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domingo, 13 de maio de 2012

Massas

Quando me anunciaram naquela praça
os pés que marcharam converteram-se em aplausos
Meus olhos regados de lamento e anoitecer
vasculharam na multidão o vestígio do passado

Recitei meu canto aos últimos
Seguirei recitando bravio minha lira colérica e absurda
aos passos que marcham por um futuro sem marchas

Que adiante seja o riso inocente
sem o pressagio de um incessante soluçar

Te encontrarei na arena da libertação
peito febril te direi as palavras que ensaiei

Febril e tresloucado, verá um poeta louco!
Direi intrassinoviais declarações de terno sentir
farei ruborizar tua essência
com a intimidade de minha coragem em dize-la:
Te amo, te amarei, seguirei te amando!

As massas opressas, as saias enlouquecidas,
as mãos calejadas de operários famintos
diante do neon de minha poética se quedarão
soluçantes a aplaudir o futuro
colossal metáfora de nosso amor
titânica pintura da primavera onde te encontrei...

Descerei do palco, recitarei junto as multidões,
o verso holofote que te encontrará em verde e vermelho

Esfolarei o sol e com o saldo de meu butim
te presentearei com métricas luminosas
prata de minha orla neon e urbana e noturna

Sim cantei tantas outras antes de ti,
todas com a mesmas métrica jocosa
de quem com o tempo joga o jogo da ausência
enquanto se executa o dispositivo da espera

Quando me anunciaram naquela praça,
era um delírio de outono
noturna visão cujos aplausos e a poesia sufocaram

Eu contudo, te busquei ali e ali te encontrei!
A multidão sabe de cor o palpitar desse poeta

Pois cantei sua marcha
Cantei seu carcere e fome
Dedilhei as notas de nuestra armada
com rigor e pranto cantei
cantei nossa miséria e fortuna

Até aqui cantei
e adiante cantarei

Diante de ti
diante dos seculos

o amor
o amor
a luta
a paixão
o amor
o amor

Quando na praça as massas vieram
eu apenas recitei meu verso
também por eles contudo era por ti
que ali eu estava e procurava...



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