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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Você

Quem é você?
Não quero saber seu nome,
quero saber quem é você?!

Adianta dizer que cada janela dessa cidade
até você, não portava razão e eram apenas janelas?

Adiantaria dizer, que cada rua desde aqui até Pequim,
cada rua eram apenas ruas, com nomes de pessoas que ignorava?

Poderia também dizer que a arborização, não me tocava tanto quanto agora,
não sei se sabe, mas quando retorno sozinho para casa,
vejo as copas dos jasmineiros, damas-da noite, cerejeiras e ipês.

Ali em meio as copas que cortejam o céu ao tentar alcança-lo,
me espalho e me torno imenso, me espalho e me torno parte daquilo
dentro da noite imensa e infinita, em cada estrela,
cada estrela, que não adiantaria dizer,
mas direi, tem mais sentido agora.

Afinal quem é você?
Não quero saber seu nome...
Quero saber seu endereço,
saber se possui CPF ou CNPJ,
se aos sábados vai a sinagoga
ou aos domingos é missa ou culto?

Quem é você afinal?
Costuma beber socialmente
ou estava apenas acompanhando alguém?

Já teve algum amor?
Já ficou uma ou mais noites sem dormir?

A agonia da ansiedade já sufocou seu peito?

Não sei seu nome, não quero saber.
Em noites como essas o universo se senta ao meu lado
diante da imensidão me perguntam a vida e o tempo,
nada respondo e apenas respiro...

Eu poderia ter te perguntado,
poderia ter pedido seu telefone
ter por exemplo tomado ciência se por um caso
quando o ônibus que tomo todas as noites de volta para casa,
ao passar pela rua Araguaia, na altura do edifício papillon,
quando meus olhos se levantam
para espiar mulher pelada em alguma janela
ou apenas por habito,
se você mora ali,
se você é a mulher pelada que eu desejo ver...

Não adiantaria dizer, mas me suponho dizendo:
Escuta moça, escuta aqui...

Voz falhando,
peito acelerado
e a boca seca pela ausência de coragem.

Quem é você?
não quero saber muito,
para tanto
apenas o bastante
para fazer seu mapa astral.

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