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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Mentalização

Como eu corro em voltas avessas
atravessando um mundo que as vezes é outro
e tudo que eu sei que raso e tão pouco
através dos meus olhos as vezes claros e luminosos

Anotei um numero e esqueci por ai o papel
dei meia volta e não sei mais
Com os dias se foram as lembranças
com o passado minha ideia de paz

Enquanto isso outros sonham
outros sonhos tão sonhados por mim
nesse filme eu não figurarei
e eu só estava esperando por mim

Uma breve passagem
uma longa jornada
e eu vou dizer cada palavra
e eu vou cantar sobre o nada

O acaso a me guiar
eu esqueci de contar e sim eu esqueci de falar
que aqui sou eu e os outros são um outro lugar
perto da areia é praia e junto da tempestade é o mar

Ninguem quer o meu filme e vou  dizer qual o porquê
é que eu sou outro lugar
e quer saber eu nem sei se vou entender
mas dessa vez vou cantar algo que não seja você

Soneto no lugar de um busto de bronze

Eu ainda não consegui entender os cálculos
como prensar em um papel o vapor de uma ideia
a sensação própria de certa estação
e hoje eu pude me iniciar nessa ciência

Meus olhos vasculham uma cena qualquer
atendo ligações dentro de vagões
Respondo por outros nomes
me guardo de possíveis intempéries

Sentidos aguçados diante do que se supõe
nada é real agora
nada é bom agora

E essa é justamente aquela hora decisiva
onde se aprende uma lição com o erro
e se percebe que só é possível se limpar após o pecado.

Barricadas

Eu ouço seus passos por trás da barricada
meu uniforme quase minha pele
me veste e me esconde

Sim eu venho das ruas e nas ruas eu lutarei
assim dizia um antigo hino ou poema
e o poeta era apenas mais um como nós

Sim eu venho das ruas e nas ruas eu amarei
ele repetiu e o eco de sua inspiração nos envolveu

versos que amotinaram tambores
e revolveram veias em lagos de sangue e paixão e luta

Escuto o clique seco de seu isqueiro acender um cigarro
cada instante mais próximo e cronometrado
dentro de segundos estaremos juntos novamente...

Atras das barricadas eu te vi e sua presença me trouxe paz
como se estivesse por me abrigar e guardar

armas em mão e como cegos tateamos a breve paz
em um copo quente ou em uma fuga momentânea

Sim estamos em um período confuso
nos conhecemos em um tempo tempestuoso

Como naquela antiga poesia:
Na rua nos vimos e na rua nos conhecemos

E quando já não houve mais rua
nos tornamos barricadas e armas

Segure minha mão em meu ultimo momento
é doce morrer distante dos inimigos
e isso é se reconciliar com o futuro

Nas ruas eu vivi e algum dia
na ausência delas morrerei

Eu ouço e sinto o cheiro de pólvora estourada
a inquietude do silencio que precede o próximo ato
a indecisão entre o destino em aventurar-se ou permanecer

Não sou uma fabrica de heróis
não somos senão aqueles que um dia por aqui passaram
e beberam, fumaram e viveram

Nessas ruas sentimos frio e queimamos ao sol do verão
e agora somos apenas quem corre para atras das barricadas

Ignoramos algumas pessoas e amamos a tantas outras
nos conhecemos em um período confuso
e esses são dias tão tempestuosos

Um trapo flamula como estandarte
e as ruas cheiram a sangue e gim

Tão pouco por fazer e tanto a se esperar

Viver assim tem sido um teste de nervos
uma loteria de rugas e provações

Quando uma esquina é uma opção fatal ou não
todas as horas parecem tão velozes e iluminadas
cada dia guarda aquele pós medo pelo risco que foi

E eu te vi ali se escondendo e tentando acenar
como um auxilio por ser auxiliado

Agora que somos a barricada eu só lembro o poema:
na rua lutamos e aqui também nos encerraremos

Essa é aquela hora e eu só penso nascemos para isso?
Todos os passos até aqui e a vala comum
nascerá de um gueto frio e com odor de urina e sangue

Uma canção como oração, uma canção de guerra
e assim eu alcançarei a paz?

Estamos aqui e ainda escuto as lembranças
de quando ainda era apenas uma cidade...

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Cinebiografia

A tinta da caneta que escreveu o bilhete,
foi como o corte afiado de um sabre.

Não  me toque, não me olhe, esteja onde eu estiver,
seja como se eu não estivesse, em poucas palavras:

Me evite ou ignore se for inevitável.

Fui ou quis ser, seu poeta,
para narra-la para a eternidade
na veloz temática que não se gasta.

Me vestirei como aqueles que te fazem coro,
abandonarei meu pacifismo vegetariano
pelas suas predileções pop-cult & cool.

Já vi muito cinema europeu para viver essa comedia-romântica
 por mais que me encante essa sua óptica

Sei de cor e em seus períodos as canções hoje cultuadas,
 muitas delas eu vivi e novamente vi  que com você as viveria.
Você  Psiquê e me faz sentir como Eros.

Todas as ruas, numa cidade qualquer
ou em qualquer cidade sei que reside
aquela vontade de ir ai e dizer oi
poder conversarmos em qualquer lugar.

Nós seriamos como um sucesso
de nossa cantora predileta,

fariam um monumento
onde pessoas visitariam

e pompos fariam ninho
uma cidade com seu nome,

nós e nossa cidade por povoar,
seria no verão e
por isso seu apelido
é essa estação.

Vamos dar uma chance a paz ( ou um poema beatlemaniaco)


Dê uma chance a paz
não é tão difícil sabia?

Não precisa segurar minha mão
é apenas seguir até o outro lado da rua
eu prometo estar lá sempre
e sempre estarei lá...

Um fim de semana perdido é o que será
é o que será o passado se vier comigo

Uma chance a paz
não é tão caro se tentar
e é tão preciosa a sensação
de já não estar só...

Não precisamos da solidão agora
Não precisamos desses jogos mentais

Não me deixe para baixo
e é bem fácil impedir que isso ocorra

Vamos dar uma chance a paz
sem jogos mentais ou fins de semana perdidos

Em um lugar que não possam me alcançar
num parque iluminado pela penumbra silvestre
onde as mãos não precisam se tocar
para manterem laços

Não é difícil sabia?
Através das cores de uma manhã
onde vamos seguir?

Eu posso ficar para baixo agora
Nada pode me deixar para baixo agora
e apenas isso pode me interromper

Um sonho tecido na orla de uma semana confusa
dias que não cabem nas estruturas sensoriais

Ontem eu cogitei falar sobre essas coisas
e era apenas você atravessar a rua
eu estaria lá
eu sempre estaria lá

Não sou mais o cara que eu costumava ser
um sol se pondo em cada acorde

Você me pergunta e agora?
Eu simplesmente não sei
eu apenas não sei mais

De uma chance a paz
não é difícil se você se permitir

Um mantra que se inicia com seu nome
e é apenas o seu nome repetido varias vezes

Atravesse a rua um dia
eu estarei lá do outro lado da margem
e saiba não é caro dar uma chance a paz
e é tão precioso não ser apenas a solidão.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Abra

Sim, o vento está perfumado
e sopra um halito de ervas e saudade,
como anunciando que é
a sua ausência o que pesa...

Abrindo a porta para a estação,
rigoroso inverno que invade a mesa
e as refeições
em restaurantes ou
na cozinha de casa.

Pasmo em pavor e sem ar,
estou esquiando na solidão

enquanto as portas se abrem
e o pulmão inala ar e fumaça
seu perfume, seu perfume
como o verão é uma ilusão

para onde viajo e quero permanecer
mas é tão falso e é tão distante

Nunca foi você e eu pensei que fosse...

Descortine ao vento do inverno
é tão frio e seco e quieto esse silencio

Nunca foi você e eu pensei que fosse...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Summer

E o verão está tão longe agora
a cidade rasteja cinza e gelada por um copo

Noite passada eu bebi demais e
disse intimidades a pessoas estranhas

Peguei um táxi até outra cidade
é distante eu sei
sim é tão distante onde fui
mas eu estava te procurando e
onde você foi morar ?

Eu desci as escadas e te vi apoiada junto dela
eu deveria ter pego o elevador até o meu café

Estou tão sozinho desde que te ignoro
mas e o verão onde foi parar

Noite passada eu bebi demais e disse absurdos
muitas coisas escapam quando o coração esta fardo de bater

Por isso a bartender levantou minha cabeça do balcão
chamou um táxi e perdoou a minha divida

Mas o verão não esta entre nós
e suspeito que esta distante como o seu olhar

Estou tão sozinho desde que decidi te ignorar
parece que a cura doí mais que a mazela

Entrei em um protesto apenas para me sentir rodeado de pessoas
e as vezes eu quase ouvia a sua voz no grito coletivo da geral...

Mas o verão está distante da cidade
e não adianta pegar um táxi

Pois eu esqueci onde o calor foi se esconder
e não digo mais seu nome por ai.






domingo, 24 de junho de 2012

Prece

Chega de conversa, o sonho acabou...
O que posso dizer agora? Apenas o adeus.

Escolhi olhar pela janela e não te achei lá fora
como uma fina camada de inverno

Ajeitei o colarinho do meu jaleco e acendi mais um cigarro
observei o vapor perfumado do café riscar na atmosfera uma silhueta

É apenas isso e o sonho acabou
sem chances para o futuro ou mesmo uma lembrança boa

Eu vou riscar a set list que te fiz
e esquecer o poema que eu decorei

O tecedor de sonhos desfiou a meeira
a janela se abriu como convidando o inverno
e o vento frio anunciou sua partida
e o velho vento frio fez doer os ossos

Sim o sonho acabou
besteira agora cantar todo o amor  evitado
seria tolice declamar aos seus ouvidos se já sou canção gasta

Me resta agora é ajeitar o colarinho do meu jaleco
acender mais um cigarro terminar esse café

Me resta mesmo é ir lá fora uma cerveja ou uma aguardente
não há nenhuma pergunta que outra pergunta não possa responder

O sonho acabou inútil cantar se a canção gastou teus ouvidos
eu vou sair um pouco la fora ver se é tão frio quanto parece

E tenha certeza que eu seria
a benção para a sua prece...



sábado, 23 de junho de 2012

Invernal

''This is a story of boy meets girl. But you should know up front, this is not a love story.''

Você não sabe mas eu estou tão bem
não poderá atrapalhar minha jornada de amor

Essas coisas são meros detalhes e estou tão bem
sigo por exemplo mãos nos bolsos e olhar no céu

Você não sabe mas eu estou tão bem
pois eu sei que as coisas estão seguindo um rumo
e mesmo que o inverno dure o tempo necessário
é o quanto o nosso tino tem para aprovar o risco de se jogar

Pelas vitrines eu te olho desenvolta em sua mentira
minha cabeça pesando como um pedaço sem cor
enquanto o tempo passa minha alma não vai se gastar

Saiba que estou tão bem
você não sabe de mim mas sim estou bem
ando pelas ruas da noite cinza e
os pontos de luz se distraem com minha sombra impenetrável

Eu te odeio e vou repetir isso até parecer real
seu estilo anos 60 e toda essa cultura pop & MTV
como prefere as escadas ao elevador...

Você não sabe ainda mas eu estou tão bem
numa cidade gelada e cinza eu te espero dentro da noite
alias eu te esperava feito um inseto que corteja a eletricidade
eu te queria aqui comigo por muitos motivos e no final era um apenas

Detesto a maneira como você me faz aumentar o que estou ouvindo
como que para ver se chamo sua atenção para minha set list

Suas roupas modernas e retros e as bandas que você gosta
e apenas eu conheço, sim eu odeio ter dois ingressos para um show
e saber que você não estará comigo na área vip
te odeio sobretudo pela exata razão de não fazer sentido
achar que o seu sorriso seria a solução

Sim você nunca saberá, mas estou bem
pois sei exatamente o motivo para o qual isso correu

Todas as ruas acenam com uma chance
e o meu coração tem uma placa sinalizando as opções

E eu sei, sim eu apenas sei
não sei como dizer, mas eu sei certamente o que sinto

Dentro de uma cidade cinza e gelada alguém te esperava
mas pelas vitrines onde a fumaça do meu cigarro não penetra
ali eu te vejo passar e sei um pouco como seria a verdade
e me pareceu tão pouco real e verdadeira ao cogita-la dessa vez

Sinceramente espero que tudo de certo e a vida siga
obviamente eu farei tudo dar certo e vou seguir minha vida

Você não existe mais
Não existe mais no meu mundo
No meu mundo você não existe mais
Você no meu mundo não existe mais
Meu mundo não existe mais em você
Não existo mais no mundo com você

Vou repetir até me convencer
e o sonho acabou
e o amor acabou
não existe mais Manchester
NYC se desfez
London goodbye
my dear hooney goodbye

Você não sabe mas eu estou bem
pois cada rua termina em uma chance
e mesmo sabendo que posso até me enganar

A plena certeza veio hoje foi bom dar com a cara
terrível mesmo foi ter que ver que a verdade em você
é tão suja e descartável
quanto as marcas do meu sapato pelo chão da sala

Eu te odeio pois sinto seu perfume ainda
e sei que vou odiar quando esquecer
pois vou cismar em tentar recordar...

E a mesma e velha e gasta historia
esse inverno vai durar o quanto nosso tino quiser
e até lá será o bastante para perceber
que antes como agora foi bom entender a confusão
e sair ileso antes de me perder

Você não sabe mas estou bem
espero sinceramente que tudo de certo entre vocês

Você não sabe mas estou bem
dentro de uma cidade gelada e cinza
eu estou apenas sentindo o clima de mais uma estação
e isso eu só posso dizer por mim agora.








quinta-feira, 21 de junho de 2012

Apenas isso ou isso apenas ( quando o olhar também disser)


Meus olhos não querem ver
meu espirito não quer sonhar
Não quero ver
não quero sonhar
toda crença é traída
todo amor traído
toda vida acaba
todo final é previsível

Um monge recitando mantras
diz nomes que não sei
diz nomes que esqueci
diz nomes que ignorei
diz nomes, apenas nomes...

Cartazes demais
anúncios demais
me exilem desse ar
ambiente acautelante
ambiente fora de si
fora de mim
fora de agora
longe daqui
ou apenas isso
que o desejo de ir embora
o ser que quando somos
a mentira ignora

Te vejo nas paredes riscando letras
de papeis frágeis e ocultas passagens

teu mistério é biblicamente proibido
é tão suave e doce o teu pecado
doce mentira que o vento sopra e aquieta

Veneno impuro que a cidade empurra
substancia tresloucada
acido imaculado de tantas noitadas!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Homenagem ao inverno

Tons de azul permeiam os dias.
Anulando os padrões  e revendo as cenas,
nunca é possível adiar o inevitável.

Assim eu me levanto absolutamente de todas as camas que deitei.
O inverno gastará as cores e o perfume do amor que já não há

Se eu jamais sonhasse ou amasse,
se minha poesia não existisse,
não deveria ter te beijado...

Eu vejo o acesso ser interditado,
deveria não ter me entregado tanto
pois agora estou tão integrado
a essas canções de amor e aos sonhos

Escuto  o susto de meu espirito
e tento retroceder
mas não existe  um período da sua ausência,
antes de você, eu era a procura
e os dias uma sala de espera.

A verdade  dentro de um sonho
valsa  nas mãos da ilusão.

Sou aquilo que que digo e
meu coração é um vocabulário infinito
querendo evitar o adeus.

Recolherei a bandeira,
essa não é minha guerra,
numa jornada de amor,
estou numa jornada de amor.

Ouço as rosas se retraírem em um universo
onde um toque é o bastante.

Vou sair  um pouco e deixar o frio acontecer,
como uma revolução dentro de uma revolução
dentro da minha cabeça e entre os meus lençóis e
amotinando os meus sentidos,
cada um dos meus sentidos.

Vou deixar o inverno acontecer
essa estação tem que ser minha
ou apenas acontecer sem que eu perceba

Pois agora que recolhi minha bandeira
eu sei muito bem não há lugar que eu reivindique
sequer um sabor que eu aprecie

foi tudo um sonho
e foi apenas isso.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Anoitecendo

Quando a noite não mais bastar
Não sei retornar ao larinto de seus olhos...
Não terei jamais por onde seguir
Teu caminho
Meu destino
Tua voz
Minha canção
Cada intante um pulso
Cada refrão um novo instante
Te vejo seguir
Te sinto indiferente
Eu já nem sei mais
Tem tanta poesia
E eu me neguei a te cantar
Você que foi encanto
Você que é refrão
Nem mesmo é o meu espírito
Sequer entende minhas viagens..

domingo, 17 de junho de 2012

De repente haikai III

Tornada a estrada em caminho
e o tornado em detalhe tornado

Transitório o transito das tormentas
tornado em brasa
resumo a opera-bufa em estar ou sentir-se

Transtornado feito o mar
que só pretende se transformar...

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Valsando

Amor virando beijo
beijando com paixão

Amor virando beijo
e o beijo não é apenas paixão

Mãos contra a parede,
gavetas semi-abertas e
as casas do vestido
despidas de botões...

Cortinas se mexendo
como quem convida a luz
a readentrar,
avida de vida
compondo novamente um verso nu

A esperança se perdendo na contração dos músculos,
suspiros condensando o ar

Amor virando beijo
Beijo se espalhando
da rua até sua sala
e ainda e muito mais...

No chão da sua casa
na ausência dos seus pais

Sentados no tapete
ou na cama de casal
sem grande esperanças
sem cogitar sequer um enxoval

Reatando os delírios
violando toda e qualquer decência
conciliando e nutrindo vícios

Segredos ao ouvido
lindos, lentos e indecentes
de gemer absurdos
e cravar os dentes

O corpo tão cansado
em outro corpo quer descansar

Na valsa dos suores
no suor dela valsar...

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Receita de Bolo


Eu queria mesmo é conseguir cantar a moça, que outro dia no bar me mostrou o pé, queria mesmo é dizer que adorei a rosa que ganhei dela no almoço, quando por acidente nos vimos, eu entrando no restaurante e ela passeando pela rua. Queria ter forças para escrever hoje, não é que a fonte secou, trata-se de ter me esforçado tanto em um poema e não conseguir escrever nada  bom por esses dias.
Eu queria poder escrever sobre os pés dessa mocinha de sorriso e olhos singelos, doces e inquietos. Ao celular com o namorado, se sentando na sarjeta entretida ao discutir com ele... Queria dizer como gostei quando me mostrou seu pezinho delicado, como ri já pelo álcool, tentando entender dentro de cada palavra algum significado. Eu queria tantas coisas, queria mesmo é não querer tanto assim querer tanto. Sonho demais, amo demais, me dou demais e nunca, nunca o filme tem a trama ou o desfecho momentâneo que espero. Não bastou mandar flores, agora as recebo também, não bastou escrever poemas, não bastou mesmo, ninguém nunca me fez um poema! Não bastou demonstrar minha ternura por pés, confessar que entro em pecado original se vejo uma sandália feminina e uns pés delicados... Não bastou, nada me basta, por nada me bastar é que não bastaria um sonetinho qualquer: duas quadras e duas tercetas. Tinha que escrever um acrostico de cem estrofes, sob as ameaças de os parágrafos entrarem em greve, as virgulas já protestando no meio da rima por terem sido esquecidas.
Eu queria mesmo é cantar os pés da moça que me mostrou os pés, com a mesma graça e com a mesma força, capaz de imitar a alegria num verso que seja poesia, que seja sobre os olhinhos sorridentes dela ao me mostrar seus pés.
Eu queria mesmo é não ter escrito esse poema gigante, ter bebido menos, ter fumado menos, não ter me importado tanto, queria ter ficado mais, ter tido coragem de pedir a moça para ficar mais um pouquinho e ter agradecido a rosa que ela me deu... No final o cosmos ajuda, no final ele me dá uns toques e eu vou coração mansinho e pacifico deitar tranquilo no colo dessa ou de outra, afinal o que todo gigante precisa mesmo é saber que existe um lugar onde ele é apenas um menino.


                                                               Um beijo do amigo do Lennon
                                                                 Youssef Igor

Por que não pintarei mais aquarelas...

Sabe o que mais minha gente? Estou me sentindo tão pesado, quieto demais, silenciado demais, pareço aquele japonês que se escondeu da guerra, a guerra acabou e ninguém foi lá no esconderijo avisar. Não adiante pintar aquarela, se pintar aquarela, ela joga no lixo e ainda faz pouco caso, não adianta escrever mais cem estrofes, ela não vai perceber que cada estrofe tem o nome dela, que é pra quando a gente toda ler, sem querer recitar o nome dela feito um mantra.
Eu olho pro papel e nada, eu olho pra tela e nada, corro na rua olho pro poste de luz amarela iluminando o chuvisco e nada, nada é nada e nada... Meu cachorro me olha e me escuta, tenho dó até de gastar o meu ouvido com o barulho das teclas da minha Olivett. Não vai adiantar escrever o nome dela em outro acrostico, não adianta pintar uma coleção de aquarelas ou  rabiscar esboços em caneta bic, bilhetes são inúteis, todo panfleto é no fundo uma carta de amor frustrada, não quero escrever panfletos desesperados de amor ou pedidos de paz, guerra é guerra, já dizia o ditado.
Restrições judiciais, não poder citar o nome dela, criar outras maneiras de citar mesmo assim.
Sabe o que mais minha gente? Eu já ando com minha cabeça pelas tabelas...

terça-feira, 12 de junho de 2012

Acrostico de 100 Estrofes

Mesmo assim tão longe
Ainda penso nas possibilidades
Isso por que nem sei mais por onde seguir
Remando contra as horas e a perspectiva
Ainda é o amor revelando como ineficaz esperança

Muitos lugares até onde estaremos
Assim eu projeto mentalmente as ondas
Ignorando que a maré é fruto de outras vontades
Realmente é um fruto sem estação correta
Ainda assim posso entender sua dor

Meus pés querem um caminho
Ainda que seja mais adiante
Isso eu sei me tornará maior ou melhor
Realmente estava esperando por você
Até aqui foi apenas espera e a vida ensaio

Minha carne irriga sangue e se fere
As agulhas da existência me picam feito sensações
Intrigante jogo de palavras que se atiçam
Respingando lirismos ao mesmo olhar que açoitam
Antes de seu nome ela era imagem da poesia

Multidões se juntarão em marcha ou festa
Assim que seus passos preencherem a mesma trilha dos meus
Isso é tão pequeno e parece tão frágil mas tem tanta verdade
Representaria um novo nível acima dos outros possíveis
Acima do que é meu ou seu é o que será nosso

Maior que o céu ou ainda bem mais que acima dele
Ancorou uma embarcação de sonhos e poeira
Incrível espaço onde as imagens se perdem e renascem
Rezavam por tal feito e o esperavam qual uma benção
Apenas um beijo e era um beijo apenas

Meus discos todos falam desse momento
Artistas feito profetas cantaram nosso encontro
Imagine cada canção ou cada filme  feito uma encenação
Repetindo décadas antes o primeiro olhar
Antes de nós já nos cantavam em algum single

Meus filmes tem na legenda o seu nome inserido
Algumas cenas como referencia de fotografia e luz
Ignorando o adeus e pulando os créditos, epopeia sem final
Refilmando a partir do original sem cortes numa versão real
Armas do tempo disparadas antes mesmo do acontecimento

Multidões se possuem na primeira fila
Ávidos pela estreia do que muito antes foi anunciado
Impossíveis aplausos arrancados desde os instantes iniciais
Realmente o mundo espera por nós
Antes de mim eu já te esperava

Minhas verdades se completando em seus argumentos
Aquela canção que ouvíamos ao pé da arvore noturna
Inquietante tradução do que somos
Releitura do futuro e um retrato de bem antes de você
Andei por tantos lugares mas meu lar é você

Mensagens escondidas em cada passo
Aleatoriamente me disponho a interpreta-las
Investigando o rastro ancestral dos significados
Rezando o latim dos gregos e tornando russa a situação real
Antes do amor a vida é simples (junto dela faz sentido)

Meu espirito circulando a energia que irradia
Antes do que foi o nada primordial
Imagino um mundo sem você como o inimaginável
Resisto a solidão ao te supor aqui
Assim passei os anos, como quem apenas matava o tempo...

Maior que o céu ou ainda bem mais que acima dele
Ancorou uma embarcação de sonhos e poeira
Incrível espaço onde as imagens se perdem e renascem
Rezavam por tal feito e o esperavam qual uma benção
Apenas um beijo e era um beijo apenas

Matei as possibilidades mas a ressurreição ainda é cogitável
Arqueando o olhar e sentindo a cor da estação
Isso parece tão caro e claro e especial
Realmente algo limpo e tão suave e justo
Amar do amor com tanta força é se despir ao universo

Muitos lugares onde estaremos
Arqueando o olhar nas cores do horizonte
Ignorando o destino em um improviso lirico
Reinar feito um sol entre mil sóis em explosão
Amar a urgência de nossa fome com a angustia própria de viver

Meus pés rastejam diante do palácio
Arvores cercam o jardim até o seu sorriso
Isso é sempre tão doce e bom mas dói esperar
Ruas onde o sentimento circunda e se ri
Ainda sei como chegar pois é só o que consigo ver

Meu plano era ser o seu plano
A vida só conspirou o que a alma quis transparecer
Indo assim juntar a logica mais absurda ao acaso mais inquieto
Restando então o que agora é isso
A vida que não pode ser sem que também esteja a sua

Meu grande plano era só mais um plano
Assim eu seguiria distraído e sem saber
Ia até aí e sem perceber bem perto
Reparando assim na pausa do café
Ainda havia esperança e por isso o amor é fé

Mensagens escondidas em cada passo
Aleatoriamente me disponho a interpreta-las
Investigando o rastro ancestral dos significados
Rezando o latim dos gregos e tornando russa a situação real
Antes do amor a vida é simples (junto dela faz sentido)

Maior que o céu ou ainda bem mais que acima dele
Ancorou uma embarcação de sonhos e poeira
Incrível espaço onde as imagens se perdem e renascem
Rezavam por tal feito e o esperavam qual uma benção
Apenas um beijo e era um beijo apenas

Milhares de vozes ecoam no coro do que nem sei
Assim eu ouço seu nome repercutir feito um verão azul
Imprimi as expressões mais cômicas e respondi como
Respondendo assim por nós o que só você pode responder
Ainda não acabou o sonho ainda não acabou

Muitas outras noites 
Antes da noite decisiva
Indo mais adiante ou fazendo o tempo retroceder
Refilmando com o elenco original
A peça sobre o amor e o acrostico que aqui componho

Me ensine a seguir pelos seus lugares
Aprenderei seu idioma mais intimo
Inspirarei meu verso no manancial onde 
Repousa o teu sossego e
Ardo ao cogitar a eternidade assim

Maré onde as ondas se aquietam
Arco de cores onde as cores se mostram
Impossivel é não te olhar
Rede de olhares que só querem cativar os seus
Atmosfera de outono te chamarei  pelo nome...

Meus sonhos juntos aos seus
Afagam o horizonte num instante de luz
Imprimindo de preces o que é esperado
Revolvendo até o inicio
As cartas e gestos, os olhares e as flores...

Mesmo quando estou pensando em outros tempos
Apenas saber que não estava lá
Isso apenas já é o bastante
Retorno em imediato
As cenas não tem sentido sem você

Mas nada vai mudar aqui
Aqui é como sempre foi
Impera a esperança
Resistindo na orla massante dos dias
Ainda te-la aqui e saber... Apenas saber...

Minha estrada até voltar para casa
Assim como todas as noites se desenrolam
Isso não pode significar o final
Rastros de luz se refazem num novo olhar
Ainda tenho fé e te quero ainda mais

Meus sonhos como gaivotas
Aparecem e seguem famintos de horizonte
Inquietando meus impulsos e buscando seu olhar
Raízes de cor e fontes de luz
Assim pretendo a liberdade, no abrigo do seu beijo

Marulho de carinhos delicados
As vezes eu sonho com o futuro
Isso significa dizer que nos sonho já velhinhos
Radiante imaginação onde os pés compõe
Aquele caminho por onde só em sonhos se pode passar

Meus pés querem um caminho
Ainda que seja mais adiante
Isso eu sei me tornará maior ou melhor
Realmente estava esperando por você
Até aqui foi apenas espera e a vida ensaio

Magica incomum e luminosa
Aspiro seus mistérios mais íntimos
Ignorando o tempo e o espaço
Respiro o perfume de sua existência
Assim como uma nova especie de sentido

Meus motivos eu já nem sei
Assim como um inventor procuro um método
Invento estrelas para me desculpar
Reinvento a poesia
Ainda vou criar algo capaz de te fazer amar

Minha hora não se escasseia
As minhas verdades se parem em dores
Isso me faz pensar e pensar é sentir
Revistas relatam o novo poema
As criticas serão sensíveis e pouco sensatas

Meu verso quer te dizer tanto
Assim como meu coração quer dizer tanto
Ignorando o adeus e revisitando aquele olá
Reinventarei outro motivo para uma aproximação
As vezes eu só queria não ter te magoado...

Multidões de versos desfilam
Assegurados pela minha lirica
Inquietude poética que se nutre de seus olhos
Rápidos flash's que te querem comigo
Anseio por você e seu carinho

Meus pequenos planos e esquemas
Antes de você se encaixavam como o sol
Isso parece tão distante agora
Realmente tão diferentes agora
Agora não é mais possível estar só

Meninos e meninas brincavam na chuva
A chuva e a noite nos assistiram abaixo de um céu nublado
Intuíam as estrelas ocultas acerca de um beijo magico
Realmente não é mais possível ficarmos sós
Agora que sei seu nome eu vou te cantar

Musicas que querem apenas dizer
Aqueles sonhos que querem ser poesia
Instituída a sede é a vontade que me cerca
Reação cósmica entre os nervos e a visão
Alquimia avessa e insaciavelmente tocante é o amor

Meus passos querem o amor realmente
Assim como crianças que esperam o natal
Insistindo em crenças doces e numa fé sagrada
Rastejo na orla de uma vida
Assim como as horas em que te espero

Minhas verdades se completando em seus argumentos
Aquela canção que ouvíamos ao pé da arvore noturna
Inquietante tradução do que somos
Releitura do futuro e um retrato de bem antes de você
Andei por tantos lugares mas meu lar é você

Medos do passado apenas como arquivos de consulta
Antigas palavras descobrindo uma nova sonoridade
Isso apenas para dizer como eu quero você comigo
Realmente quero dizer como eu quero você
As desculpas querem apenas dizer como eu quero você

Meus poetas todos não escreveram tamanha poesia
Angariei versos como um apanhador só
Inventaria palavras caso elas se escapulissem
Reuni todo o lirismo para cantar esse
Amor que é o maior cântico do cosmo

Muitas canções falam de amor sem saber
Algumas ocultam o nome para quem quer saber
Isso comigo não ocorrerá
Releia o verso cada letra inicial e
Assim saiba o nome do meu amor outonal

Meus medos são segredos dissolvidos em seu olhar
Andei por muitos lugares
Investiguei o céu em minha busca solitária
Reuni uma coleção de sensações
Aspirei me deixar seguir e então te vi.

Muitas estradas na marcação da fração.
As horas se predestinavam ao destino e assim estou...
Instigado pelo que foi.
Relembrando cada instante até você
As vezes o amor ocorre assim...

Magica sem pra que
Assim aconteceu
Isso é foi assim comigo
Realmente foi assim como se fossemos
Antes até mesmo de sermos, eu já estava aí...

Minha poesia por mim quer gritar
Aquela palavra que sequer uma linha gasta
Inquietante monossilaba
Reunindo toda a beleza
Ah vai ver é amor...

Meninos brincando anunciam
Aquela que é você e eu tanto esperei
Imperou aqui as dores e o descuido bem sei e
Reconheço a desdita e o desmazelo
Assim peço desculpas com mil versos

Minutos na sua ausência são desleais
As horas rastejam na poeira da espera
Imagino cenas e suponho seus passos
Refaço o mundo e nele há você
Assim como o ar...

Meu grande plano era só mais um plano
Assim eu seguiria distraído e sem saber
Ia até aí e sem perceber bem perto
Reparando assim na pausa do café
Ainda havia esperança e por isso o amor é fé

Mesmo quando estou pensando em outros tempos
Apenas saber que não estava lá
Isso apenas já é o bastante
Retorno em imediato
As cenas não tem sentido sem você

Mesmo assim tão longe
Ainda penso nas possibilidades
Isso por que nem sei mais por onde seguir
Remando contra as horas e a perspectiva
Ainda é o amor revelando como ineficaz esperança

Meninos e meninas brincavam na chuva
A chuva e a noite nos assistiram abaixo de um céu nublado
Intuíam as estrelas ocultas acerca de um beijo magico
Realmente não é mais possível ficarmos sós
Agora que sei seu nome eu vou te cantar

Mentalidade cósmica e uma canção universal
Assim como um pequeno sol dentro de outros sóis
Isso devia ser dito com novas palavras
Reinventaria a sonoridade das estrelas
Admirando o encanto de seus olhos

Mesmo agora e
Assim tão distante
Insisto em sentir
Relembrar os vagos momentos
As coisas que me trazem você

Meus pequenos planos
As antigas ideias
Impossíveis sonhos me assaltam agora
Refazendo minha fé
Amparado pela sua existência

Meus pés rastejam diante do palácio
Arvores cercam o jardim até o seu sorriso
Isso é sempre tão doce e bom mas dói esperar
Ruas onde o sentimento circunda e se ri
Ainda sei como chegar pois é só o que consigo ver

Meus passos querem o amor realmente
Assim como crianças que esperam o natal
Insistindo em crenças doces e numa fé sagrada
Rastejo na orla de uma vida
Assim como as horas em que te espero

Menina eu estou te dizendo tudo
Antes que o poema acabe eu preciso dizer agora
Isso que estou dizendo é sobre você
Realmente estou querendo te dizer isso faz um tempo
Assim sendo ou te dizer: te amo...

Mas por favor não me tome por louco
Antes me tenha por apaixonado
Insistirei no meu canto pois ele é seu
Reverso de poesia é poesia
Amar com teu amor será minha vida


Minha carne irriga sangue e se fere
As agulhas da existência me picam feito sensações
Intrigante jogo de palavras que se atiçam
Respingando lirismos ao mesmo olhar que açoitam
Antes de seu nome ela era imagem da poesia

Meus pequenos planos e esquemas
As horas rastejam na poeira da espera
Insistindo em crenças doces e numa fé sagrada
Ruas onde o sentimento circunda e se ri
As coisas que me trazem você

Menina eu estou te dizendo tudo
Assim sendo vou te dizer:
Isso que estou dizendo é sobre você
Reinventaria a sonoridade das estrelas
Antes mesmo do primeiro amanhecer

Meu mundo dissolvido em seu olhar
Anoiteço em métricas tresloucadas
Insisto em sentir o que quero dizer
Refaço o mundo e nele há você
Assim sendo vou te dizer: te amo...

Multidões se juntarão em marcha ou festa
Arvores cercam o jardim até o seu sorriso
Inquietante monossilaba
Rascunhando o cotidiano com meus suspiros
Ainda sei como chegar lá pois é só te seguir

Meu grande plano era só mais um plano
Assim como um pequeno sol dentro de outros sóis
Intrigante jogo de palavras que se atiçam
Rastejo na orla de uma vida
As desculpas querem apenas dizer como eu quero você

Menina eu estou te dizendo tudo
Assim eu projeto mentalmente as ondas
Isso é tão pequeno e parece tão frágil mas tem tanta verdade
Refilmando a partir do original sem cortes numa versão real
Até aqui foi apenas espera e a vida ensaio

Matei as possibilidades mas a ressurreição ainda é cogitável
Arqueando o olhar nas cores do horizonte
Ignorando o destino em um improviso lirico
Resisto a solidão ao te supor aqui
Anoitecer de cores banhada por minha poesia

Multidões se possuem na primeira fila
Aleatoriamente me disponho a interpreta-las
Imagino um mundo sem você como o inimaginável
Ruas onde o destino choraria sua ausência sem saber
Alamedas da minha dor dispostas pelas avenidas

Maior que o céu ou ainda bem mais que acima dele
A vida só conspirou o que a alma quis transparece
Isso parece tão caro e claro e especial
Realmente parece que estou no lugar certo dessa vez
Agora sim posso dizer que descobri onde quero estar

Meus pés querem um caminho
Ancorado numa embarcação de sonho e poesia
Ignorando o adeus e pulando os créditos, epopeia sem final
Representaria um novo nível acima dos outros possíveis
Antes de nós já nos cantavam em algum single

Minutos na sua ausência são desleais
as horas rastejam na poeira da espera
Imagino cenas e suponho seus passos
Refaço o mundo e nele há você
Assim como o ar...


Maré onde as ondas se aquietam
Arco de cores onde as cores se mostram
Impossivel é não te olhar
Rede de olhares que só querem cativar os seus
Atmosfera de outono te chamarei  pelo nome...

Minhas manias todas se esquecem diante de você
Assim como meus dias escapolem na sua ausência
Ignoro o tempo ou o espaço
Realidade é besteira se posso sonhar
Assim o amor é maior e a fé é uma arma de sons

Medos do passado apenas como arquivos de consulta
Antigas palavras descobrindo uma nova sonoridade
Isso apenas para dizer como eu quero você comigo
Realmente quero dizer como eu quero você
As desculpas querem apenas dizer como eu quero você

Muitas canções falam de amor sem saber
Algumas ocultam o nome para quem quer saber
Isso comigo não ocorrerá
Releia o verso cada letra inicial e
Assim saiba o nome do meu amor outonal

Mesmo agora e 
Assim tão distante
Insisto em sentir
Relembrar os vagos momentos
As coisas que me trazem você

Mundos se fundindo aos universo
Ásperas rimas flertando com a luz
isso era o que queria dizer
Realmente sempre quis dizer isso para alguém
Agora eu sinto essa certeza...



Meu tempo não cessa
Aqui por cessar nem mesmo o que nasce findo
Inquietante poesia nasce e palpita no verso
Refaz a lira e se enrosca em cores e vida
Aqui tudo quer dizer seu nome

Mesmo agora
Ainda é agora e sempre será
Isso pode dizer tanto e já diz tanto
Rastros líricos onde a voz se perde
Amor é quando amamos e também é apenas amor

Me diz ai o que fazer se
Assim sem querer eu te encontrar e
Isso significar tantas outras coisas alem das que supomos
Rivalizarei com a realidade ou apenas devo aproveitar
A doce intriga de nossas línguas em um beijo?

Meu olhar com o céu se esvai
Ainda me perco na possibilidade de partir
Ignorando o fato de ter que te levar junto de mim
Reajusto as malas e grito feito um vapor qualquer
Acalmando assim a saudade de você mulher

Minhas verdades se completando em seus argumentos
Aquela canção que ouvíamos ao pé da arvore noturna
Inquietante tradução do que somos
Releitura do futuro e um retrato de bem antes de você
Andei por tantos lugares mas meu lar é você

Me ensine a seguir pelos seus lugares
Aprenderei seu idioma mais intimo
Inspirarei meu verso no manancial onde 
Repousa o teu sossego e
Ardo ao cogitar a eternidade assim

Milhares de vozes ecoam no coro do que nem sei
Assim eu ouço seu nome repercutir feito um verão azul
Imprimi as expressões mais cômicas e respondi como
Respondendo assim por nós o que só você pode responder
Ainda não acabou o sonho ainda não acabou

Meus filmes tem na legenda o seu nome inserido
Algumas cenas como referencia de fotografia e luz
Ignorando o adeus e pulando os créditos, epopeia sem final
Refilmando a partir do original sem cortes numa versão real
Armas do tempo disparadas antes mesmo do acontecimento

Meninos e meninas brincavam na chuva
A chuva e a noite nos assistiram abaixo de um céu nublado
Invento estrelas para me desculpar
Reinvento a poesia
Ainda vou criar algo capaz de te fazer amar

Meus discos todos falam desse momento
Artistas feito profetas cantaram nosso encontro
Ignorando o adeus e pulando os créditos, epopeia sem final
Refilmando a partir do original sem cortes numa versão real
Armas do tempo disparadas antes mesmo do acontecimento

Minhas verdades se completando em seus argumentos
Aquela canção que ouvíamos ao pé da arvore noturna
Imprimindo de preces o que é esperado
Revolvendo até o inicio
As cartas e gestos, os olhares e as flores...

Meus pés querem um caminho
Ainda que o tempo rasteje até lá
Indo como um pássaro de papel sem poesia
Realmente você é a poesia impressa em meus papeis
A poesia tingida em meus dias mais turvos feito esperança

Meu mundo dissolvido em seu olhar
Anoiteço em métricas tresloucadas
Insisto em sentir o que quero dizer
Rascunhando o cotidiano com meus suspiros
Ainda sei como chegar lá pois é só te seguir

Mensagens escondidas em cada passo
Aleatoriamente me disponho a interpreta-las
Investigando o rastro ancestral dos significados
Rezando o latim dos gregos e tornando russa a situação real
Antes do amor a vida é simples (ao seu lado faz sentido)

Multidões me possuem na primeira fila
Ávidos pela estreia do que muito antes foi anunciado
Impossíveis aplausos arrancados desde os instantes iniciais
Realmente o mundo espera por isso
Antes de mim eu já te esperava

Mil corações desenhados em seda
As gaivotas do meu olhar buscam o sorriso em seu lar
Investigam em sua alma e entre seus passos
Rastros que denunciem por onde posso começar
A longa e doce jornada até seu coração

Mas eu já sei e mesmo assim eu vou
Aquele que não se entrega nunca se integrará
Isso eu aprendi sentindo
Resta saber se a lição é tão certa quanto a sensação
Apenas você me basta e isso é uma nova canção

Meu espirito circulando a energia que irradia
Antes do que foi o nada primordial
Imagino um mundo sem você como o inimaginável
Resisto a solidão ao te supor aqui
Assim passei os anos, como quem apenas matava o tempo...

Magica da luz que compõe um sol acima do céu
A canção de amor maior que o amor
Imaginando cada detalhe onde a vida se esvai
Recados do universo se cruzando com as ruas
As ruas todas até lá querendo dizer

Meu peito quer dizer o mesmo
Assim como minha alma também quer dizer
Ignorando o tempo ou o espaço
Relativizando a realidade
Assim como uma canção sem fim que diz amor

Meus passos tem fome dos seus pés
Assim como meus olhos querem a sua visão
Intuindo como um cego ao sol sente o calor
Resisto as mazelas cotidianas
Apenas te imaginando junto a mim


Meu plano era ser o seu plano
A vida só conspirou o que a alma quis transparecer
Indo assim juntar a logica mais absurda ao acaso mais inquieto
Restando então o que agora é isso
A vida que não pode ser sem que também esteja a sua


Meu verso quis dizer por mim do amor
Assim como também tentei pedir desculpas
Isso não sei se entendeu
Realmente tudo o que sinto eu quis dizer
Agora só me resta esperar por você...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Tenho andado só

Tenho andado só
fora da matilha
minhas dores
são a mais cruel alcateia

Tenho andado só
fumado cigarros
bebido uísque
venho tentando ver estrelas

Toda constelação tem seu nome
um ligue os pontos da solidão
onde se adivinha a partitura infeliz
que canta seu nome feito refrão

Tenho andado só
quero o absolvição do meu pecado
nem que custe a minha salvação
canto seu nome feito oração

Tenho andado só
mais só de fazer pena até ao cão
mãos nos bolsos pelo centro até mais tarde
seu rosto em cada vitrine e sou apenas saudade

Tenho andado só
fumado cigarros
bebido uísque
venho tentando ver estrelas


Tenho andado só
pois venho me sentindo só
e sou tão sozinho
sozinho de não ter você...


Sem esperanças

Apenas decidi não tentar mais
retalhando meus passos com dor

Me desfiz do quera doce quando tornou-se dor
bem distante eu ouvi uma canção sobre o céu

Era apenas um ecoar das preces não atendidas
olhando para o breve instante do adeus
se refazendo uma vez mais 
pois ainda insisto em querer seguir

Tenho um sinal e uma oração
um coração sem fé não pode amar 

Essa era uma canção de amor
e agora é apenas uma descrição da ferida

Como uma gaivota que o tempo desfolha
sigo dentro do outono mais quieto

Saiba eu me senti vivo aquela noite
como se por um ano eu dormisse 
e você me acordasse...

Desligue os olhos e desfaça os passos dados
estou sentindo essa dor como uma lamina fria

Estendi uma bandeira por três metros de extensão e nela se lia amor
agora apenas uma canção sobre a dor sobrou

Nenhuma oração foi atendida
enquanto você dorme em seu lar
estou apenas tentando entender os erros

Me deixe um pouco por aqui
afinal essa é uma canção de amor

Me deixe um pouco por aqui
afinal essa era para ser uma canção de amor

Me deixe um pouco
Me deixe um pouco

Nenhuma oração foi atendida
e a graça por alcançar era o seu amor.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Se a desculpa não for desculpavel

Um pássaro de papel na chuva se dissolve
sem um pressagio que amenize o peso da ilusão

Um cigarro no canto da boca e vou pelas calçadas
numa manhã fria eu saio de todos os bares onde estive

Dessa vez foi assim esse outono e vou entender
se a desculpa não for desculpável e o sonho impossível

Rival maior é o passado que ainda encanta e cega o presente
mas vou ficar no hangar e te olhar seguir para casa

Que toda chuva só dissolve o pássaro de papel que construí
se já não voa e nem reconhece a liberdade
não há problema pois vou criar um outro mundo
e dar seu nome para todas as cidades

Vou me trancar na minha sala e reler algum poema que te fiz
sobre o beijo e o doce encanto que eu sonhei tão feliz

Mas não se bronque e nem se doa
sem meus cuidados a sua vida vai ser melhor
desfaço a prece e apago a vela
espero uma noticia boa

Como é triste a espera do homem que ama
quase tão linda quanto a mulher que deseja ser amada

Te cantarei em silencio esse verso
me apartarei de seus passos como quer

Mas quero que saiba moça
dia menos dia a solidão essa pantera

Há de te mostrar como era terno o amor que te pretendia
enquanto isso saiba disso por minha poesia

Versos que querem gritar e te dizer
que se chove lá fora
a chuva só é para dizer que em algum canto eu amo alguém
e esse alguém é tão linda e tão frágil, esse alguém é você.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Dançando só

Houve uma vez, isso era 13 de setembro. Minha poesia cuspiu cravos vermelhos, da janela de certo castelo. Certo rei ainda não havia se exilado, isso foi antes, bem antes do triunfo... ainda eramos humanos e gostávamos de brigar com os deuses todos... Foi assim que certa noite, minha poesia cuspiu cravos vermelhos, da janela do palácio onde se encastelava o rei, sim ali em sua ausência os súditos se rebelaram, junto das massas, meu coração cuspiu vermelho, os cravos de minha lira, para dançarmos a revolução.

Venus

Sem chuvas e sem lugares para ir
não vou salvar o mundo dessa vez

Sua interpretação auxiliará nos fatos
artigos publicáveis e perguntas espaçosas

Eu quero escrever sobre a vida
quero apenas escrever sobre o mundo

Ninguem pode me dizer o que aconteceu
eu quero apenas escrever sobre a vida

Sem chuvas ou lugares reais
somos uma visão tão parcial

Certa noite voce se foi e sem adeus se foi
eu apenas fiquei atras da janela entre os cristais

Já não era apenas um homem que te olhava
agora qual um pendulo eu apenas oscilava
entre acenar ou tentar te entender.

A logica da maquina

Em algum lugar do mundo vai começar uma guerra.
No bar da esquina, enquanto o garçom limpa a mesa,
um casal conversa,
troca olhares.

Fora da poesia isso não importa,
no mundo existem centenas de milhares de casais ,
simultâneos aos conversar,
trocando olhares alheios ao mundo externo.

Contudo em algum lugar do mundo começará uma guerra
por petróleo, ouro ou diamantes.
Nessa guerra lutarão crianças, crianças ficarão órfãs
e a industria da viuvez e outras atrocidades abrirá seu turno

Um homem partirá, partirá como milhões de outros homens
vestirá farda, como milhões de outros homens
e empunhará  artefato belicoso que cospe destruição
comerá ração precária três vezes ao dia,
dois pares de meias e um bota impermeável,
munição em falta sempre e a fome,
nos dentes que a fome cerra, a noite virá valsar
com a miséria afim de embalar os passos
da mentira que batizaram como amor.

Inocentes vão a guerra por amor,
inocentes matam inocente por amor
inocente vão a guerra por amor.

Só os lideres odeiam,
odiando a toda a inocência
inclusive aquela da qual tiram proveito

Pouco importa se historias permeiam cada vida
nesse exato segundo,
se por exemplo ao passar pela avenida
e notar prédios comerciais cumprindo turno extra,
isso pouco importa
como também pouco importa o novo filme britânico em cartaz

Em algum lugar essa noite começará uma guerra,
inocentes matarão inocentes por amor a uma nação imaginada.

terça-feira, 5 de junho de 2012

moça olha só o que eu escrevi...

Meu pés querem um caminho
Ainda posso andar, ainda posso te alcançar...
Isso me tornou maior e melhor
Realmente estava esperando por você
Até aqui viver foi uma espera, e de agora em diante é você.

Meus olhos que pelos seus se encantaram
Esperam que os seus pelos meus se encantem

Desde agora que também é aqui desde o seu beijo
Estou aqui e desde de bem antes de ti já te esperava

Uma noite como outras tantas eu te vi
Magica imagem cujo brilho me alcançou
Ali já soube era você e mais nada, ali eu percebi

Como as estrelas que no palco negro da noite dançam
Há em mim esse fascínio em cantar tua beleza
Assim eu peço, com meu verso
Nesse poema onde cada verso já no inicio revela
Como que ao inicio  cada inicial só quer dizer
Eu quero tanto cuidar de você...

Esse poema é um acrostico ou seja as letras iniciais de cada verso formam uma frase, espero que gostem pois deu um trabalhão fazer esse verso. Espero que goste pois, eu  tentei expressar tudo o que sinto nesses versos...

domingo, 3 de junho de 2012

Sem lirismos

Está nascendo um vento claro e louco
na montanha adiante da visão
é verão é apenas venha acerca da cerca
que é a margem de uma ideia ou entre as vinhas

Não sei celebrar como os antigos
 com canções alegres e fogos e fogueiras
e outros artifícios da magia que permeia e penetra
aquilo que o sono acalma e faz nascer maior

Passado é rival  sem dó
feito corda sem fim
onde o destino todo atado em mim

não quer só mais um nó que
desata e ata e ataca e corre
a brisa mais fria  tem nome e sorte

Vê o vento que é cor e som
mas também pode apenas ser vento
que canta coisas de vento
e sopra e faz coisas de vento
mas não é inteiro vento
pois também é a vida

Saltando num louco turbilhão
se dizendo poesia
nas matas fechadas e no cerco mais denso
vê os olhos com seu  varrer mais lento

Na montanha adiante da visão
ao lado da sorte e da benção
criado com a fome e a maldição
vem vindo o vento que claro e louco

E eu sigo cantando meu canto novo
que é claro e forte e absurdo
iluminando a voz e passeando pelo mundo
tantos nomes e tantas orações

Por isso eu cantei o seu sonho
e quis cantar também a sua rima
pois ao vento ninguém dedica a lira
no entanto é ao vento que o cheiro recorre

Quando a noite sem fim  desatina de sorte
é a benção é a brisa e a benção é a morte
qualquer canto do mundo que pode ter
ele existe sem se dar por correr

E quer a vida e a minha e a tua
e a do mundo e a da lua
eis que ele nos varre e socorre
nos impede e dissipa

Se a o mundo tem voz
essa voz ecoa o encanto
de quem  quer compor poesia
que a vida é deserta e é vida

E vasculha quarteis e arquivos
exuma ossos e  vergonhas e medos
se o mundo tem voz
o vento é o grito

Cienticismos

Me diga todos os seus segredos e medos
olhe para a solidão enquanto te observo

Tudo que eu consigo ver é esse céu
e dizíamos que seria certo e correto

diga que será comum agora que aconteceu
apenas diga isso enquanto as estrelas seguem

Meus passos estão se enganando novamente?
Não sei jogar com os números e o passado

Parece uma festa quando a nuvem de cinzas celebra
o que ao redor se percebe próximo e quieto

Ninguem sabe de nada realmente
Ninguem pode realmente saber algo

Apenas um método científico a ser inventado
apenas uma nova convenção a ser formulada

Entrarei pela porta com minha desgraça
me conte seus segredos e medos por favor...

Eu sei tão pouco sobre o encanto que ativa o mecanismo
Parece tão fácil e comodo
mas eu entendo como deve ser doloroso

Me deixe te cuidar, cuido de mim por você
me deixe te cuidar e cuidarei de mim por ocê

De volta ao inicio como há um mês atrás
novamente ao inicio como há um mês atrás

Dentro das estrelas e entre as nuvens
questões perdurarão por um longo tempo

Voltar para casa enquanto chuto latas
andar em círculos ao meu redor
ninguém sabe realmente algo
não até sentir o mecanismo  travar

Por isso estou trabalhando em um novo método cientifico
uma equação que acelere e desnorteie e encante

Não sei jogar com números e o passado
tenho olhado o céu e procurado estrelas

circulos de luz onde talvez eu possa me responder
sobre as perguntas que eu não pude te fazer...





sábado, 2 de junho de 2012

Novo Verbo

Diz nada não segue com o bloco e faz parte do refrão
não pode ver que o céu anda tão alto e nós quase estamos lá?

E quando o quase é um caso complicado
acendo meu cigarro e ponho as mãos no bolso

E eis a hora que os seculos anunciaram
amotinando os dias numa lista de tantas ressacas

Qualquer cidade ou uma embarcação qualquer
naufrágio é palavra masculina
pois solidão é o nome de batismo de toda mulher

Diz nada não segue com o bloco e faz parte do refrão
não pode ver que o céu anda tão alto e nós quase estamos lá?

somos os servos cegos a distribuir caricias
mas é sempre tão tarde
tenho um segredo nunca é tarde na poesia...

Por isso eu escrevo em muros altos
ou desenho bem no alvo o que eu diria

A poesia consegue seguir
quando não pode mais a vida


Açúcar espacial

Quando a via láctea colidir com andrômeda
Dentro de 4 milhões de anos - dizem os cientistas

Não sei se já o homem alcançará a eternidade
ou se alcançando tal feito
conceberão em trazer novamente a vida tão simplório poeta

Contudo eu que tenho por vezes andado pela cidade
e chutado latas e mascado chicletes até perderem o sabor
e bebido quase sempre meu rum e fumado meu cigarro

Eu! Não, não deixarei de fazer ecoar teu nome
que é chama e feito chama é igual o cometa

Tudo arrasta e faz sorrir em mim
se de longe vejo ou adivinho teu sorriso

Quando a via láctea colidir com andrômeda
Dentro de 4 milhões de anos - dizem os cientistas

Não sei se já o homem alcançará a eternidade
ou se alcançando tal feito
conceberão em trazer novamente a vida tão simplório poeta


Mas hão de lembrar de meus versos
de como cantei cada chaminé e tornei cartaz o meu olhar
lembrarão de seus olhos escuros e risonhos que cantei

E saberão que antes do método cientifico
poetas tornavam eternas suas musas
ao comporem suas canções

E poetas que por vezes são amargos
por terem gasto a doçura no torpor das noites

são o fogo incendiário a acender o candieiro
que a timidez dos lábios não beijaram por medo

Não cantarei laços de fita
bordados e campos verdes e outras patetices

Cuidarei em fazer desse verso o meu apelo
aos que hão de nascer depois de mim propaguem meu verso
esse mesmo que escrevo e grito e leio

Quando a humanidade for eterna por fim me acordem
pois eu bem sei que hão de acorda-la pois é tão linda

Me acordem no tilintar dos seculos sem fim
para que então possa eu a toda a gente do amanhã

possa cantar meu verso que quis encantar seus olhos
e compor o seu sorriso afinal ela é tão linda

E sei que mesmo sem meus versos
 seus passos frágeis ecoariam líricos no esteio do universo

Quando a via láctea colidir com andrômeda
Dentro de 4 milhões de anos - dizem os cientistas

quero que me revivam para ver
da janela de suas naves entre os versos que existirem

que seja esse então o verso por nutrir de luz
ainda mais a esperança
na humanidade que caminhará  eternamente

por luas e sóis com o meu nome onde o epicentro tem seu nome
me refaçam material genético se não houver
não se gastem em procurar

Sou feito de sonhos
desde que comecei a te olhar!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Virginiana

As luzes não me deixam dormir
no prisma da espera  meu coração acelera

são tantas horas e mesmo se fossem poucas
é certo que todas as horas
não possuem o peso e a força
dessas que são até você que é o agora.

A euforia saiu pra  me abalar
levou meu sono e trouxe os sonhos
como é doce te sonhar...

Ouvi suas canções enquanto olhava seus pés
dividindo seus fones e tentando adivinhar seu coração

Acordei bem cedo e tomei meu chá
nada demais fatos simples de uma vida banal

Lendo meu jornal e rabiscando um desenho sobre nós
te cogitei como nos traços junto de mim
nós dois a sós até o fim

E as luzes não me deixam dormir
é tanto verso com teu nome
é tanta rima e essa mania

Que no verso de cima
seu nome eu quase que dizia

Lendo meu jornal e rabiscando um desenho sobre nós
te cogitei como nos traços junto de mim
nós dois a sós até o fim

Eu sinto um sonho se aproximar
são meus olhos e meus nervos
essa saudade de teu olhar
e a loucura mais terna em te beijar

Me diga sim
me deixe algum sinal
pois o medo do seu não
levou meu sono

A euforia acenou na esquina
e mandou dizer
que é sobre você essa poesia

Ouvi suas canções enquanto olhava seus pés
dividindo seus fones e tentando adivinhar seu coração

Se faltar coragem que assuma meu posto a poesia
pois em versos como em vida eu te sonho e te sonhei

Pois se aos céus as estrelas  pagam  em brilhar
cuido mais de mim sabendo de você
que essa noite eu quero beijar