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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Abc ( poesia que ocorre)

Tenho dito coisas
tenho perdido contato

Enquanto isso a nave
enquanto isso o espaço

Lá fora faz frio
aqui dentro é frágil

E o poema é delicado
simétrico, aeróbico
revolucionário e inquieto
delicado, delicado
quando não é épico

A musa é uma esquina
onde bares, pares ou padarias
tem seu turno encerrado

Não quero saber mais
tenho tomado conhecimento de certos fatos

E para tanto tenho comigo suas dores
já não me gastam mais esquinas, meninas ou seus amores
a vida é apenas poesia e as pessoas são refletores

Tenho tomado cachaça
e tenho fumado nicotina

cigarros, cigarros e cigarros
o vento seca o olho e 
o olhar por trás da retina

Com lirismo um critico me pergunta
qual a razão da poesia?

Eu inflo o peito de mentiras e respondo em prantos:
de todas, as mais cretinas...

Tenho dito coisas
e ignorado os resultados

O poeta sorri
sorriso decassílabo
de verso improvisado!

que importa agora
se a métrica
é uma cidade
ou um verso decorado

A verdade é pouca
a cidade é louca
a menina foi embora
e deixou comigo a sua roupa

Adiantou acender cigarro?
Adiantou beber uns bons tragos?
Adiantou algo?

Não sei
mas em cada dose
fui valente
em cada amor o mais fraco
exatamente por essas razões
exatamente por cantar canções

Não como essas que querem cuspir na cidade
saliva de ferro e alcatrão
descortinando em  enxofre e refrão
cada silaba que palpita dentro do coração

Vê agora esse mapa de minha atenção,
todo o resto foi desilusão!

Cantarei um verso é certo
não sei se rima rara ou fácil
mas cantarei uma poesia
e que seja ao menos um pressagio...

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