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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Se a desculpa não for desculpavel

Um pássaro de papel na chuva se dissolve
sem um pressagio que amenize o peso da ilusão

Um cigarro no canto da boca e vou pelas calçadas
numa manhã fria eu saio de todos os bares onde estive

Dessa vez foi assim esse outono e vou entender
se a desculpa não for desculpável e o sonho impossível

Rival maior é o passado que ainda encanta e cega o presente
mas vou ficar no hangar e te olhar seguir para casa

Que toda chuva só dissolve o pássaro de papel que construí
se já não voa e nem reconhece a liberdade
não há problema pois vou criar um outro mundo
e dar seu nome para todas as cidades

Vou me trancar na minha sala e reler algum poema que te fiz
sobre o beijo e o doce encanto que eu sonhei tão feliz

Mas não se bronque e nem se doa
sem meus cuidados a sua vida vai ser melhor
desfaço a prece e apago a vela
espero uma noticia boa

Como é triste a espera do homem que ama
quase tão linda quanto a mulher que deseja ser amada

Te cantarei em silencio esse verso
me apartarei de seus passos como quer

Mas quero que saiba moça
dia menos dia a solidão essa pantera

Há de te mostrar como era terno o amor que te pretendia
enquanto isso saiba disso por minha poesia

Versos que querem gritar e te dizer
que se chove lá fora
a chuva só é para dizer que em algum canto eu amo alguém
e esse alguém é tão linda e tão frágil, esse alguém é você.

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