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domingo, 3 de junho de 2012

Sem lirismos

Está nascendo um vento claro e louco
na montanha adiante da visão
é verão é apenas venha acerca da cerca
que é a margem de uma ideia ou entre as vinhas

Não sei celebrar como os antigos
 com canções alegres e fogos e fogueiras
e outros artifícios da magia que permeia e penetra
aquilo que o sono acalma e faz nascer maior

Passado é rival  sem dó
feito corda sem fim
onde o destino todo atado em mim

não quer só mais um nó que
desata e ata e ataca e corre
a brisa mais fria  tem nome e sorte

Vê o vento que é cor e som
mas também pode apenas ser vento
que canta coisas de vento
e sopra e faz coisas de vento
mas não é inteiro vento
pois também é a vida

Saltando num louco turbilhão
se dizendo poesia
nas matas fechadas e no cerco mais denso
vê os olhos com seu  varrer mais lento

Na montanha adiante da visão
ao lado da sorte e da benção
criado com a fome e a maldição
vem vindo o vento que claro e louco

E eu sigo cantando meu canto novo
que é claro e forte e absurdo
iluminando a voz e passeando pelo mundo
tantos nomes e tantas orações

Por isso eu cantei o seu sonho
e quis cantar também a sua rima
pois ao vento ninguém dedica a lira
no entanto é ao vento que o cheiro recorre

Quando a noite sem fim  desatina de sorte
é a benção é a brisa e a benção é a morte
qualquer canto do mundo que pode ter
ele existe sem se dar por correr

E quer a vida e a minha e a tua
e a do mundo e a da lua
eis que ele nos varre e socorre
nos impede e dissipa

Se a o mundo tem voz
essa voz ecoa o encanto
de quem  quer compor poesia
que a vida é deserta e é vida

E vasculha quarteis e arquivos
exuma ossos e  vergonhas e medos
se o mundo tem voz
o vento é o grito

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