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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Matinal

Um pássaro olhou para outo pássaro,
pássaros são virgulas no horizonte.
Dai eles me notaram, me olharam um instante e se foram.

Besteira pássaros não pensam, eu pensei,
besteira ele não voa, pensaram os pássaros a meu respeito.

Então eu andei uma tarde inteira pelo parque,
as folhas traziam um nome que me esqueci,

uma nova pronuncia para um sonho gasto,
mas ela estava tão linda, ouvi  alguém dizer.

Da minha janela as vezes olho o sol se por,
a noite as vezes vejo o céu escurecer, as vezes demora,

dias claros que me trazem o sabor metálico e fatalista
por isso amo o cinza operário
dos becos úmidos da minha cidade

Os pássaros me olharam por um instante,
talvez meu olhar mais cinza que o beco onde buscam restos,

quem sabe um instante ao me olhar rezassem por minha sorte,
pássaros não tem fé, mas sabem voar.
Sua religião é o horizonte, mas quem liga?

A praia vai assistir um beijo,
o casal vai se despedir sem adeus.

Eu apena pensei em ir embora,
mas ao acordar fui ate a janela.

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