Aos comentaristas


Devido uma avalanche de comentarios torpes e não identificados, decidimos que só aceitaremos comentarios devidamente identificados e que não contenham mensagens ofensivas, alias se comentar e se identificar, serão permitidas as ofensas. Quem quer debater, tem que ter coragem de se mostrar para que o debate ou critica seja fdemocratico! Okay cara palida?

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sem tempo para anestesia

Viver é a melhor desculpa para se apaixonar, não se trata de um titulo comum para um livro de auto-ajuda, não se trata de uma frase chave para algum programa de sucesso para maniacos depressivos ou abstêmios inveterados.  É apenas uma daquelas constatações que se chega, depois de um bom tempo, depois de uma grande espera, depois de ser enviado para casa por bartender's e seres da mesma especie onírica, noturna e feminina, munidos dessa boa vontade quase, digo quase senão maternal. 
A ciência moderna se mostra numa eficaz metáfora para como a grande maioria se porta (a grande maioria ,incluso quem aqui escreve). A cultura da aspirina, o analgésico no lugar do remédio, feito a anestesia no lugar da cura, amenizar no lugar de tratar, seguir e apenas seguir, como se a dor não fosse parte da cura, como se o músculo encolhido, não fosse um incentivo para correr certa manhã...
Sabe eu quis não me apaixonar, para depois me apaixonar e no intervalo de não querer e me apaixonar, formar a ideia de como seria minha próxima paixão, desejei uma cantora, com todas as minhas forças, desejei que tivesse olhos claros, um humor masculino, porem inteligentemente feminino, aquele sorriso gostoso de dia ensolarado, a simplicidade de um bom dia, a verdade de um abraço quente, pois é acho que encontrei, pois é acho que fiz algo errado, acho que errado foi o tempo, acho que errado é não viajar no tempo, acho que ingenuidade a minha é estar assim. Mas estou assim agora, fico pensando numa serie de coisas, fico imaginando uma porrada de probabilidades.
Me ponho cabreiro e pensativo, escuto meus discos de sempre, agora a imaginado cantarolando essa ou aquela canção do meu álbum favorito, não por sua predileção pessoal, mas por saber que sua voz é capaz de fazer mais doce o que já me parecia genial. queria sei lá que de alguma maneira esses 23 mil acessos semanais, esses 30 e tantos seguidores, esses amigos que vem aqui dar uma olhada as vezes. Queria que todo mundo soubesse, que desde amigos ate momentos e antigos amores, todos ate agora, em todos só havia sentido em cada um uma canção desse ou daquele álbum dos Beatles, conhecer esse moça foi começar a entender, supor que entenderia no decorrer, os álbuns solo do Lennon. Ouvi-la cantar João Bosco, ouvir com ela clube da esquina, dar as mãos e olhar o céu a noite, sabe essas coisas que se faz apenas e se repara que só podem dar uma dimensão eterna e memorável aos momentos que se presencia para compô-las. Queria que soubessem e tirassem as lições possíveis  eu mesmo ainda não consegui tirar uma lição, mas espero em breve...
Não posso me anestesiar, não posso perder essa etapa, não quero perder essa etapa. Pode ate doer, vi doer, se sangrar ou se não deixar dormir, que venha uma ferida maior, que venham as noites sem sono, estou remando contra as aspirinas, pois o que me cura não é evitar a dor, mas saber que cada salto pode ser um voo ou acidente, ter plena certeza que a vida é uma aposta contra as possibilidades, mesmo que doa, mesmo que sangre ou apodreça, ainda é e continuará sendo a melhor desculpa para se apaixonar.


Nenhum comentário: