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domingo, 19 de agosto de 2012

No peito que se quer ignorar por tanta dor

Enquanto existem estatísticas que provam,
comprovarei com meu figado...

Sem uma casa real para acalmar os delírios
meus pés seguem pois caminhar a noite é pouco...

Em um primeiro momento, apenas olhar,
apenas assobiar pelos lugares mais sujos,
e recordo agora, era para ser fácil,
mas não tem sido.

Mãos nos bolsos, no bolso um guardanapo,
na cabeça um milhão de terminações nervosas e em conflito
arvores não são como prédios,
no quarto andar eu deitei e dormi.

Onde estou ou como estou
- (não fazem mais parte do meu ser) -

No espelho tento me evitar
Já não quero mais saber...

Em uma semana, estarei a espera de outra semana
e não sei mais nada, apenas vou tomar do meu copo,

na mesa onde sobra um lugar e a bebida parece pouca,
onde a rua me chama e o vapor me convida feito abraço.

Na mesa ao lado, ao lado da mesa uma conversa
os olhares se acusam e se afiam, denunciando o ato.

Pagarei minha conta
pegarei minha bolsa

Apostei alto demais
e é triste ver correr a hora
no caminho que percorri

Tantas escadas subimos juntos
e agora cada degrau ecoa
o som solitário de meus passos

Estar só é ver o tempo
empurrar a faca cega dos excessos

No peito que se quer ignorar por tanta dor...

Um comentário:

Delira disse...

Mas o amor por si mesmo é um romance interminável, dizia Wilde.