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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Na rua por mais poesia!

Sim, eu ouvi uma antiga oração,
no deserto o fiel ora ao céu
de meu quarto apenas a visão do horizonte

Os galhos do jasmineiro secarão
é tempo de renascer e um novo caminho adiante chama!

A velha canção agora ecoa com novos tons
por fim o final se revelou em nova etapa

Não vê que o vento anuncia ao espalhar esse perfume
que a porta sempre aberta agora aguarda visita
- (a porta sempre aberta já gasta e cansada de esperar) -

E o tempo entoa uma esperança
que o vento espalha feito perfume

No deserto o fiel  olha as estrelas,
saber do céu é como orar, seu gesto ensina.

Apenas viver, apenas olhar, apenas passar,
tenho em mim a dimensão de quem amei
tenho em mim a dimensão de por onde estive

O jasmineiro e seus galhos secam
o perfume que a rua envolve
tem agora os passos de uma lembrança feliz

Dentro de mim e ao meu redor apenas isso
ao meu redor e lá no fundo estou só
comigo e a solidão e as alamedas
de um bairro que envelhece em cada esquina

No céu cada estrela feito uma prece tecem,
o descortinar diante de meus olhos que do tempo se recolhem
no exercício poético de imaginar e lembrar

Por isso eu amo - responde a margarida
Por isso eu canto - responde o poeta

Já não existem mais paredes ou muros
nem quarto que nos guarde seguros e no escuro

A luz da noite sai e nos convida
é que na canção já se escuta:

Na rua
tem mais poesia.

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