de Molambo tem a honra de dar continuidade à obra desses heróis de nossa música, agora, com apresentações durante o Fringe (evento paralelo ao Festival de Teatro de Curitiba), no mês de abril.
Alma não tem cor. O samba nasce do coração.

SERVIÇO:
“A FAVELA VAI ABAIXO” – Cabide de Molambo interpreta os clássicos de Sinhô e Noel Rosa.
Dias 5/04, às 21h30 e 6/04, às 16h30.
Canal da Música, Curitiba, Paraná.
Evento oficial do Fringe e do Festival de Teatro de Curitiba.

Nenhum comentário: