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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Me mandaram dizer:


Meu amigo mandou dizer
que só não diz quem é pra você
porque sou tímido

Disse também para dizer por ele
pra você que ele não diz que é bonito
pois sou um cara modesto.

domingo, 26 de agosto de 2012

Novamente o luto

Tarde de sol
brisa gelada

Parque sem cor
inverno partindo

as folhas no chão
as mãos separadas

Calado e mãos no bolso
olhando o céu

Mas o céu não sabe mais nada
poesia sem cor

Sem sentido algum
apenas palavras.

Mil sóis

Passos de mil sóis guardados em uma recordação
Mantra que só quer se parecer com a palavra amor

Então as pessoas estão novamente cuidando de suas vidas
elas parecem felizes diante da televisão assistem seus sorrisos
presentem suas dores futuras e desnecessárias

Não existe cura para a doença que você procurou
apenas olhe para o céu dessa noite e lembre dessas palavras

Somos uma estrela, somos uma pergunta
e agora não há mais sorrisos

Eu queria compor uma canção triste
                              (mas estou feliz)

Eu queria escrever que chorei, eu chorei realmente
mas agora são apenas recordações, pois agora estou feliz
e não sei cantar uma canção feliz.

O destino descortina uma serie de novas perguntas
eu apenas quero entende-las de maneira correta
para correr para aquele caminho
para deitar em minha liberdade

As vezes é assim
não é somente ser

As vezes é apenas quando acontece
e dessa vez estou feliz

Queria cantar uma canção alegre
preciso aprender a descrever a alegria.

sábado, 25 de agosto de 2012

Assobio

Assim ele foi ver e gostou
fez então de seu peito avenida
e uma antiga banda passou
como com ela ali e suas canções ele ouviu

Nada mudaria e nada ocorreu
assim pelos cantos ele enfim cantou
no luminoso espelho de seu olhar
na maré confortante daquele riso

Nada mudou mas também nada ocorreu
Numa cidade maior, pelo exercício de imaginar,
o sonho aprendeu a ser real

A vida olhou  o sol e então esboçou sorrir
Mas o peito já feito avenida na estampa do dia
vibrou junto da banda e supôs a banda
e junto da banda o tempo que não quis passar

E a noite enorme como uma fanfarra,
a vida se mostrou plena feito canção
pois a tarde chegou cedinho feito assobio.

Sendo paz se mostrou luz
e é tanta luz que nem se pode ver
ao fixar o olhar

Assim ele foi lá
foi ver e gostou
olhos que sorriem
sorriso onde se fixa o olhar

luminoso espelho do seu olhar
maré intensa de seu sorriso

Tem mais poesia agora
muito mais poesia
quando o dia é assim
feito tarde e assobio.

A cidade espera
a vida aguarda

Na praça um nome
e pra reza essa graça.

A cidade é um corpo o poema é um peito
feito avenida onde a vida é banda e a banda passa.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

MDMA

Dentro de uma semana estarei a espera de outra semana
e quem disse que o céu é o quintal das estrelas
certamente esqueceu de dizer a brisa leve que soprou 
e o que sobrou depois...

Tenho que correr e então eles escreveram sobre nós
eu apenas sorria, eles queriam descrever meu sorriso

Meu espirito não corre conforme a pena
e é uma pena pois eu ando tão cansado

Pintei um muro com as folhas da laranjeira
sequer a primavera elogiou ao musco que veio aplaudir

Eu vivo pouco bem pouco
coisa de quem quase não ri

Mas a vida não é pouca
e é feito gargalhada

Repleta de vozes roucas
cada rua é uma guinada

Dentro de uma semana
estarei a espera da próxima semana

E se não der já  foi o bastante
te ver na rua e passear 

Eu assim: cachecol, óculos escuros
e você: chapéu de chuva e vestido floral, 
pois somos elegantes.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Você

Quem é você?
Não quero saber seu nome,
quero saber quem é você?!

Adianta dizer que cada janela dessa cidade
até você, não portava razão e eram apenas janelas?

Adiantaria dizer, que cada rua desde aqui até Pequim,
cada rua eram apenas ruas, com nomes de pessoas que ignorava?

Poderia também dizer que a arborização, não me tocava tanto quanto agora,
não sei se sabe, mas quando retorno sozinho para casa,
vejo as copas dos jasmineiros, damas-da noite, cerejeiras e ipês.

Ali em meio as copas que cortejam o céu ao tentar alcança-lo,
me espalho e me torno imenso, me espalho e me torno parte daquilo
dentro da noite imensa e infinita, em cada estrela,
cada estrela, que não adiantaria dizer,
mas direi, tem mais sentido agora.

Afinal quem é você?
Não quero saber seu nome...
Quero saber seu endereço,
saber se possui CPF ou CNPJ,
se aos sábados vai a sinagoga
ou aos domingos é missa ou culto?

Quem é você afinal?
Costuma beber socialmente
ou estava apenas acompanhando alguém?

Já teve algum amor?
Já ficou uma ou mais noites sem dormir?

A agonia da ansiedade já sufocou seu peito?

Não sei seu nome, não quero saber.
Em noites como essas o universo se senta ao meu lado
diante da imensidão me perguntam a vida e o tempo,
nada respondo e apenas respiro...

Eu poderia ter te perguntado,
poderia ter pedido seu telefone
ter por exemplo tomado ciência se por um caso
quando o ônibus que tomo todas as noites de volta para casa,
ao passar pela rua Araguaia, na altura do edifício papillon,
quando meus olhos se levantam
para espiar mulher pelada em alguma janela
ou apenas por habito,
se você mora ali,
se você é a mulher pelada que eu desejo ver...

Não adiantaria dizer, mas me suponho dizendo:
Escuta moça, escuta aqui...

Voz falhando,
peito acelerado
e a boca seca pela ausência de coragem.

Quem é você?
não quero saber muito,
para tanto
apenas o bastante
para fazer seu mapa astral.

Abc ( poesia que ocorre)

Tenho dito coisas
tenho perdido contato

Enquanto isso a nave
enquanto isso o espaço

Lá fora faz frio
aqui dentro é frágil

E o poema é delicado
simétrico, aeróbico
revolucionário e inquieto
delicado, delicado
quando não é épico

A musa é uma esquina
onde bares, pares ou padarias
tem seu turno encerrado

Não quero saber mais
tenho tomado conhecimento de certos fatos

E para tanto tenho comigo suas dores
já não me gastam mais esquinas, meninas ou seus amores
a vida é apenas poesia e as pessoas são refletores

Tenho tomado cachaça
e tenho fumado nicotina

cigarros, cigarros e cigarros
o vento seca o olho e 
o olhar por trás da retina

Com lirismo um critico me pergunta
qual a razão da poesia?

Eu inflo o peito de mentiras e respondo em prantos:
de todas, as mais cretinas...

Tenho dito coisas
e ignorado os resultados

O poeta sorri
sorriso decassílabo
de verso improvisado!

que importa agora
se a métrica
é uma cidade
ou um verso decorado

A verdade é pouca
a cidade é louca
a menina foi embora
e deixou comigo a sua roupa

Adiantou acender cigarro?
Adiantou beber uns bons tragos?
Adiantou algo?

Não sei
mas em cada dose
fui valente
em cada amor o mais fraco
exatamente por essas razões
exatamente por cantar canções

Não como essas que querem cuspir na cidade
saliva de ferro e alcatrão
descortinando em  enxofre e refrão
cada silaba que palpita dentro do coração

Vê agora esse mapa de minha atenção,
todo o resto foi desilusão!

Cantarei um verso é certo
não sei se rima rara ou fácil
mas cantarei uma poesia
e que seja ao menos um pressagio...

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

1 triz

Ser feliz?
                                                      Não entendo
                                        mas penso
que 
                                                                    pode ser
                   mas só 
se for 
                                                                                         por 
                                                                                 1 
triz

Carta aos meus leitores e quem mais interessar

Poeta nacional ninguém valoriza, quer dizer tenho que me fuder ate a morte pra depois batizarem ruas ou uma cidade com meu nome? Vender feito água e ser citado em mesas de bar, ser citado em vestibulares, só depois de morto? Garotinhas falarão que eu as entendia e todo esse tralalá que se ouve hoje em dia... Quero dizer ainda em vida, caso depois de morto me torne celebre, qualquer frase divulgada como minha em redes sociais ou qualquer invencionice futura, saibam mesmo sendo minha não conta com a minha aprovação e nunca contará!

Ps: me paguem cervejas e pinga com limão, no futuro ao menos se eu ficar celebre poderão dizer paguei uma cerveja ou uma pinga com limão pro poeta fulano de tal...

PS1: Donos de bares não me deixem pagar a conta, no futuro caso eu fique celebre, vocês poderão colocar minhas contas num quadro e expor para que seus clientes possam vir ver, em criticas de jornal ou revistas, poderão dizer que em vida bebi muito em seu nobre estabelecimento comercial.

PS2: Moças vocês podem demonstrar todo o afeto e a maneira como eu supostamente as entendo e que só apos minha morte, vocês revelarão, prometo também não revelarei seus nomes. Inclusive poderão até descolar alguma grana escrevendo biografias não autorizadas onde aparecerão como figuras centrais, cada uma respectivamente!

PS3: Gostaria muito de não ser homenageado com coisas do tipo nome de praça em Mauá, Rua em Ribeirão Pires ou Rio Grande da Serra. Uma placa em um bar ou um feriado no ano já esta de bom tamanho.

PS4: para desgosto da previdência social e de invejosos, sevandijas e outros calhamajorcas, pretendo viver bastante ainda. Por isso minha gente, que isso sirva apenas de precaução!

                                                                                                             Ass: Youssef Igor       

Cerejeira em flor

Cerejeira em flor
desfolha o dia na esteira do tempo
que no turno escorre

A tua flor é quase folha
cheiro noturno onde
cada estrela nasce e morre

Não tenho como dizer seu nome
letras grandes ou pequenas
que não aplacam o desejo ou a fome

Pois se são castanho claro é bem claro que são furta-cor
e diante do céu mais aberto quase verdes
é tão claro cerejeira, verdes como no outono é a tua flor

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Na rua por mais poesia!

Sim, eu ouvi uma antiga oração,
no deserto o fiel ora ao céu
de meu quarto apenas a visão do horizonte

Os galhos do jasmineiro secarão
é tempo de renascer e um novo caminho adiante chama!

A velha canção agora ecoa com novos tons
por fim o final se revelou em nova etapa

Não vê que o vento anuncia ao espalhar esse perfume
que a porta sempre aberta agora aguarda visita
- (a porta sempre aberta já gasta e cansada de esperar) -

E o tempo entoa uma esperança
que o vento espalha feito perfume

No deserto o fiel  olha as estrelas,
saber do céu é como orar, seu gesto ensina.

Apenas viver, apenas olhar, apenas passar,
tenho em mim a dimensão de quem amei
tenho em mim a dimensão de por onde estive

O jasmineiro e seus galhos secam
o perfume que a rua envolve
tem agora os passos de uma lembrança feliz

Dentro de mim e ao meu redor apenas isso
ao meu redor e lá no fundo estou só
comigo e a solidão e as alamedas
de um bairro que envelhece em cada esquina

No céu cada estrela feito uma prece tecem,
o descortinar diante de meus olhos que do tempo se recolhem
no exercício poético de imaginar e lembrar

Por isso eu amo - responde a margarida
Por isso eu canto - responde o poeta

Já não existem mais paredes ou muros
nem quarto que nos guarde seguros e no escuro

A luz da noite sai e nos convida
é que na canção já se escuta:

Na rua
tem mais poesia.

domingo, 19 de agosto de 2012

No peito que se quer ignorar por tanta dor

Enquanto existem estatísticas que provam,
comprovarei com meu figado...

Sem uma casa real para acalmar os delírios
meus pés seguem pois caminhar a noite é pouco...

Em um primeiro momento, apenas olhar,
apenas assobiar pelos lugares mais sujos,
e recordo agora, era para ser fácil,
mas não tem sido.

Mãos nos bolsos, no bolso um guardanapo,
na cabeça um milhão de terminações nervosas e em conflito
arvores não são como prédios,
no quarto andar eu deitei e dormi.

Onde estou ou como estou
- (não fazem mais parte do meu ser) -

No espelho tento me evitar
Já não quero mais saber...

Em uma semana, estarei a espera de outra semana
e não sei mais nada, apenas vou tomar do meu copo,

na mesa onde sobra um lugar e a bebida parece pouca,
onde a rua me chama e o vapor me convida feito abraço.

Na mesa ao lado, ao lado da mesa uma conversa
os olhares se acusam e se afiam, denunciando o ato.

Pagarei minha conta
pegarei minha bolsa

Apostei alto demais
e é triste ver correr a hora
no caminho que percorri

Tantas escadas subimos juntos
e agora cada degrau ecoa
o som solitário de meus passos

Estar só é ver o tempo
empurrar a faca cega dos excessos

No peito que se quer ignorar por tanta dor...

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Saudade daquele personagem que você interpretava.

Entre vitrines e luzes
as cores e a cidade

todos os perfumes
apenas o seu me faz acordar 
e olhar o teto duas horas sem piscar

E eu acho que não quero mais você
mas como eu estaria se ainda houvesse você aqui?

Hoje me coloquei assim a perguntar
e cada riso ou angustia, 
saiba foi uma resposta que deduzi.

E se você estivesse aqui
e se essa também é a sua pergunta? - Ja não sei mais...

Enquanto olho para o teto do meu quarto
as possibilidades de uma manhã qualquer
anuladas pela sua recusa e a recordação
feito punhal esfaqueando o sol lá fora...

Então me diga em francês
cante algum sucesso realmente duradouro...

O amor tirou ferias
e a alegria entrou em greve essa manhã

Sem margaridas ou sua cor favorita, sem anéis de prata ou ouro 
apenas os passeios medíocres ocupam seus finais de semana...

Desenho seu rosto nos muros onde passamos
te deixo bilhetes em qualquer mesa onde bebo e choro...

 Foi tão pequeno e eu não notei a importância
(durou tanto e eu pensei que fosse eterno)
para sempre, sempre foi uma mentira convincente.

Adeus alegrias vividas,
recordar é sofrer, quando o presente ainda remoí
as sobras do passado em ideias tão angustiantes
e então me pergunto: 
Será que essa é também a sua pergunta?

Ela nunca mais me viu...
Ela não sabe como estou,
será que sabe de mim por outros
ou anda por ai querendo saber?

E olha que eu até fui feliz, hoje já não sei.
Mas é que agora o dia corre quente e morno
feito um vestígio de quando havia ela aqui ainda.

Enquanto guardam a praça, faço farra na rua
mas então não sei, não sei mais...

Nunca mais soube de você e
então como vai ? 

Então não tristeza ou ressentimento por tanto amor guardado
é apenas a solidão por não ter alguém do meu lado
mas cada dia mais entendo só eu estive todo o tempo do meu lado.

então espero que guardem a praça
façam ronda e até aplaudam

Afinal essa manhã eu olhei duas horas para o teto
e quer saber não foi sobre você

Não sei mais se foi sobre você
acho que foi mais sobre agora

Realmente nunca houve você
e o que existiu foi apenas aquele personagem
que eu gostava tanto

Tenho saudades daquela sua atuação
era a minha predileta e para ela compus essa canção.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Salvem

Num espelho onde se olha
 a vida que passa ou o vapor da chuva que molha

Nada é livre como uma janela
tudo observa sóbrio e triste

Feito a porta
quando a vida é uma triste opera.

Veja

Onde esta minha cabeça?
Ou qualquer fantasma que transpareça

a loucura ou mesmo a ilusão de uma visão
uma cor ou apenas abstração

O todo que existe
ou o que quer que seja

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Verso branco ( canção branda )

Tem tanto verso
no universo de uma folha em branco

eu apenas canto
                        eu apenas tango

Tem tanta poesia
que não basta apenas a vida

Agora é também a rua
                                    a lua e a Cecilia
( olha que nem sei quem é Cecilia )

Ele cansou

Tem tanto céu e tanto mar
e haja estrela para olhar e pensar...

Se ele ainda é meu já nem sei
se algum dia foi ou pensei fosse
quem me dera saber...

Dia desses ou outro qualquer
ainda me jogo e num esbarrão
é beijo e é suspiro, não tem como escapar
e se ja sonhou comigo, bem junto vai sonhar

E é tanto céu, tanto mar, tanta estrela e aquele olhar
quem dera houvesse uma palavra, quando dita,
e quando dita assim, por você e também por mim

Mas já bastou a cena, o elevador, a escada e o fim
assim sem receio já desde o inicio tin-tin por tin-tin

Como dizendo o que sente por mim
e foram tantas coisas ditas, tantas poesias
e tantas canções, impossível é não cogitar
algo que possa anular seu não.

E ele já não canta, de tão cansado sequer sonha
com a mulher que a sua sanha sacie e de si ou entre escombros
se ponha a depor de suas noites mais insalubres
em becos, salas, quartos ou porta-volumes

Agora que eu sonho
ele já cansou de sonhar
o que agora sonho e chamo de amor...




Supõe que a musa escrevesse ao poeta

Doeu um pouco perceber,
machucou um pouco descobrir.

Não somos folhas de papel,
não poderemos seguir com o vento.

E ele estava tão quieto e calado,
apenas me olhou, do seu lado da sala. Apenas olhou

sorriu um tanto nervoso e abaixou os olhos
apenas isso e as janelas iluminando ali
não foram o bastante para desanuviar seu olhar

Mãos nos bolsos, ele vai seguir...
Olhando o chão e é apenas caminhar...

Para o prato já não basta a fome
e nem foi necessária outra miséria,
as antigas já bastaram para cansar
aquele sorriso, que em seu rosto desfiz.

Seu rosto cor do sol, já assim pálido
feito uma haste onde não há bandeira

Quem dera eu fosse a primeira
quem dera eu fosse a derradeira

Mas já não há mais paz
e nem porto ou praia

O seu caminho tem um nome é não é o meu
resta saber qual o nome dessa palavra...

supõe que sejam só minhas
todas as suas poesias

E já não mais
sequer fala comigo

Quando eu digo oi
sequer é comigo o que já se foi

Supõe que sejam só minhas
todas as suas suas poesias...

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Qualquer dia desses

Qualquer dia desses
(eu já me prometi)

pode ser tarde da noite
e pode as vezes nem ser

Eu apareço ai pra perguntar:

O que você acha das coisas escrevi
(para você)

E não tem mais jeito
haja coragem e aqui impera o medo

A insegurança mais pueril
e os truques mais inocentes

Sem problemas eu sei que dia menos dia vou saber
o que diabos pensa das coisas que escrevo pra você.

E se teu mês é agosto
e se teu signo é virgem
se teu dia é 25...

Teu gosto, teu rosto, os jornais
a vida como um copo de café
as noticias do mundo não importam
pois você mulher
é tudo...

Tudo bem
tudo bem
tem pressa não

E é outro acrostico que vou compor
mais cem estrofes e outra canção

Então, certinho sim?
Qualquer dia eu desatino

( reze por mim)

E pode ter certeza
não vai ser engraçado

se o destino sentar praça em me coroar
pelos versos que eu te escrevi embriagado

os mesmo que um dia quero perguntar:

moça o que você acha
dos poemas que te escrevi?

Sim, dias desses, qualquer dia
eu ponho pé antes da poesia e vou ai te perguntar
o que acha dos versos sobre você
e que não canso de cantar...

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Estrelas

Por esse turno as estrelas
quietas indagações do mundo
iluminando dentro da noite
caladas e altas demais
apenas são estrelas.

Nada perguntam
apenas o olhar que as admira
apenas esse olhar que a cidade ignora
e nas estrelas busca a cidade
apenas esse olhar é quem pergunta
mas estrelas nada sabem

Elas apenas brilham
não cantam e não gritam
são apenas estrelas
a natureza das estrelas
é tão somente isso
e apenas a isso elas cabem

Um verso a mais sobre as estrelas
e elas não vão agradecer
pois estrelas não agradecem

Somente um verso sobre estrelas
e esse poderia ter sido um verso de amor
mas estrelas não amam
queria o amor ser uma estrela
mas é apenas amor
assim como estrelas são apenas estrelas.

Uma coisa na verdade
é apenas uma metáfora para o que ela é
faria pouco sentido ou sentido algum
falar de estrelas para dizer sobre a cidade
falar de amor e só conhecer essa saudade.

Dream is over

Ela olhou para o muro
não viu sequer uma frase

Na arvore havia seu nome
seu nome e de alguém

Já não existe alguém
e então acabou...

Amor... Amor!
Cade por fim o amor?

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

De repente Haikai IV

Eu vou escrever um verso
tomem nota da minha composição

é simples e bem pequena
não é poesia é abstração

Escrita no escuro e no vazio
sobre um verso ou uma canção.

Seus olhos

Qualquer coisa é muito pouco
e de tão pouco é quase nada

Pergunta que é canção
mar que é noite enluarada

Tudo pode ser ilusão
ou simplesmente os olhos da mulher amada

As jovens mulheres...

A beleza da mulher jovem, essa primeira ilha do arquipélago que é a mulher. Tanto foi dito sobre elas, o encanto em um momento e no outro a culpa ao deseja-las. eu anda não provei a culpa, dizem alguns sábios abalizados, aperitivados e conhecidos, que essa culpa por costume ocorre por volta da meia idade. 
A mulher jovem é um tipo sempre interessante, numa festa é a luz, no bar o assunto e durante o expediente mais causticante ela é o que faz valer existir por agora. Quando esse é o assunto, existem sepre os mais pudicos, recatados ao falar dos atributos da mulher mais jovem, aquelas que quando riem, escondem o sorriso com a mão, se constrangendo pela própria gargalhada ou de outros, elas costumam corar diante de alguma coisa cômica que se deixa escapar. Não, não tenho predileções absurdas, quero apenas, pés lindos e mimosos, quero também o frescor próprio da juventude estendido no corpo de mulher.
Sabe o que é? Me irrita um pouco a falta de folego na minha geração, eu quero beber até as 8:00 da manhã de um domingo com uma garota que ache isso uma novidade, ir ao cinema assistir filmes europeus, indicar as primeiras grandes leituras, ver pelos olhos de quem vê pela primeira vez, lugares  onde ja cansei de ir. 
Gosto de ver a mulher, não por nascer, mas esboçando suas primeiras neuroses femininas, os primeiros raios de encantamento com o mundo. Essa ciência imprecisa e lunar, cujo bastião é confundir, por tanta liberdade que se anseia, por tanto mundo que se quer devorar  ou conquistar. 
Por isso me encanta a mulher jovem, na porta da festa, maquiagem forte, batom vermelho, unhas em cores fortes e a meia arrastão arrematada quase sempre por uma melissa ( como eu peco em observar o peito do pé dessas moças, tentando assim adivinhar seus mais íntimos lugares e segredos). Pois enquanto ela espera na porta da festa, ali mesmo na calçada, cigarro mentolado em mãos, não é a indecisão o fator que me atrai, mas essa meninice de andar em bandos, os mesmos gostos, gírias e jeito. Suas roupas, seu tom de voz, o cigarro de sabor, pois os pais não podem desconfiar que fuma. O corpo esguio e liso, a suavidade que é exigida ao se cuidar delas deve ser copiosa, para não se gastar ou aborrecer a maciez de seus carinhos e imaginário. Há quem diga que é esse o auge da mulher, discordo! A mulher é o auge da humanidade, todo o resto são apenas predileções do momento. D'us como eu amo ver passar a mulher jovem, que ainda carrega no olhar a malicia de certas debutantes.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Circo

Todo o amor do mundo
todo o meu amor

Todo o amor do mundo
é todo o meu amor

Ajudei a anular,
olhe como construí a barragem
capaz de te deter de mim...
Sim eu me reconstruí assim.

Não existe mais, todo o amor do mundo,
todo o meu amor e sequer o que é meu ou o mundo.

Sequer o que é meu e sequer o que é o mundo.
Ninguém quis ouvir minha pequena historia?

E tudo se perdeu na ausência
como um fiel cuja fé titubeia blasfêmias

Montei um circo de absurdos
que me fizeram de lona

A trupe de agonias me fez em picadeiro
o espetáculo cinza do final do todo...

As luzes do meu terno mais noturno apagadas ao notar
o pouco caso do céu comigo e então eu decidi...

Voltar de onde vim
me recolher ao sono

Mas e se eu não mais sonhar?
Crianças vagam como mostrando o que já não sou...

A alegria para o desgraçado
é festa que não o convidaram

Pois doí saber cada sorriso
como se cada gargalhada pudesse ser sua

A triste piada do passado
debochando dos planos que se fez

É a lona que reveste a carne
é a carne que quer ser refletor

Ser homem bala e mulher barbada
ser jogos de luz e espelho ou apenas o domador

Sem praça para passear
sem inverno quente ou paradeiro

Que estampa a vida com cirandas e canções
que tinge o nariz da lembrança em vermelho

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Sem Esperanças Mesmo

O tempo corroí o mecanismo dos dias
basta olhar e constatar, a vida se esvai num sopro.

Pouco para o pão
bem pouco para a vida

A solução é pequena
e o problema titânico

As filas crescem
e as crianças choram ainda

Nada vai mudar
ninguém pode escutar

Besteira é sonhar
Besteira é amar

Mas eu sigo amando
Mas eu sigo sonhando

Mesmo com o pão escasso
Mesmo com a vida ao acaso

E esse é o meu caso
essa paixão louca e impura

Que se despe e se esfrega
em cada panfleto grita na rua

Por isso eu luto
pois ainda sonho
e ainda amo e sei
o que perderei por assim amar...

Verso da saudade

Em um retrato qualquer
 a margem do tempo ou na esquina das coisas
compacta substancia explode e se ergue

Nada é como nada
sem essa de igualdade
se é para nivelar que seja integração

Sou nada quando o nada observo
e assim todas as coisas em mim são as coisas que vejo

Não como as coisas são
sou como as vejo e ao vê-las como as transformo

Fardão de tantas cores
minha medalha é recordar uma canção

Ela atravessa a rua e se vai
parte dela fica aqui e outra apenas parte

Enquanto o tempo segue
sinto em dizer mas esse verso é sobre saudade.

domingo, 5 de agosto de 2012

John Dillinger

O principal capanga de Al Capone, foi assassinado saindo do cinema, não estava sozinho. Mataram também a moça que o '' acompanhava''. Um detalhe interessante, quem denunciou o local onde ele estaria, foi uma outra namorada dele, cansada de sentir tanto ciume.
Essa historia poderia ter alguma moral no final, esse texto deveria ter alguma moral da historia e a moral da historia é:
Tirem suas próprias conclusões sobre o amor.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Quadrado Azul ( canção para você me esquecer )

Como uma antiga embarcação,
onde se pode estar ao dizer adeus

Assim meus pequenos pensamentos
se agigantaram dentro da embarcação,
costumo chamar por sua volta
mas o oceano onde o procuro é um sentimento...

Em um toque ou acorde,
uma canção surge então e
é o marulho dessa estação

Uma garota  que poderia me deixar feliz,
mas essa garota apenas me deixou...

Ela é linda como a vida e quase tão unica quanto o amor,
ela é o meu amor.

E muitos se perguntam pela minha loucura
e eu apenas sei esconder essa triste historia.

Eu vivi com essa dor
e me pergunto agora se vivi para essa dor?

E seria tão tocante e sensível se eu disser que chorei,
mas então não posso omitir as vezes que eu também a feri.

Ela que é linda como primeiro dia de verão
e tem mais luz que uma centena de vitrines no natal...

Eu falo baixo,
ando pelos cantos,
quase não sou tripulação
e enquanto a alegria não me notar
sem ela eu vou ficar assim
tanto melhor quase calar
se para onde eu for
ela não estará lá.

Como se o farol fosse apenas uma luz
querendo me iludir,
não ter alguém é sempre partir...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Refração

Retraída ela avança
se contrai e então sorri

Não tem verso fora da métrica
não tem poeta fora de mim

A onda bate e retorna
como quem dá com a cara no muro
por evitar a porta

Distraído eu vou seguindo
pois amanhã é sempre um caminho.

Parideira ( verso da dor sem ritmo)

Se os dias com a vida se vão
e a sorte é apenas uma noite apenas

Espero aprender a tempo que abrir os olhos
é parte do nascer do sol e assim conviver com isso

Quando se volta para casa em um dia como esse
mãos nos bolsos entre os cigarros e as canções na cabeça

Nenhum carro vai dar carona e o ultimo ônibus passou
ninguém pode entender a natureza dessa maneira

Como fossemos moedas esquecidas
e o menosprezo não nos quisesse com sorte

Eu apenas olhei para a noite e dentro dela andei
uma criança me sorriu e acenou
eu apenas entendi que isso significava sorte

em minhas mãos apenas a escuridão vazia de uma quarta-feira
mas lá no fundo uma esperança maior acende e sorri

Pois recordar é um parto
e os pratos postos a mesa

Não seria uma conclusão
mas é uma completa certeza.

Verso triste

O vazio discursou horas a fio
e nos embalou em sua caudalosa
sopa de intenções e medos que freiam

Eu não posso seguir dentro de um lugar assim
quando estar é pior que ser meu espirito grita apenas...

Estrelas cortam o céu de agosto
cortaram também o céu de julho
mas só agora eu consegui observa-las

Sem surpresas ou  alardes, eu apenas estava vivo,
eu apenas notei que estava vivo agora...

Minha dor é como um nó atado ao cotidiano
e assim só agora eu vi que o antidoto é o luar...

Respirar ainda é o melhor esporte a se praticar
viver é ainda melhor que correr e estava perdendo isso

Enquanto chovia
Enquanto o sol era uma lembrança
a segunda-feira é uma realidade
todos os sábados são uma coleção de ilusões.

Então se o vazio me diz horas a fio
o que não posso te dizer em uma mesa

Sei o que calar e é uma triste verdade
entender que o amor cedeu a amizade

eu apenas quero cantar
mas nada parece valer essa saudade.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Tua rua

Minhas ondas ecoando dentro de uma bolha sequencial
e as ideias rolam feito uma antiga fragrância do humor

Nada é agora como era antes
e antes disso é muito antes mesmo para se recordar...

Lembro um pouco e somos vultos
um tempo antes do nada
um intervalo bem anterior a criação do mundo.

E a vida quer sorrir feito um chapéu que o vento leva
mas essa noite nos trouxe enfim
o que adiamos em outras aventuras até o fim.

Ponho meu casaco inglês
falo com os meus botões

Acendo meu cigarro
enquanto o peito quer uma nova constelação

E o espirito das coisas
humaniza um pouco a minha busca

Sem o céu sequer haveria procura
e eu nunca soube dizer o nome da tua rua...