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terça-feira, 31 de julho de 2012

Por fim é assim? Pois é...

Meus pés não sabem dizer meu nome,
pouco me importo com isso se o caminho
tem o desenho de outro nome qualquer

Toda garrafa é uma garrafa
que aos tragos se acaba

A hora se desfaz na fumaça
que embala e grita e logo cala

Meus olhos não conseguem dizer nada
mas pouco importa se adiante e
em mim há sempre uma porta ou uma escada

Se meus caminho quer por mim dizer
que me diga enquanto eu sigo

A paz em aprender
vai me tornar o seu melhor abrigo.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Baixo Augusta

Volte para casa sozinho
no meio de uma noite apenas retorne

junto de sua solidão um jardim floresce
tudo sempre florescerá um dia...

Estirado na estrada
pois o caminho erra em passos

enquanto a noite baixa no baixo augusta
as vozes ecoando com solidão e angustia
ser somente um e não querer só se pertencer

Não é mais um jogo e eu antevejo agora
que o minuto acende o pavio e anuncia a hora

Feito em brasa o dedo que quer descortinar o fio da noite
a noite que só quer acender o fogo que a garoa não dissipa

assim se reaprende o canto com a vida
e a vida se envenena de lua, sons e poesia.

Junto da solidão um jardim noturno floresce
dentro de si e no sorriso a vida aquece...




sexta-feira, 27 de julho de 2012

Resposta ao bilhete


Memoria Menor ( ou apenas fazendo valer sua aposta )

Retorne ao ponto inicial
parece tão simples sermos um par,

afinal você está impar agora,
estou impar desde quando ainda sonhava sermos um par.

Não posso ser personagem de HQ,
se já sou o sonhador

Todos os dias a onda é linda e se arrasta
e é tão linda por ser assim todos os dias

E nem venha me chamar para ver
pois o vento todo o rosto
e o rosto pelos olhos toca o mar
cansei de sonhar sonhos gastos de sonhar

Não será como antes
que jogo lindo, apostar que citaria aqui
que citaria aqui que estou pouco me importando

E sim eu estou me importando
mas é com o fato de você se importar
com a pouca importância que estou dando.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Como assim?

Guarde na memoria como lembrança
o estagio do seu jogo...

Se na sua dimensão esse universo deve acabar. 
Se ele pode acabar.

Todos os lugares são praia agora
enfim o final e seria tão cientifico
medir os efeitos como quem prevê catástrofes

Uma cosmografia de fracassos
um sinaleiro de ilusões

Abram a porta o ego vai retornar
ele acena e agradece pela importância dada
sim esse jogo é tão frio e 
é uma equação de frustrações

Como se o tórax se abrisse em flor
e os nervos florando em medo quisessem engolir ao mundo

guarde na memoria o labirinto
em que tornou a vida...

Como se viver fosse um mecanismo regrado
estou pecando demais ao me guardar do seu pecado

Faça seu jogo quem sabe a sede que possuo
me faça querer novamente a tua taça por troféu...

terça-feira, 24 de julho de 2012

Lupando...

O verão tem tantas possibilidades
então aquilo seria apenas
mais um caminho
e não aquela jornada

O amor não durará pois não durou,
você podou ainda criando flor.

Sim, circulo feito o vento: entre alamedas e bares.
(Chutando latas que um dia estiveram cheias...)

As luzes, todas as luzes,
pois a lua é o sorriso da noite
e hoje o céu gargalhava
sua tonalidade pálida e lunar

Em horas como essas, me imagino gigante
entre os do presente. E em tributo
ao encanto que você me exerce
quero erguer uma cidade com seu nome:

Ali naquela cidade  ao se olhar o céu da noite
só se terá a visão dessa mesma lua por sorriso.

Tudo tem seu nome
e seu tom pálido e lunar percorre
o mecanismo por dentro da beleza

O amor se escondeu dentro de meus livros
em um canto da estante que agora não posso alcançar...

Todo esse jogo me cansou...
Todo o jogo cansou o amor,
assim cansado e em recuo

Sem sequer folhar,
seu descanso foi definitivo...

Agora é o retorno e me enfeito
do que tua fantasia me proporciona.

Já não existe mais Lennon
então é bem tarde para uma Yoko.

Seu gesto anuncia um reinicio,
mas agora nem pode ser como fosse o inicio.

sábado, 21 de julho de 2012

Tv

Eu não sou o herói agora, isso mesmo?
Todos sabem o que devo fazer...

Todos sabem o que devo fazer
Todos exceto alguém e esse alguém sou eu...

Eu atravesso a rua e entro no primeiro bar
apenas atravesso e tomo minha cerveja...

As pessoas com o poder
todo o poder ao povo
enquanto isso a tv me mostra a teoria

o horário politico se encarrega das lições praticas
ela não vai notar que é por ela

E as pessoas tem tanto poder
quando damos esse poder para elas...

Se não sou o heroi,
então preciso ser salvo

Mas ser o herói é escolher as vezes não ter salvação
quando a casa se esvai no fim o herói torce para ser lembrado

Ninguém pode ter tudo
mas as pessoas tem o poder

Todo o poder ao povo
e eu não sei como isso será...

Eu não sou o herói
mas espero ser lembrado

e saiba eu estava lá
sem salvação e sem méritos
apenas estava lá e as pessoas sabem disso

Todo poder ao povo
e isso pode acontecer se dermos poder ao povo...

Reunidos diante da tv
anestesiados pelo frio lá fora
a tela anula a vida
a vida se ocupa em anular o agora.

Outro poema

Dois pássaros vieram
eles eram pequenos como uma soneca

Piscavam letras em sua comunicação sonora
eu apenas quis recostar minha cabeça e ouvi-los

Eles diziam quem eram em sua língua aérea
e meus pés no chão pediram por mais uma manhã

Em meu peito as vozes de muitos dias
na cabeça um refrão, no espirito um poema

Dois pássaros vieram para me acordar
e no sonho eu apenas queria acordar e viver

Em suas asas minha vida
em seu voo minha liberdade

Em minhas mãos novamente,
guiado por essa atmosfera de vida

Por favor eu vou me recostar e ouvir
dois pássaros diante da janela do meu dia
e vieram me falar sobre você...

Enquanto a cidade esfria e a noite começa

Eu escrevo daqui para dizer que estou feliz,
ninguém pode entender qual a razão e estou dentro disso

Meus olhos olham a vida de maneira mais simples
e o eu sigo assim como se o acaso fosse a válvula do destino

Sabia que estou muito bem?
Eu realmente persegui um novo estado de paz

Como se o mar viesse em sonho me dizer
que o acidente fosse apenas olhar

Como se apenas entender já não bastasse
e já não basta mais ir até ai pra ver como é que fica
pois esta em mim como uma luz
e vive aqui como uma cor...

Eu volto só para casa,
volto de todos os lugares onde pode chover
ninguém poderá entender e eu uivo para a lua

Estou tão bem e escrevi isso para dizer
que os pingos flutuam com o vento como numa maré
ninguém estará armado para desencantar

De volta ao ponto inicial onde a competição
ainda era uma prodigiosa integração

Sim você não sabia disso
mas estou tão bem

Me veste ao corte e na postura
essa costura chamada solidão

pois são tantas opções que o inverno mostra
como dizendo feito o mar em sonho quem é o verão

Escrevo daqui para dizer que estou feliz
não é quem sou ainda
mas um dia isso se imprime no meu ser

Como uma bandeira que aos poucos significa tanto faz
em mim as cores querem aprender a se multiplicar
tudo quer dizer, pela agonia de ter me calado por pouco
e ao retornar eu sei, sim você sabe:

Estou tão bem agora
parece que enfim achei um momento
onde cada lugar é o meu lar

Num sonho eu sei, na vida você deduz...
Sou um pedaço disso, sou um arranjo maior...

Agora era para ser o final,
estamos começando pelo fim
na mesma sede do inicio e ainda mais
agora é novamente apenas paz...

Na provincia...

Te ouvi dizer que seria maravilhoso.
Uma nova chance de reinar

Todas as coisas gritam por isso
e já pensam em pedir por vida,
faça ao meu lado com que as coisas e as cores
sintam que fazem total sentido

Como o ar que vinha apenas aos pulmões
e se tornou como benção
enquanto havia nós dois.
Esse lugar  onde o ser faz sentido
O peso do tempo empurrou o pendulo
que segurava o porvir 
a paz enfim te fez oscilar num espaço de liberdade real
com tons mágicos.

Sim eu sei tenho cantado sua vida 
como te tornando uma de suas canções prediletas
Uma canção de amor em estágios mentais até.

Todas as suas canções, todas que te fiz
supõe são então uma só voz e vibram em sua alma
para dentro de um coração esquecido e quebrado

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Marmore e talco... (Um poema sobre você)

Um céu de estrelas se pôs a cantar
a ausência sentida
e também aquela que o orgulho ocultou

Uma hora corre no instante mais quieto...
Cansei de jogos, ergui em mim um vale de sombras,
no lugar mais simples fiz um altar.

E ali as estrelas se curvam,
o tempo vem rezar,
lá ao redor uma composição ensaia
o momento do encontro definitivo.

É infinita a minha sede como é santa tua presença,
eu ainda sou o que sobrou de algum lugar...

Monogamia

E mesmo quando
                          nada mais fizer sentido
                                                            senta aqui escute bem
                                                                                            ainda aceitarei ser seu marido
Se eu me ferir
                    e estou ferido
                    Se eu chorar
                                      e eu já chorei
                                      a vida vai cansar
                                      e os olhos rentes de sal e sol
vão olhar e ali será o mar
                              Vou podar o meu espirito
                                                                  para não te deixar

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Poesia- poesia-poesia (apenas um verso sobre poesia)

Ela estará lá, sim eu sei que estará lá...
                                                   Meus dedos cortejam o tremulo tato
                            ao adivinharem sua presença

e  poeta em seu inverno por fim em seu outono...
e o poeta em seu verão por fim em sua primavera...

Tenho muito pouco a dizer...
Como um poeta eu chorei
Mas não sou poeta
sou feito de 
                 carne e osso e urbanismos

Poetas são cidades iluminadas
chaminés de
                  tabaco, álcool e poesia
dutos onde escorre 
                                         o lirismo mais convulso 
                                   e a 
urgência mais vermelha!
                                    Boa noite sol!
                                                        Boa noite noite!
Boa noite 
            aos seculos que 
                                   já se foram 
                               e
ainda aos que virão!
                                                                            Ela estará lá, sim ela estará
                                                   pois ela é poesia
e a poesia é a arte 
                  do ser 
 confundir-se com 
                 o estar

Um soneto para Maiakovski

Saiba meu grande amigo
a noite mais constelada assistiu tua historia
e é com os olhos infinitos que teu canto ecoa
no ecoar das noites que a eternidade grita.

Pois teu canto, cantou a vida
e mesmo ali pequeno diante do amor que é besta feroz
ali ousou propor em alta voz um outro amar
pois teu brilho e loucura ensaiavam ser como o mar

Teu destino me guarda
eu que por vezes canto de teu canto com minha voz inata
para (quem sabe) ao amor com humanismo encantar

Se uma bala foi o cometa em que teu peito urgente
aplacou a fome desse seculo, essa ânsia de viver...
diante de nós o seculo 30 te verá renascer

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Você é a chuva

Olhando as pessoas passarem
através da chuva e a luz dos postes
a luz apenas me recorda e faz ver...

Eu sou a chuva
e a chuva as vezes é para mim
o que para mim representa você...

__''E ela disse:
Está tão frio, não acha? Posso ficar aqui, chegar mais perto?!
Ele apenas respondeu:
Sim. Está bem frio... Pode sim, mas tenho que fazer uma ligação.
E ela então disse:
Faça sua ligação, depois vamos conversar...
Então ao vê-lo sair em direção a chuva, ela acenou e disse:
Mas está chovendo lá fora!
Ele sem olhar respondeu:
As vezes a chuva nos ajuda, quase sempre muito mais que certas pessoas...
Ele ficou lá, na chuva até não mais senti-la a observa-lo só''__

E eu olhei o céu e eu senti a chuva
por muito tempo evitei olha-la.

Por muito eu quis ser como você
que é como quem não sente nada.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Dilema Azul

Olhe meus olhos e crie uma lembrança
diga ao menos que foi significativo.

Prometo manter o controle sempre
e entender que apesar do mundo inteiro,
sempre existira você.

Meu amor é seu também,
e é de quem mais quiser

seu amor é meu
e parece só querer o meu.

Sou um tolo em cima da montanha

Eu sou apenas o tolo cantando em cima da montanha,
enquanto o vento sopra ai em baixo,
apenas canto e sou o tolo da montanha.

Aqui de cima eu vejo como os deuses
ao olharem o vento ai em baixo,
enquanto venta eu canto
e sou apenas o tolo da montanha.

Meu sorriso não tem inocência, 
apenas tenta evitar tomar conhecimento como vocês
enquanto venta aí em baixo

Minha fé se chama esperança e 
a minha crença não crê no diabo

Escuto minhas próprias melodias
num acervo de tons que o verão colecionou

Aqui eu brinco comigo
quando ai em baixo é tudo briga

Sim eu sou o tolo da montanha
em cima da montanha,
minha alegria  está em mim,
não se trata de uma visita ocasional

Sei de mim pela pessoa que vive em meu lugar,
e sou essa pessoa e essa pessoa é tolo da montanha
.
Lá sou eu e me torno assim
um vencedor épico,
mesmo os meus motivos discutem entre si,
aqui eu sou tema de meus debates.

A promiscuidade me discute
em inúmeras ocasiões e ações,
sim é o sangue de tigre 
intuindo em casa ocasião
tornando tudo uma fase,
que fase!

domingo, 15 de julho de 2012

June Carter

Eu a amo com tristeza,
em meus gestos carrego a fome
do miserável cujas migalhas desatentas
já não encantam, apenas trazem culpa
por sentir que a carestia
é um estado natural...

Como um cego adivinhando o valor da esmola
assim em cada ato quero antever  uma intenção,
um pecado por inventar
ou uma maneira nova de me ferir
e como tenho sido um mestre
em me tornar uma cicatriz
em cada gesto seu
as vezes só ao imaginar encontro a navalha
cega que anseia me fazer sangrar...

Enquanto chove  tenho esperado o sol
feito iluminar fosse prenuncio do verão
e venho te esperando e tenho visto trens e
as vezes entrado em alguns deles
pois cismo em ver na partida uma razão ou resposta
como se dizer adeus fosse um obstaculo e
quando para você é tão somente um habito.

Eu já nem sei mais,
como se o passado promissor salvasse o meu futuro
e o presente inquieto pedisse por informações,
eu fosse o único a talvez ter certeza.

Então eu canto a traição de um amigo e
a premeditação de uma loucura banal,
como se a vida sendo uma venida
se mudasse em sua rua e todo canto fosse o seu lugar...
Eu me pergunto como se eu sentindo, já estivesse em casa...

sábado, 14 de julho de 2012

Claridade

Seus olhos claros como uma tempestade estelar
sim estou falando de como eu te vejo

Não queria dizer que seu perfume é assim
tão assim que nem mesmo aqui eu consigo me atrever
a dizer algo que se aproxime do que deve ser.

Em minha boca ecoam pássaros quando te pronuncio
não o canto frio do rouxinol que a tudo inspira

mas o revoar que quer ser chamado liberdade
e é apenas uma nova estação
que traz consigo esse novo modo de sentir

Seus cachos vermelhos são espirais de luz
irradiando ternura e leveza

teu nome não sei
mas te levo comigo

teu nome é meu mantra
seu papo é paz
seu passo é só delicadeza

Spektor

Olhei pela janela do meu quarto
e pude ver uma luz me chamar...

E ela não tinha um nome real
e ela não sabia como demonstrar alegria...

Assim eu apenas fiquei lá e esperei seu retorno
entre um cigarro e outro, minha cerveja.

entre um cigarro e outro, eu apenas observei minha garrafa,
um copo a menos alem do meu. E esse copo foi o seu...

Vou te encontrar novamente?
Não, não sei. Mas espero tanto
é que aqui e agora, tornou-se assim:
como se o universo sorrisse vendo
você sorrir assim par mim.

Apenas olhei lá fora e desliguei o toca-discos,
todas as lembranças onde estão agora?
Acho que o universo te trouxe aqui,
acho que o universo as levou de mim...

Hei acho que entendi, a vida é mesmo la fora!

Por isso eu pego meu casaco,
por isso eu fumo mais um cigarro
e nada é igual agora...

Seu sorriso é luz
que encanta e paralisa a hora

Saber seu nome me devora
e eu só sei dizer:
e agora?

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Amor (ou paz somente)

Eu sorri e disse oi
comentei o tempo
e falei de futebol

Você apenas escutava sua musica
e procura algum filme para assistir

Não faz tanto tempo e foi há um dia apenas
e eu te falei de cinema europeu e alguns diretores

Te perguntei para onde ia
e você disse que poderia esperar

Mais um ônibus para você
e para mim outro trem

de mãos dadas até a estação
querendo um flash ou um ensaio
que rompesse o tempo e fosse anunciação

Pois você é dança e é dia
e eu sou noite e boemia
tudo que sei é que seriamos canção...

Nesse titulo eu postaria um sobrenome italiano

Essa luz não é a festa
é apenas o mundo aqui
do lado de fora do muro
acima do poço

(e é onde a vida acontece)

Seus olhos vão se irritar com a luz
e a intensidade vai te testar a resistência

mas se permanecer lá vai entender
que é assim e sempre foi assim

foi assim mesmo quando esteva entre os muros
e confinado no poço dentro do muro

Aqui é mundo
e torna-se uma festa sempre

quando o aqui deixa de ser o lá
aqui agora é o antigo lá fora

A vida exige urgência
toda palavra deve ser gritada

todos os dias devem ser uma benção
se a oração almejar a liberdade...

Trajeto

Engraçado como me sinto anestesiado pelo tempo, já não fluem mais os sentimentos... Como se em algum ponto eu tivesse me esquecido do jogo e abolido as regras, deixando de lado a coragem e a determinação em retornar a sentir isso, sentindo assim bem antes de realmente encontrar. Já não há mais nada, restou a quietude e esse vazio nublando meus dias, feito placa de cidade reclamando um bem-vindo ao tanto fez, tanto faz. 
Ela vai sorrir e eu vou responder  por educação com outro sorriso. Vai ser engraçado e talvez  nem seja, pois vou esperar quase ansioso pela dor, mas agora só há indiferença dentro do vão cinza dos meus dias...
Mas e se o acaso assim quiser, por fim ocorrendo a entrega, sendo por fim mutua e simples como uma chuva que se num instante traz a descrença no outro mostra que o seu cinza era apenas a pré-estréia de um céu de baunilha o que farei? Até agradecerei ao incidente, mas é tanto ceticismo que nem cogito isso como acontecimento, apenas em minha mente, fora da realidade, nada dialoga com essa esperança, nada vai mudar meu mundo e eu vou seguir...
É engraçado como me sinto anestesiado, parece mesmo que em algum canto do cosmos, alguma força pretende recolher meu espirito como exemplar dessa geração, e a anestesia é apenas para me poupar de outros sonhos, que caso não estivesse tão dopado, eu me daria ao desfrute de sonhar e amar, mas hoje não. Agora não, pois no meu horizonte tem escrito uma placa e a trilha sonora é uma set-list densa, tudo para dizer que: a vida não fazer sentido, e isso faz parte do sentido que a minha vida assumiu pra si.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Urgência

Saia de casa e comece uma briga
ou simplesmente
comece uma conversa com alguém

Vamos lá deixe seu telefone
e não espere que ela retorne

Seja apenas gentil
procure ser o melhor
procure ser apenas isso
seja apenas um cara

E quando ela se for
saiba esperar
pois é assim comumente

Vamos lá fora
comece uma briga
encare um medo

Vamos lá saia um pouco
e diga para alguém como a noite esta linda
fale desses tempos
argumente sobre o futebol

Não leia jornais enquanto espera o seu metro
todos os artigos podem esperar
mas a vida possui esse dom chamado urgência...

terça-feira, 10 de julho de 2012

Paz (ou amor apenas)


A beleza é simples
Como é simples a perfeição
Pouco óbvia pois encanta
E como encanta...

Eu gastei e cantei
e sujei todo o perdão
mas eu sou apenas um cara
e espero que me entenda
pois eu isso é tão real...

A beleza é tão simples
como é obvia a perfeição
que é simples e por isso encanta
e é uma linda canção...

Vou cercar meu mundo
longe do muro onde te desenhei
distante demais do mais longínquo sentido
que eu cogitei ao te olhar

Minha televisão fala de religião
e eu só quero aprender um novo mantra
qual é mesmo a sua janela?
Eu ouço um álbum dos Beatles
e que pena eu não sou Lennon...

Em muitos aspectos eu aprendi algo
em muitos outros eu apenas esqueci
Sem jogos ou regras, eu apenas sigo
mas e daí não é mesmo?

Vou esquecer seu nome e recitar meu mantra,
deixar crescer minha barba e comer mais vegetais
e deixe estar eu aqui e minha cultura de paz.
Um oceano dentro da vida virá me levar
até a tempestade onde o amor não pode acabar.

domingo, 8 de julho de 2012

Policia vermelha

Meus olhos não conseguem ver
segurem minhas mãos

me chame para um bar qualquer
quero um lugar novo ou uma cidade distante

Aquele filme...
Aquele filme...

Uma junta medica vai me avaliar eu sei
sem respostas para essa urgentíssima moléstia

Atravessando um seculo ou
apenas na orla de uma semana
parecia engraçado?

Vamos lá, me diga:
Realmente parecia engraçado?

Agora eles construíram uma sala
e possui um crucifixo
e as refeições tem horários programados
sem janelas
eu não posso olhar
segurem minha mão

Os turnos invadem a lucidez
invertendo a logica
querem assaltar minha ilusão.

E a policia do pensamento
quer encarcerar o meu sorriso

E eles falam contra a policia
e eles se dizem pregadores da liberdade

Mas são apenas a policia do pensamento
querendo encarcerar meu sorriso
ou anoitecer o meu sonho mais livre

Verso verde

Realmente provei da minha lição
e como bom aprendiz entendi
que as vezes a perfeição é tão simples

sim isso eu aprendi
sim isso eu aprendi

Por isso eu sigo mãos vazias
no peito uma canção
na cabeça um sonho
e o que permeia é poesia

Volga

Não é mais uma verdade
e foi por muito uma verdade

Agora é apenas uma lembrança
daquelas que sequer se sente saudade

pois o agora existe e
a lembrança é apenas uma ilusão editada

Ficam no peito todas as ruas menos uma
e pode ter certeza essa rua é sua

Por isso eu desço a avenida desesperado e urgente
como se por mim esperasse toda gente
vai ver até me esperem

Mas é que agora eu não estou muito aqui com o agora
meu destino é rosa de carbono

Meu caminho é véspera do sonho

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Tundra

Sei muito pouco agora
só me restou essa canção
e parece tão gasta e pequena

Sempre o mesmo amor
sempre a mesma angustia e essa fome

ela vai voltar
ela vai voltar

Eu olho da varanda e lá no meu jardim
que é o reverso do quintal a chuva cai
e molha igual
qual fosse apenas minha visão turvando

Mas eu digo não
e é não e tudo é tão proibido e o castigo
é saber e não poder evitar
antes mesmo de agir ou acontecer...

O amor voltou e dessa vez
não estou falando com você.

O amor voltou e dessa vez
descendo escadas ou por elevadores
assim voltou dessa vez

E como doeu aceitar
todas as respostas ja bem gastar
não sabem mais cantar
dessa vez o amor voltou
eu posso ver do meu quintal
e eu sei só ao adivinhar:

Vai chover o ano inteiro
mas a lua tão linda
lê o recado e sabe...

Não é mais necessário estar só
e nunca foi necessário estar só

Crianças brincando na areia dispersa do tempo
e a espera durou até ali
e a espera era apenas estar aqui
e nós estamos assim
e isso não era para ser
mas é agora

sim isso não é mais com você...

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Sem respeito

Eu não sei respeitar a sua opressão
o seu sorriso de menina e sua trança vitoriana

Eu não sei respeitar os seus sentimentos
não sei qual o mecanismo que ativa isso em mim
prepare meu leito derrdeiro
pois em seus braços eu vou cair

Não sei respeitar sua voz quieta
e seu sorriso tímido e as vezes louco

Enquanto eu sigo com meu caminho
dizer um oi ou fingir desprezo
mas é só desprezo encenado
e é cena e desfeita
pra mostrar que eu sei bem
e fazer saber que a desculpa não foi aceita

Não é um sonho

Você desce a rua até o metrô
que pena esse não era o seu sonho...
Esse sequer é um sonho...

Engolirá sua comida fria
beberá sua cerveja quente
e isso parece que é tudo

Sim isso é tudo
e eles queriam que fosse menos
e mesmo assim é tão pouco...

Sempre será pouco
e você desce a rua agora
e é certo subira novamente no fim do dia

Essa é sua vida
e esse não era o seu sonho
não é sequer um sonho
não é sonho
o sonho não acabou

nunca foi um sonho
nunca foi um sonho
o sonho não acabou
nunca foi um sonho

E dentro de cada manhã fria e amarga
com o pão fresco e o café amargo
você não pode dizer que foi feliz
mas a vida cuidou de anestesiar

Vestindo seu macacão
fumando seu cigarro
bigode aparado e barba feita

Esse não era o seu sonho
mas você engoliu seco
como um trago amargo e sorriu
pois isso sequer é um sonho...




terça-feira, 3 de julho de 2012

Rainha Intacta

Na sala de espera ela observa
e vai saber algum dia:

Seu pai é como a medida para o mundo
e dele veio essa descrença na visão

Pedra de salvação
eu não serei sua pedra de salvação...

Agora eles querem um novo remédio
para curar a dor e gritar um pouco mais
pois o espetáculo é tão humano e doí ao olhar

Ela não pode atravessar a rua
e lá fora outras moças queriam estar
onde ela se negou a permanecer.

Ela não sabe que lá fora está um poeta
e ele escreveu uma peça

ela não sabe que lá fora
aqueles que amarram seus cavalos
querem apenas laça-la...

E a dor segue para aplacar o sangue
e os cortes são profundos e doem tanto

náusea, náusea, náusea, nauseá, náusea...

Sua pele é tão branca
e as ilhas querem se dobrar
mas a coroa é fria e repousa
em seu olhar perdido e só
seus cabelos negros
seus olhos negros
e o inverno é frio e quieto
tão quieto e sem luz!

Vendo nobreza em sofrer
e beleza na solidão
por trás da vidraça seu troninho
e lá fora um poeta apenas...

Ela vai ficar ali parada por toda a vida
e três outros cortejarão

Ela vai ficar ali parada por toda a vida
e outros cortejarão

Amarrarão seus cavalos
e praguejarão ao saírem vencidos

Lá fora o poeta apenas
mas o trono é alto
e a nobreza é fria
como o inverno mais virgem

Nenhum rei a sua altura
pois ela sempre será a menina
cujo pai roubou o olhar

Lá fora apenas o poeta!

Lá fora apenas o poeta!

Lá fora apenas o poeta!

Ao que me disseram o poeta sumiu...

Ninguem vai entender como ocorreu
e um dia porque era inverno ele apenas se foi e
lá fora era apenas ele...

Quantas matariam para estar no lugar dela
e ela não pode atravessar a rua
quando lá fora muitas queriam ter o poder
que um dia ela pode possuir e renunciou...

Mas o poeta foi embora
e lá fora restam apenas os cavaleiros e seus cavalos
a corte e seus súditos
ávidos por mais dor
famintos por seu drama
que querem crer seja sua santificação

Pedra de salvação,
eu não serei a sua pedra de salvação.

E a tristeza nunca foi uma maneira de se rezar
pois triste um coração apenas chora
não é capaz de cantar...

Em sua cabeça a coroa
para mostrar que em muitas noites
lá fora existiu um poeta

mas já não existe mais
pelo menos não mais esperando por ela.







Irmão e irmã

Me chame de irmão e me leve para sua casa
me olhe através do caminho enquanto te sigo
acabou a eternidade e o sonho começou
não é o amor
não é o amor

Da varanda eu te vejo voltar
mais um prato na mesa e a luz acesa
sinal de que eu consegui te esperar...

Meus discos todos em ordem biográfica
meus livros embolorando
nas folhas que não li por você

E eu só fui descobrir que era assim
quando isso já havia me ocorrido
e foram tantas maneiras
que o pouco ecoou e tornou-se brincadeira

Repetirei o caminho
e é tão antiga a nossa jornada
e tão gasto o nosso papo
que qualquer citação
é um flerte do acaso

Flauta doce

As vezes ela chora
dentro do tempo ou ao sol na rua
pelo dia florando em calor
e a vida ela ignora

Mas ela insiste em falar
que tanta calçada
é só porque numa delas a gente
pode se esbarrar

E de repente assim novamente enfim
um cigarro ou um olhar
trocar telefone, tomar uma gelada,
matar uma tarde e só conversar

Mas ela que chora e as vezes até sorri
em qualquer rua ou outro lugar
me conta de coisas me fala de fatos
ocorridos e planejados
como se eu estivesse lá
bem ali do seu lado

E qualquer dia desses
calma então
que dia desses eu te encontro
por destino ou esbarrão
ou simplesmente por engano
no refrão de um poema
na melodia de uma flauta numa canção.

Pode esperar que eu te encontro
em silencio ou cantando
no alto pé de uma serra
ou numa noite que floresce
entre escombros

Pois eu sou um planeta evoluindo
na doce espera de um sentido
entre o olhar e a nação por nascer

mocinha de sorriso tímido e singelo
saiba que nos reencontraremos
feito patio em intervalo no colégio
meu destino quer te abraçar

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Lá fora

Minha mente flutuando em possibilidades
se retrai e expande diante de uma luz

Uma pequena fagulha de urgência se acende
acena e se esvai no vapor da inquietude...

Adiante uma esperança retine como um pressagio
ondas de cor e sensações térmicas
sim o temor acabou a hora do medo decaiu em uma folha

Nupcias estelares
me guiem na confusão de uma semana
na passagem para a eternidade
eu quero alcançar
e eu vou alcançar

Explosão azul na atmosfera
luzes dançam diante de minha opinião
sou um retrato agora
sou um retrato e sempre serei

a sombra da minha mão
a minha ilusão maior
a minha rude certeza
como pó de desfaz

Em algum lugar do infinito
percorrendo uma escala veloz

Em algum ponto do universo
com um chapéu de feltro derretendo ao sol
como uma tempestade de moléculas
ou uma festa de forças

eu sei você esta lá fora...








Poema de amor

Eu quero compor um verso de amor
não um verso de amor feito carta de amor
mas que transpire e grite
feito agressão e seja um mantra de paz

Eu quero cantar uma canção universal
um estribilho qual o céu
um turbilhão qual a maré das sensações

Não quero ser piegas
não quero ser inquieto
não quero ser nada

Na verdade não quero sequer
escrever poemas de amor
greve é greve
e isso é uma guerra!

Esse era para ser um poema
sobre querer escrever um poema de amor
e isso não é verdade pois
eu só quero não escrever poemas de amor

Bardo

Ele escolheu sair noite dessas,
sorria como um bardo
firmado em canções e vodca

Dançou dentro da noite e ouviu a canção
ele é sua própria canção
ele é quem canta
ele é quem canta

Uma rua qualquer
até o sol nascer

Uma noite qualquer
e morrer parece tão prestigioso

Mas nunca foi como dobrar a esquina
uma canção para morrer e duas a mais
ele vai cantar sua vida e a minha e o mundo

Uma noite qualquer
ele tem o sonha
como um sonho apenas
e um sonho apenas ele cantou...

Pois toda embriagues faz qualquer
esquina ser moscou
ou qualquer bar parecer medelin

E ele apenas escolheu sair certa noite.