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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Barricadas

Eu ouço seus passos por trás da barricada
meu uniforme quase minha pele
me veste e me esconde

Sim eu venho das ruas e nas ruas eu lutarei
assim dizia um antigo hino ou poema
e o poeta era apenas mais um como nós

Sim eu venho das ruas e nas ruas eu amarei
ele repetiu e o eco de sua inspiração nos envolveu

versos que amotinaram tambores
e revolveram veias em lagos de sangue e paixão e luta

Escuto o clique seco de seu isqueiro acender um cigarro
cada instante mais próximo e cronometrado
dentro de segundos estaremos juntos novamente...

Atras das barricadas eu te vi e sua presença me trouxe paz
como se estivesse por me abrigar e guardar

armas em mão e como cegos tateamos a breve paz
em um copo quente ou em uma fuga momentânea

Sim estamos em um período confuso
nos conhecemos em um tempo tempestuoso

Como naquela antiga poesia:
Na rua nos vimos e na rua nos conhecemos

E quando já não houve mais rua
nos tornamos barricadas e armas

Segure minha mão em meu ultimo momento
é doce morrer distante dos inimigos
e isso é se reconciliar com o futuro

Nas ruas eu vivi e algum dia
na ausência delas morrerei

Eu ouço e sinto o cheiro de pólvora estourada
a inquietude do silencio que precede o próximo ato
a indecisão entre o destino em aventurar-se ou permanecer

Não sou uma fabrica de heróis
não somos senão aqueles que um dia por aqui passaram
e beberam, fumaram e viveram

Nessas ruas sentimos frio e queimamos ao sol do verão
e agora somos apenas quem corre para atras das barricadas

Ignoramos algumas pessoas e amamos a tantas outras
nos conhecemos em um período confuso
e esses são dias tão tempestuosos

Um trapo flamula como estandarte
e as ruas cheiram a sangue e gim

Tão pouco por fazer e tanto a se esperar

Viver assim tem sido um teste de nervos
uma loteria de rugas e provações

Quando uma esquina é uma opção fatal ou não
todas as horas parecem tão velozes e iluminadas
cada dia guarda aquele pós medo pelo risco que foi

E eu te vi ali se escondendo e tentando acenar
como um auxilio por ser auxiliado

Agora que somos a barricada eu só lembro o poema:
na rua lutamos e aqui também nos encerraremos

Essa é aquela hora e eu só penso nascemos para isso?
Todos os passos até aqui e a vala comum
nascerá de um gueto frio e com odor de urina e sangue

Uma canção como oração, uma canção de guerra
e assim eu alcançarei a paz?

Estamos aqui e ainda escuto as lembranças
de quando ainda era apenas uma cidade...

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