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domingo, 24 de junho de 2012

Prece

Chega de conversa, o sonho acabou...
O que posso dizer agora? Apenas o adeus.

Escolhi olhar pela janela e não te achei lá fora
como uma fina camada de inverno

Ajeitei o colarinho do meu jaleco e acendi mais um cigarro
observei o vapor perfumado do café riscar na atmosfera uma silhueta

É apenas isso e o sonho acabou
sem chances para o futuro ou mesmo uma lembrança boa

Eu vou riscar a set list que te fiz
e esquecer o poema que eu decorei

O tecedor de sonhos desfiou a meeira
a janela se abriu como convidando o inverno
e o vento frio anunciou sua partida
e o velho vento frio fez doer os ossos

Sim o sonho acabou
besteira agora cantar todo o amor  evitado
seria tolice declamar aos seus ouvidos se já sou canção gasta

Me resta agora é ajeitar o colarinho do meu jaleco
acender mais um cigarro terminar esse café

Me resta mesmo é ir lá fora uma cerveja ou uma aguardente
não há nenhuma pergunta que outra pergunta não possa responder

O sonho acabou inútil cantar se a canção gastou teus ouvidos
eu vou sair um pouco la fora ver se é tão frio quanto parece

E tenha certeza que eu seria
a benção para a sua prece...



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