Aos comentaristas


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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Soneto do Exilio

Prepare os documentos,
deixe uma mala pronta e separada,
não diga mu nome,
não diga nome algum!

Lembre-se sempre: a porta da rua é serventia da casa.
No horizonte com tintas de dor e obscurantismo,
um período triste é pintado e aos poucos definido,
o tempo do exílio é próximo, não vê ainda tal destino?

Tomarão o parlamento, as leis mudarão,
o direito será suprimido,
em um regime cristão: tu e eu seremos banidos

Então beija tua companheira, teu pai, mãe e filhos,
dá teu recado enquanto é tempo, e não há perigo,
quando o tempo deles chegar, logo sera nosso exílio.


São Bento

Jacqueline... ( Pedro as vezes pensa em você)
Escreveu um poema, mandou recado, por favor, por favor...

Ele coleciona solidões, canções e poemas
                                                                               Seu nome...
                                                                               Seu nome...

                                                                              Pedro...
                                                                              Pedro...
(Enquanto caminha e recorda: ele espera)

Acorde, liga para Pedro,
ele espera te encontrar ainda,

                                uma canção, outro poema,
mais uma tarde colecionando outro olhar,
                                                 onde ele estará?

Um chá na Liberdade, um beijo desinteressado,
                                já houveram tantas depois de você...

Pedro atravessa o Viaduto Cidade de Osaka,
sorri sem interesse, sem ternura, apenas sorri e
olha o horizonte, o parque e os bares.

Acorde, ligue para ele,
quem bebe com o mesmo, bebe só,

no inferno onde se meteu
(o vazio confortável das noites)

pouco importa quem o observa, 
fala ou recomenda. 
Viver para ele é cruel açoite.

Jacqueline!
Acorde...
Acorde...

Hora de ir ao trabalho,
hora de sorrir delicadamente desesperada,
cumprimentar o motorista, poesia, poesia...

Inútil dizer seu nome,
mas ele ainda repete

feito uma reza,
oração que a cidade escuta em cada bar
suspiro de poeta é oração
que as esquinas costumam escutar...

Por favor, não consegui te escrever,
ele não sabe, ele não sabe,
mais uma vez; ele não sabe...

Por favor,
desculpe, mas não consegui te escrever,
e ainda mais uma vez:

Quando os sinos do mosteiro são Bento toarem,
cada instante passará,
feito foto,

o patio do colégio te abraça,
na brisa leve que lembra uma voz distante:

Jacqueline...
(Pedro ainda pensa em você)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Teocracia Neo-Pentecostal?

Preparem suas Burcas gente emancipada, o estado laico foi as favas...
http://www.dgabc.com.br/News/6011275/culto-termina-em-pancadaria-no-jardim-santo-andre.aspx

Desde um bom tempo sonho criar minha futura família longe daqui, o que era sonho aos poucos vai tomando o trágico tom de fuga, fico pensando daqui a algum tempo o desespero que será eventualmente ter um filho gay, ser de outra crença ou não compactuar com as crenças desse grupo. 
Uma simples discordância, se hoje te garante uma cara trancada, no futuro com a ascensão de um numero cada vez maior ao Parlamento, garantirá uma bula de heresia, quiça prisão ou despatriação aos discordantes. em um estado onde o foro intimo e o publico se misturam, as coisas chegarão ao ponto de um Iran abaixo do Equador, temo por mim, por amigos cientistas e pesquisadores de amplos setores, bem como pertencentes a minorias ou minorizados, hoje invadem casas de pais de família sob a alegação de que o mesmo encontra-se possuído, mais adiante invadirão escolas e demitirão professores, pesquisadores e outros que não concordem com o ponto de vista apregoado por eles. Me desculpem os amigos cristãos sinceros e doutos do papel do estado laico para assegurar a todos um estado de seguridade e proteção, até porque nesse delírio nefasto, os primeiros maculados são os reais cristãos (aquele povo que sabe que amar o próximo é o maior dos mandamentos).
Triste retorno a idade-media, o começo do seculo XX, presenciou algo parecido e rendeu aos judeus e ciganos uma enorme ferida aberta ate hoje na memoria coletiva das respectivas comunidades, como dizia meu avô ( sábio judeu que combateu na guerra civil espanhola): Mi hijo cuidate!
Pois é... Em um pais, onde eleições são tuteladas por pregadores do ódio como Silas Malafarta, Valdomiro Santiago e Edir Macedo, a politica deixa de ser só uma instituição nojenta, para se tornar num mecanismo perigoso para quem pensa diferentes, mesmo em questões inofensivas. quero lembrar que no centro de toda pregação discriminatória e extremista, existe sempre uma mistica religiosa, feito um canto da sereia que arregimenta tudo quanto é obtuso na sociedade, afim de associa-los para combater um outro setor, a cultura da culpa, tantas vezes incentivada no passado pela igreja católica e outros movimentos religiosos, aqui no Brasil vive o seu nascimento, nós intelectuais estamos a observar a hidra crescer, um dia ela nos devora, nos devora ou nos manda embora. 
To me sentindo aqueles caras iranianos, curdos e ateus em teocracias ou regimes totalitários, condenados a viver longe de seu lar, a diferença é que estamos a observar    esse estupro ao laicismo, ele agora berra enquanto arromba a porta, quando percebermos ele chamará tudo de seu e nos negará inclusive a cidadania.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Bilhete


Pois é... Tem quem veja futuro no que escrevo, depois dessa garrafa de rum quase inteira, não sei viu... Me disseram que falo bem com o público, que sou expressivo, olha não sei não viu... Eu queria mesmo é te escrever uma carta, um poema, te falar, tocar sua mão, sentir novamente o seu perfume (as vezes ainda sinto enquanto ando sozinho pelo meu jardim). Sabe mulher, hoje o taxista me deixou em casa, fez até desconto, estranhou o fato de não termos dado a volta habitual pela liberdade. Ele já sabe meu nome, já sabe o seu também e a nossa história. 
Olha moça, eu não sei o que eu sei fazer da minha vida, não sei fazer nada direito, parece mesmo que sou desses tipos tortos sabe? Nada se encaixa na minha vida, mas você parecia fazer sentido. 
Não sei ter fé, não sei sorrir de maneira plena, tenho sei lá, aquela culpa que a classe média carrega? Aquele sentimento puxando a orelha dos sentidos toda hora, feito um pai que não deixa o filho crescer. 
Sabe moça, eu penso muito em você ainda, hoje não fui naquele restaurante indiano, pensei comigo, e se ela aparecer, o que eu vou fazer? No final eu vivo louco de vontade de te ligar, saber como você tá. Essas coisas saca? Mas tenho um medo danado, não sou medroso não, mas disso eu tenho medo, pergunta pros meninos do Renascença, se eu sou ou não sou um tipo valentão! O pessoal vai te contar como enfrentei dois meninos coreanos na época da 7ª série, de como eu bufava sem ar mas não largava do pescoço do menino coreano que ainda continuava querendo brigar, depois que fiz o outro correr, pois e moça, eu sempre fui assim, quando coloco algo para correr,costumo segurar forte ao que sobra ou então sei la desinbestar na vermelhidão dos meus olhos e  só saber depois o que fiz, sou um dos caras mais corajosos de todo o bom retiro. 
Mas tenho medo, sei lá, fico pensando e se rolasse novamente e você sumisse? Eu não teria medo sabe, mas essa garrafa, essa chuva, as garotas que ficaram de conversa hoje comigo, sabe moça, eu não sei.
Você faz sentido, nada faz sentido, mas você faz, quando penso em você, é como se eu fosse sol, tudo se ilumina e aquece.
Sabe o que é moça, a verdade puríssima é que não sei muitas coisas, não sei, por exemplo: quando o mundo vai acabar, qual a chance disso acontecer num dia da semana que vem, não sei se semana que vem vou te encontrar, coisa assim por acidente e coincidentemente terei um texto decorado para te dizer, mas não direi, a minha mão vai tremer, minha boca ficara seca e meus joelhos vão encostar um no outro como pedindo pra aquilo acabar em algo bom.
Olha, não sei um monte de coisas, algumas eu nem faço questão de saber, mas moça, agora e aqui o alto de depois de uma garrafa e meia de rum, queria te dizer uma coisa. sim estou falando com você  sei que lerá esse texto, assim como sei que leu cada um dos textos que já te escrevi, então pequena:
No relógio do tempo, só existe uma palavra escrita: agora.
todo o resto, não me importa, todo o resto desaparecerá, permanecendo então somente esse instante, eco das águas, ressonância de nosso primeiro olhar.
Olha moça, meu olhar rabisca sua silhueta no rastro das estrelas, quando escuto alguém chamar pelo seu nome, eu logo olho, a verdade moça, a verdade é que não importa, não me importo, não sei tanto sobre isso, só sei que sinto sua falta, só sei o que sinto e é saudade. Vontade de gritar no meio do transito, sair correndo no meio dos carros, fazer de alguma estação de metro um musical, imagina isso aparecendo no jornal, imagina só! 
Consigo ate imaginar a matéria:
Jovem escritor, expõe performance interativa com usuários do metro.
Olha moça, a verdade é que ando com as mãos ocupadas, em uma mão o meu coração e na outra uma garrafa, a verdade moça é que sonho com você durante toda semana, e aos fins de semana fico torcendo para nos esbarrarmos em algum bar.
Nada me basta agora, sequer essa palavra, que dirá  o que ela possa significar, sim nessa hora onde o céu sorri estrelas, meu peito feito um menino que se alfabetiza, lê seu nome por onde olha.  O tapete verde que carpeteia a terra, a fina poeira que encobre tesouros, que ao se tornarem dunas engolem cidades, a palavra setembro, o ato de sorrir, o holofote cujos planetas dançam ao redor, a cenografia inteira, os figurantes, a iluminação pode enrolar os dias, a cordialidade ao se desejar bom dia podem guardar também, desliguem as estrelas e avisem aos astroides  cometas e satélites para cessarem seus movimentos, enviem cartas de demissão aos outros planetas e peçam com traquejo que as horas procurem o que fazer. Nada faz sentido, nada mesmo, realmente nada. Mas você faz sentido, não se trata de um conceito é apenas que coincide, desde aquele dia no metro , você me esperando e ao chegar receber o teu abraço, sabe nada faz sentido, nada realmente nada, mas me sinto mais feliz com você por perto, quando se é feliz, não se costuma fazer tantas perguntas, viver é o que nos basta

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Jacqueline

Faz um bom tempo (antes de você)
- estive em Buenos Aires,
agora ao lembrar de Buenos Aires falta uma foto sua,
mas você nunca esteve lá comigo realmente,
eu estava só, quando estive por lá, eu estava só.

Outro dia lembrei de como foi alegre
passar um mês em Santiago,
tentei descobrir o nome daquele bar na Plaza Baquedano.

Pensei em te ligar para ver se lembrava,
você não estava lá, eu estava só...

Então Buenos Aires no inverno mais cinza,
o trafego louco dos pedestres na Havana vieja,
sequer o calor rasgante de El Salvador

estive em muitos portos,
estive em uma centena de ruas e lugares,

vi a flor nascer e declinar em entrega,
pobre recompensa ao ilusório sentimento de amor.

Em tantos lugares estive,
em alguns suponho ter sonhado
com tua silhueta e voz,
(antes, bem antes de nos encontrarmos)

Agora que já não existe mais Jacqueline,
suponho seus olhos de sol, se pondo em cada janela
de onde o horizonte vem me convidar a sair.

Faz um bom tempo (não tão bom, pois foi antes de você)
meus olhos vagavam dentro da noite,
desabotoando o vestido da ausência,

parece que meus pés seguiam vazios e
agora eles seguem ainda mais vazios,

subimos tantas escadas lembra?
Agora cada degrau que desço sem você,

é uma costela a menos,
um folego ou um suspiro se esvaindo...

Oi... Como vai você?
Tenho um plano sabia?

Não é tão importante,
pelo menos suponho que não seja para você.

Agora que não tem mais Jacqueline,
parece que o verão começou
e a vida não tem mais vontade de correr

uma avenida com meu nome cruza o horizonte,
e você é a esquina onde o caminho deixa de ser meu.

Lugares onde o sol é igual ao seu olhar
( eu coleciono e sei de cor, já recortei e imprimi em mim)

Praças onde nos beijamos
(gostaria de as nomear com suas medidas)

ainda haverá Paris, Havana, Rio de Janeiro e Recife,
inútil pensar que o céu retornara ao instante da noite premiada,

agora olho a noite em sua infinitude mais escura e inquietante,
dentro de mim como dentro de uma canção ouço sua voz:

Já não há mais Jacqueline...
Meus olhos ainda te procurarão pelo centro,
circularei em táxis por bares, praças e avenidas de São Paulo,
inútil já não há mais você, capitulo grená do meu verso.

Inútil tentar, como se diz o caminho seguiu,
restando sempre um peregrino,
de mim restou bem pouco, só a parte que ficou

já faz um tempo, sim eu sei bem,
poucas vezes sei como agora,

suspeito que tanto saber,
de tanto saber tornou-se sentir,

já não há mais você,
sim já não há mais Jacqueline

Contudo, ainda sonho com seu sorriso de almoço e sol,
com seus olhos de luz e mar, ainda te chamo enquanto falo só,
não sei por onde anda,

mas minha alma quase sempre grita;
que já esteve aqui em outra hora,
momento em que eu estava a caminho.

Então não sei o que dizer agora,
mas como ensaiei te dizer algo,

como pensei acampar em tua terra
e respirar do teu ar e me contentar
com a vaga ideia da tua presença.

Pois agora devo ser um vulto na tua memoria,
mas você ainda é a minha canção predileta.

E ainda que nunca mais nos vejamos,
lanço aos seculos minha lira e sussurro;

Eu te amo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Mapa Mundi

Ela pretendia seguir, sim ela seguiu,
planos escorrem ate a próxima esquina,
me espere, me espere, como eu queria ter que seguir...

Então em um lago, ao sol cujo calor assobia chuva,
supunha as cores e as vezes, um numero simples: 2.

A mente passeia dentro de uma praça, ao centro o passado,
no peito um cubo e nele escrito o itinerário da próxima vez,

quietude que cantarola, sussurrando acordes e tons,
calma explosão de sonhos, feito uma pluma,
amor, feito uma nuvem. Amor, feito fosse apenas o céu...

Os peixes nadarão através do tempo, percorrendo um método,
passos limpos farejando o destino por fim. Equação de carne e
saliva.

Métrica intuitiva gritando uma escala,
olhos de sol e sorriso, chamando por meu nome.

Sol pode ser uma palavra, ligada as manhãs
tão claras quando aquele olhar.

Eu queria dizer algo, de uma maneira unica,
reinventar o alfabeto, descontrair as palavras.

Eu queria seguir, quanto me custara o porvir?
olhos naufragados no horizonte, guiado por um perfume...

Depois que ela seguiu,
algo aqui me faz lembra-la:
o mundo inteiro. 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Dica para os leitores paranaenses!


Texto do colaborador extra-oficial André Rosa

O conjunto Cabide de Molambo despontou em Ponta Grossa no ano de 2005. Na cidade onde trens ajudavam, entre outras coisas, a popularizar os acetatos musicais, que vinham fresquinhos de centros maiores (principalmente de Curitiba, São Paulo e Rio) para entrar na freqüência do batuque provinciano-afro-italiano-polaco-caboclo-umbandístico-laceador-de-gado-futebóler-revisor-da-rede, com o sabor da cerveja Original (originalmente produzida na fábrica Adriática, um marco arquitetônico e histórico da cidade, infelizmente demolido), o conjunto ajudou a popularizar novamente o samba na cidade, já na aurora do século atual.
Aquilo que havia sido quase uma brincadeira entre quatro amigos, três músicos e um professor, virou coqueluche na Princesa dos Campos – que há tempos se esquecia de seu samba tradicional, em que o velho apito da maria-fumaça se confundia com o balanço da vassoura no chão do Clube 13 de Maio.
Durante dois anos o Cabide tocou em bares, clubes, rodas de samba, eventos, teatros. Em 2006, o espetáculo “Polêmica”, sobre a obra de Noel Rosa, Wilson Batista e alguns de seus parceiros, foi sucesso absoluto no SESC, no Cine-Teatro Ópera em PG e no Teatro Universitário Curitibano.
Entre 2007 e 2009, o conjunto fez apresentações esparsas, mantendo o espírito do grupo que marcou a cidade e ajudou a trazer de volta o samba para as noites e bares de PG.
Em 2012, pela primeira vez em três anos, o conjunto voltou a se apresentar na cidade, com outro show temático. “A favela vai abaixo”, um espetáculo que homenageia os compositores J. B. da Silva, conhecido como “Sinhô”, e Noel Rosa, foi ovacionado pela lotação máxima do Centro de Cultura. O samba de Sinhô está ligado a uma fase de transição na música brasileira, que culmina com o aparecimento de Noel: naquele tempo, o samba se modernizava, e com o surgimento de melhores recursos técnicos para gravação, foi possível o aparecimento de cantores como Mário Reis, que com sua voz educada, simples, sincopada, longe dos cantores barítonos que celebrizavam o famoso “dó de peito”, simboliza a síntese entre os dois compositores: o samba de Sinhô, ainda influenciado pela forma antiga, tradicional, mas querendo se modernizar, e as composições modernas e os temas urbanos de Noel, um retratista de seu tempo.
O Cabide de Molambo tem a honra de dar continuidade à obra desses heróis de nossa música, agora, com apresentações durante o Fringe (evento paralelo ao Festival de Teatro de Curitiba), no mês de abril.
Alma não tem cor. O samba nasce do coração.

SERVIÇO:
“A FAVELA VAI ABAIXO” – Cabide de Molambo interpreta os clássicos de Sinhô e Noel Rosa.
Dias 5/04, às 21h30 e 6/04, às 16h30.
Canal da Música, Curitiba, Paraná.
Evento oficial do Fringe e do Festival de Teatro de Curitiba.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Soneto para a manhã de Sol

Ai que falta faz,
aquele riso, aquele olhar
que era paz
e ainda e também era algo mais.

Pois bem, se tem que ser assim,
o jeito é que seja,
de toda forma eu vou, amor no fim:
o destino é o que o amor planeja?

Tenho comigo o seu perfume,
nos meus passos, falta o seu caminho,
pra minha luz escassa, faz falta o teu carinho.

eu vou seguir, mais uma vez seguir,
sei que essa luz calada com o adeus,
era testemunha do nosso porvir.




Direitin ( canção aos olhos solares)

E a magica está,
em encontrar por mais de um mês,
quem diga e faça, o que me fez.

Pois é...

Então pequena vem,
de qualquer forma tem,
bem mais amor do que suponho
e se num assalto
ou arroubo uma canção
com seu nome componho.

Vai ver,
tudo que espero
é que venha no seu querer
um bem maior por mim,
do tamanho que tenho por você.

Mas e tudo servir como para notar,
que minha saudade é grande,
tão grande quanto o mar

no fim cê sabe direitin
repito seu nome enquanto sonho
e a vida me consome
sei mais sobre você,
sabendo um pouco de mim.

Então pequena, a magica está,
em não saber
e só sonhar,
para você eu fiz esse poema,
com um amor que é tempestade
capaz de fazer o céu recuar,

pois é, pequena eu assim sigo,
dentro de mim fazendo abrigo,
dentro de mim a cantarolar,
esse sonho iluminado por seus olhos,

esse imbróglio que é o destino
capaz que foi de te por longe,
mas fé tamanha me invade
e sei com quem sabe com saudade,
um dia vou te reencontrar,
só não sei onde.



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Para a moça da Vila Silvia


Ela seguirá. Sim eu sei muito bem disso, continuará do ponto onde parei e me levará dentro da melodia de uma de suas canções; pois eu quis ser o seu primeiro beijo, levar seus livros pelo caminho de volta da escola.
Não sei ao certo quando sua família veio para esse país, que circunstancias motivaram, quem sabe se seus avós, se fixarem aqui por fome, perseguição ou em busca de oportunidades. Se passaram fome? Não, não sei. Se sentiram seguros ao chegar aqui? Isso eu também não posso saber. Olha moça, sei apenas que, eles deram o máximo, devem ter dado, pois conseguiram te dar uma base solida . Moça você é o outono... Mas sabe moça, seguirei te sentindo dentro da luz e do calor em cada manhã de verão.

Confesso


Tenho uma queda por mulheres misteriosas, com olhar risonhamente devorador, que não caem nesse conto da submissão. Acho o mistério interessante, aquela atmosfera de pouco caso, gosto quando não respondem o meu sms, meu inbox, adoro aquela risada de madrasta da branca de neve. Sabe porque? A vida não é um conto de fadas, mas se fosse eu preferiria as vilãs, elas sempre tem menos culpa e mais vontade, são mais reais.
 Adoro perceber a meninice em uma garota, saber que ela chora, deixa-lá perceber que eu também choro, nada de errado nisso, somos passíveis a quase os mesmo dilemas morais. Gosto da mulher, que não queira  ser minha, pois sabe que uma relação, não é um contrato de posse. Gosto da mulher que é tão livre, que em sua nudez meu corpo se extasia em liberdade, gosto da mulher que é louca, confusa e as vezes paranoica, amo o amor que também é quebra-cabeça, não quero uma mulher para mim, eu quero pertencer a uma mulher, fazer parte do delírio dela, inventar a cada instante uma centena de novos pecados sem perdão e igualmente prazerosos  Adoro a mulher que deixa bem claro não precisar de alguém pra ser feliz, pois da felicidade dela eu quero apenas participar. 
Mulher frágil é ideal demais, não atrai, causa pena na verdade, tem que entender e nos fazer entender um monte de coisas e no instante seguinte quando tudo fizer sentido, desmentir cada detalhe e se reinventar, pois a mulher é a metáfora do planeta. Tem que saber se tocar em diversos sentidos, saber sentir sem esse sentimento de dependência. todos os complexo são lindos, mas não tou afim de uma Elektra mal-resolvida, acho que poucos estão pra falar a verdade. No final das conta, na regra de trés  na matemática simples da atração, o que realmente importa são detalhes que passariam batidos para qualquer outro cara ou moça, no final o clichê esta certo e com o adendo de alem de ser você mesma, seja confiante, o machismo e os seculos de sociedade patriarcal, mostraram a mulher emancipada como bruxa, demônio e o que mais de negativo existir ou se imaginar, mas a verdade é que não existe nada mais excitante que uma mulher forte, independente e que sabe o que quer. 
aquela imagem cândida e fresca, sem culpa ou inocência  transitando entre o cosmos e o desejo de uma centena de pessoas aquela polemica voz suave ou rouca sempre de maneira assertivamente pecaminosa dizendo verdades e cometendo pecados, sabe eu amo a mulher errada, a intenção e comer o fruto ao dar ouvido a serpente, a certeza de que é igual, a irreverencia e a inteligencia, a resistência por seculos.
A bruxa má me dá mais tesão que a bela adormecida.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Vägivalla*


Queria provar seu corpo,
Com o paladar do meu desejo.

Queria morder seus seios,
com a rigidez de meu desejo.

Queria ouvir seu gemido,
Eco da canção que meu membro
quer te ensinar a dançar.

Que minha barba roce teu sexo
até que de teu prazer eu beba o mel

Minhas mãos dedilhando boca e corpo.
Meu corpo querendo ser língua
Minha língua querendo te provar



Feliz 68 anos Rastaman


O que há de igual na paisagem  das ruas da periferia da Cidade do Cabo, Kingstom, nos meninos do projeto do Olodum e nas periferias do abc paulista? Você não conseguirá caminhar 20 minutos sem esbarrar com camisetas estampadas com um certo rastaman jamaicano com seus extensos dreadlocks. Sim estamos falando de Bob Marley, que  no ultimo dia 06 de fevereiro, completaria 68 anos, uma figura controversa, adorado ainda hoje pela juventude, ativistas do movimento negro e também transformada em uma serie de estampas pra diversos produtos ( alguns com os quais inclusive suas crenças não concordariam)  Em 1945, nascia Robert Nesta Marley, filho ilegitimo de um branco, oficial do exercito britânico e uma camponesa jamaicana e negra.
Bob Marley não teve uma vida muito diferente de qualquer outo jovem pobre em um pais subdesenvolvido, viveu a infância nas palafitas de Kingstom, onde exatamente por se tratar de um mestiço era vitima de preconceito e isolamento. A esse isolamento tempos depois  Bob Marley atribuirá  boa parte de seu senso criativo e imaginação, que se o farão conhecido no mundo inteiro e reconhecido como ídolo para alguns e inimigo publico para outros.

Bob Marley foi operador de empilhadeira na periferia operaria e negra do bronx, para enviar dinheiro para a esposa e mãe, isso um pouco depois de  seu debut no The Wailers, fato esquecido as vezes é que só apos esse período de quase dois anos nos EUA , é que Marley é apresentado ao que transformaria toda a trajetória de sua musica: o movimento rastafári  Tal apresentação tornou a visão politica de Bob sobre a pobreza do povo negro fora da africa em uma temática sempre presente em suas composições. ele era um homem  negro  e pobre, mas havia se sentido na incumbência de propagar a mensagem da não-violência e pacifismo.
Admirador do futebol, descobre em julho de 1977, a partir de uma serie de exames afim de resolver um ferimento no dedão ocorrido durante ua partida de futebol, possuir uma especie de câncer de pele o melanoma maligno., em 1981 the Rastaman nos deixava.
Talvez sua historia de vida, o extrato social de onde veio, as mensagens de suas cançõe tenham contribuido para a fama internacional de Bob  Marley, quem sabe o fato de em plena guerra do vietnan ( o que tempos depois foi revelado lhe rendeu uma investigação pr parte da Cia) , esse jovem negro e caribenho entrar em clubs de classe media na Europa e EUA falando de paz, talvez o fato desse jovem parecer-se com centenas de milhares de outros jovens negros e pobres ao redor do mundo tenha lhe rendido fama e prestigio, ódio e inveja.O certo é que Robert Nesta Marley faria 68 anos, seu legado para a musica e a juventude jamais serão esquecidos, de marchas pela descriminalização da maconha, passando por passeatas contra essa ou aquela guerra, nas periferias do mundo, periferias negras ou não, ainda não conseguimos andar 10 minutos sem esbarrarmos com um jovem vestindo uma camiseta e lá esteja estampado Bob Marley.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

E ai que você tem o telefone dela?

  E ai que você tem o telefone dela?  
  Até uns dois meses atras você poderia ter ligado, agora seria estranho, ela já tem uma outra historia, sabe lá se com um cara ou uma outra garota. Mas sabemos muito bem que essa vontade bate, na mesma constância com que o uísque te assalta o figado e a corrente sanguínea. E sempre será visitado por essa vontade, olha no relógio e pensa consigo, ligarei amanhã, na hora do almoço, no almoço seria conveniente, mas uma centena de razões te fazem desconsiderar. Sabe o que é?  Você vai ligar, dia desses acaba ligando, para desejar feliz aniversario, para dizer que achou algum livro dela e gostaria de devolver, tudo desculpa. Você gostaria de ligar, queria ouvir a voz dela, inventar uma razão boa para se reverem, mas quer saber meu caro, quer mesmo saber? No fundo ainda não ligou, pois tem um medo danado, medo que la esteja tocando a vida dela  feliz sem você, com outra pessoa, sem citação alguma a você ou ao tempo em que estiveram juntos, no fundo não é mais interessante ligar, você sabe disso. 
  Você sabe, tem o numero dela, pensa em ligar, sabe onde ela trabalha, pensa em passar por lá, chamar para uma cerveja, mas dia menos dia, vai acabar se contentando com essa vontade de ligar, pois a mentira de que um dia vão se esbarrar, vai tomar um porte de esperança tão grande que vai engolir seus dias e noites, vai doer quando ouvir alguma musica que faz lembrar, vai se por a chorar quando as três da manhã quando não houver ônibus ou metrô para casa e no centro só restar uma cerveja ou cachaça e cigarros, ai meu nego haja ombro de amigo e conversa fiada em ouvido feminino.
  Com o tempo se aprende a conviver ou a usar como arma, essa dor, essa perda, essa desilusão. 
  E ai que você tem o telefone dela? 
  Ela também provavelmente tem o seu, mas ela não vai lembrar do seu aniversario  não vai te chamar para ver aquela peça de teatro, o novo filme do Selton Melo ou para aquele passeio descomprometido pelo Ibirapuera. E sabe o motivo?  Provavelmente, ela já te esqueceu, não que ela sofra de alguma doença de memoria, mas a razão central é: você supervalorizou. 
  Quer um conselho? Vai lá liga, chama ela para qualquer coisa, dá a hora e o local onde vai espera-la, se ela disser que não vai dar, finja que não entendeu, diga na sequencia estarei lá, te esperando. Se ela não aparecer (coisa que acho muito provável), pelo menos você vai entender uma coisa, não foi nada. Significou só pra você. Então meu amigo, é cachaça, amigos e seguir a vida, ninguém quer do lado alguém digno de pena, então faça um favor a si e entenda: foi bom, durou o que devia durar.
  Apague o numero e siga a sua vida, isso é, com alguma esperança, afinal toda rua tem esquina e a cada esquina um esbarrão pode ser um encontro.
   E ai que você tem o telefone dela?
   

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Dentro de um copo

Um homem veio me falar de futuro e sonhos,
formigas dentro do olho do sol, valsa azul
onde o sorriso do céu gira e beija a solidão.

Certa vez, ele me disse, certa vez eu fui como você,
agora a lua alcança uma outra cidade,
longe onde o verão cegou os sonhos...
Certa vez, eu fui feliz e dancei todas noites por um ano.

Lembre-se meu jovem, ele seguiu dizendo e o acompanhei,
ouvi ainda uma vez seu sorriso e entendi...

Dentro de um copo, no tempo de uma garrafa,
então as borboletas vieram até o o porão,

era verão e dormíamos,
era verão.

Então o velho homem acendeu seu cigarro,
olhou mais uma vez ao redor e chorou.
Ele era apenas lembrança, anjo do passado,
movido a recordação.

Somos uma ideia ele disse,
vaga lembrança de algum menino,
feito nome que nunca ouvimos.

Camila

Feito um dia que apaga os outros dias,
dentro de um comodo escuro e azul,
a vida marcha para um capitulo novo,
mas todos estão tão ocupados.

Lembra quando o passado, fazia questão de ser esquecido?
Pois é, agora eu encontrei um motivo que não se casa a razão,
podeira viver sem isso ate que isso apareceu, ela era tão frágil,
minha dor não é santa, sequer o meu pecado é perdoável.

Então no meu telhado, algumas lembranças
insistem em soletrar um nome, tão igual ao seu.
Tenho evitado pensar, mas meus sonhos tem seu cheiro,

crianças cantam canções de natal ( nada me comove).
Lembra como quando chegava essa época e eu ficava distante?
Agora não precisamos do natal para que fiquemos longe.